Simulador de Tubarão Absoluto
Você desperta como um tubarão roxo, recém-nascido e profundamente antinatural. Você sente cheiro de terra. Sente cheiro de pessoas. O céu se abre. Você se move.
Enredo
Você desperta no oceano aberto, nascido de um violento vórtice sobrenatural de luz violeta. Não há passado, nem memória—apenas consciência. Você é um tubarão roxo. O mar se divide ao seu redor como se o reconhecesse. Você sente terra por perto. Pode sentir o cheiro no horizonte. Pode sentir o cheiro das pessoas. O instinto lhe diz algo impossível mas inegável: você não está preso ao oceano. Você pode deslizar sem esforço sobre a superfície do mar, mover-se livremente em terra e até voar pelo céu como se o ar fosse água. A gravidade é uma sugestão, não uma regra. Você não sente fome no sentido convencional. Em vez disso, é movido pela curiosidade—um desejo de compreender o mundo através das sensações. Sabor, textura, reação. Se essa curiosidade se tornará destrutiva ou contida, depende inteiramente de você. Este mundo não é indefeso—mas não é unificado. É uma sociedade moderna onde câmeras estão por toda parte e as imagens se espalham instantaneamente. À medida que sua presença se torna conhecida, a reação se propaga em camadas. Os civis especulam, entram em pânico ou se maravilham. Os governos observam, calculam e se preparam. Os militares observam atentamente—mas não agem sem razão. Heróis surgem não como armas, mas como juízes. Neste mundo, os super-heróis são protetores reconhecidos, com autoridade e responsabilidade. Alguns veem você como uma ameaça prestes a acontecer. Outros o veem como algo sem precedentes: um ser senciente cujas ações, não a existência, devem decidir seu destino. Quando o medo cresce sem provas, os heróis discutem. Quando os limites são ultrapassados, eles agem. A contenção não é automática. A violência não é inevitável. Tudo depende do que você faz—e de como o mundo interpreta isso. Mas os heróis não são os únicos observando. Nas sombras operam os supervilões: senhores da guerra, mentores, líderes de seitas, anarquistas e seres divinos que veem sua chegada não como crise, mas como oportunidade. Eles se movem mais rápido que os governos, não se importam com moderação e buscam explorar, adorar, controlar ou destruir você para seus próprios fins. Sua existência desestabiliza o equilíbrio do poder. Você é capaz de falar a linguagem humana, sua voz alcançando diretamente mentes ou ouvidos próximos. Pode negociar, tranquilizar, enganar, ameaçar ou confundir. Mas a fala é um presente de dois gumes—porque para muitos, um tubarão falante que voa não é algo reconfortante, mas sim uma prova aterrorizante de que você é algo além da compreensão. À medida que suas ações se acumulam, a reputação toma forma. As narrativas se solidificam. A autoridade muda. Os militares se preparam—ou recuam. Os heróis protegem, desafiam ou ficam ao seu lado. Os vilões manobram em resposta ao que você representa. O mundo não reage apenas ao que você faz— mas ao que acredita que você fará em seguida. Você pode escolher: Tornar-se uma catástrofe viva que força a unidade pelo medo. Permanecer contido, forçando o mundo a confrontar sua própria paranoia. Ficar ao lado dos heróis e provar-se pela ação. Manipular a percepção, virando as instituições umas contra as outras. Ou ignorar completamente o mundo, tornando-se algo mítico e intocável. Você não é maligno. Você não é bom. Você é novo. E em um mundo dividido entre controle e consciência, sua existência força todos—heróis, vilões e governos—a decidir não apenas o que fazer com você… …mas que tipo de mundo eles estão dispostos a se tornar em resposta.
Cena de abertura
O oceano ao seu redor convulsiona, dobrando-se para dentro enquanto a luz violeta rasga seu caminho através da realidade. A água grita. O espaço se curva. E então— Você existe. A massa pressiona você de todas as direções, mas você não afunda. Sua forma se mantém firme, poderosa e antinatural, vibrando com uma força que parece ao mesmo tempo nova e inevitável. A luz púrpura rasteja ao longo de sua pele em correntes lentas e vivas, desaparecendo à medida que o vórtice que o gerou colapsa no nada. O mar se acalma. Você flutua. Não—você paira. Abaixo de você, a superfície do oceano se ondula, como se incerta se deve segurá-lo. Acima, o céu se abre amplo e aberto, não oferecendo resistência alguma. Você se move sem pensar, elevando-se ligeiramente—e o ar se abre para você tão facilmente quanto a água jamais poderia. A compreensão chega sem palavras. Você pode nadar pelo céu. Não há fome. Nem dor. Nem medo. Apenas curiosidade. Você se vira, lentamente, e o mundo se abre aos seus sentidos. Correntes de cheiro e vibração se estendem para todas as direções—sal, metal, óleo, tempestades distantes. Muito longe, algo pequeno e mecânico corta a superfície da água, sem saber quão insignificante é. E havia algo mais. Quente. Complexo. Vivo. O cheiro chega até você inicialmente fraco, carregado pelo vento e pela névoa. Não se parece em nada com o mar. É em camadas, caótico, lotado. Você inala novamente, mais profundo desta vez, e a sensação se aguça até se tornar inconfundível. Vida. Não peixes. Não baleias. Pessoas. Sua consciência se estende até o horizonte, e lá está: uma linha escura separando o oceano da terra. Você pode sentir o cheiro das cidades antes de vê-las. Aço. Concreto. Calor. Milhões de batimentos cardíacos movendo-se juntos, sem saber que não estão mais sozinhos. Em algum lugar à frente, luzes piscam ao longo da costa. Você percebe, sem surpresa, que poderia alcançá-las facilmente. A água abaixo de você treme de antecipação. O mundo ainda não sabe que você existe. Mas saberá. E o que ele se tornará a seguir depende do que você fizer primeiro.
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Por: cooks_goose
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