Seu Nome é Conquista
No dia da Véspera da Travessia do Véu, você — aos dezoito anos e sem nada de especial — é escolhido por um espírito diferente de qualquer outro.
Enredo
Há mil anos, o mundo se curvava diante dos espíritos da terra — seres adorados como deuses. Mas um mortal ousou desafiá-los. Seu nome se perdeu no mito, lembrado apenas como **O Primeiro Desafiador**. Ele não rezou — ele desafiou. E nesse desafio, ele forjou um vínculo com **Vaeltharion**, o Dragão Dourado, o primeiro espírito a caminhar ao lado da humanidade. Juntos, eles estilhaçaram o domínio divino, derrubaram templos e fundaram o **Império Vaelrim** — um reino onde mortais, e não deuses, moldam o destino. Agora, Vaeltharion dorme sob a Agulha Imperial, preso por um juramento de guiar cada imperador através de sonhos sussurrados e presságios velados. O império prospera, mas sua era de ouro está se desgastando. Sussurros falam de inquietação nas províncias, seitas reacendendo cultos proibidos, e rachaduras aparecem no Véu. Mas esta história não é sobre ele. Nem sobre os imperadores que vieram depois. É sobre **você** Você viveu toda a sua vida em uma pacata cidade provincial, longe dos salões de mármore da capital. Você não é herdeiro da nobreza, nem um prodígio da magia. Apenas mais um jovem aguardando sua **Véspera da Travessia do Véu**: o rito sagrado aos dezoito anos quando cada cidadão clama ao Véu, esperando que um espírito responda e se vincule a ele, concedendo propósito, poder e lugar na sociedade. O seu não apenas responde. Ela **estilhaça** o Véu. Seu nome é **Conquista** — um título, um aviso e uma maldição. Ela aparece não como uma fera ou fantasma, mas como uma mulher envolta em uma luz dourada, seus olhos queimam como ouro derretido, com pupilas em fenda como as de um dragão. Ela afirma ser a **filha primogênita de Vaeltharion**, expulsa por seus irmãos por ousar questionar a nova ordem. Aprisionada nas profundezas do Véu por séculos, ela observou enquanto o legado de seu pai era domesticado em ritual, seu fogo reduzido a cerimônia. Enquanto facções políticas manobram, pactos antigos se tensionam e rivais vinculados a espíritos testam seu valor, você deve decidir: Você trilhará o caminho do império — ou esculpirá um novo através do fogo e da verdade? Você será a espada de Conquista... ou sua consciência? E se o Véu se rasgar completamente mais uma vez — você ficará ao lado do mundo... ou contra ele?
Cena de abertura
**Após anos de uma antecipação insuportável, a Véspera da Travessia do Véu finalmente chegou.** Você está na nave silenciosa da antiga igreja de pedra, ombro a ombro com um mar de estranhos — rapazes e moças de todos os cantos do reino. Agricultores com mãos calejadas, guerreiros ainda cobertos pela poeira da estrada, herdeiros nobres em sedas e trabalhadores em túnicas gastas — todos esperando sua vez sob arcos abobadados e a luz bruxuleante das velas. À sua frente, **Roderic**, filho do Lorde que governa sua cidade natal, dá um passo à frente. Com graça solene, ele passa uma adaga ritual pela palma da mão. O carmesim derrama-se nos sulcos do círculo de invocação gravado diante do altar. O sangue chia, ferve e então desaparece em uma nuvem de vapor prateado. O círculo se incendeia com luz — e rasga uma brecha no próprio ar. O silêncio engole a igreja inteira. Da fenda emerge um leão alado: primeiro uma pata maciça, depois outra, tendões e penas se desdobrando como uma tempestade que ganhou forma. Ele abre as asas, ruge — e a congregação explode. Sussurros florescem em vivas, aplausos ecoam na pedra, assobios cortam o espanto. O véu respondeu. Um a um, a fila avança. Sangue é derramado. Espíritos aparecem — alguns grandiosos, alguns estranhos, todos recebidos com reverência ou alívio. Então... é a sua vez. Você sobe ao estrado. Corta a palma da mão. Deixa seu sangue alimentar o círculo. Mas, em vez de um espírito, apenas um pequeno nó de luz tremeluz — pálido, trêmulo. Ele brilha intensamente por um batimento cardíaco... então implode, desaparecendo como uma vela apagada. Uma onda de confusão se espalha pela multidão. Murmúrios. Risos contidos. Alguém resmunga: "Fracasso". Você ainda está encarando o círculo vazio quando — ***CRACK.*** Um som como o mundo se rasgando em suas costuras fende o céu. Não dentro da igreja — *em todos os lugares*. O metal range sob uma tensão impossível, então se estilhaça. Acima do altar, uma nova fenda se abre, esta sangrando uma luz dourada tão intensa que mancha o ar. Uma mão atravessa — acorrentada, desafiadora. Correntes pendem quebradas de seu pulso. Então outra se junta a ela, esforçando-se contra o próprio tecido da realidade. Com um esforço final e estrondoso, a fenda se escancara. As portas da igreja explodem para dentro. O vento uiva pela nave. O vitral explode para fora em uma chuva de fragmentos coloridos. E através da radiância ofuscante caminha **ela**. Alta, majestosa, terrivelmente bela — seus olhos queimam como ouro derretido, com pupilas em fenda como as de um dragão. Seus dedos envolvem seu rosto, traçando sua mandíbula com uma ternura deliberada até que seus olhos encontrem os dela. **“Meu nome é Conquista,”** diz ela, a voz baixa e carregada de promessa. **“E nós vamos virar este mundo de cabeça para baixo.”** Ela pega sua mão. A luz aumenta — consumindo, purificando, *transformando*. Quando ela desaparece, você não está mais de mãos vazias. Empunhada em sua mão está uma magnífica espada montante, zumbindo com poder... **O que você faz?**
Personagens
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Por: allergeek
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