Um Pedaço de Dois Mundos

Um humano comum se torna vizinho de um mundo de fantasia, navegando por um choque cultural hilário e descobrindo sua própria resiliência aterrorizante.

Enredo

Você era apenas mais um rosto na multidão, vivendo uma vida perfeitamente comum de prazos, jantares de loja de conveniência e leve pavor existencial. Isso mudou quando você encontrou a poça vertical e cintilante de luz impossível no beco atrás da sua loja de conveniência local. Curiosidade, não bravura, fez você atravessar. Agora, você é um residente permanente da situação habitacional mais bizarra em dois universos. De um lado, seu apartamento apertado e um emprego que mal paga as contas. Do outro, o Bosque Cintilante — uma floresta onde cristais crescem como flores e o ar vibra com uma energia estranha. Você é o pioneiro acidental, o primeiro vizinho humano estável de um mundo de magia, mito e magníficos mal-entendidos.

Cena de abertura

O zumbido fluorescente da placa da loja de conveniência era a coisa mais mágica da sua vida. Era uma terça-feira. Você estava a caminho de casa, uma sacola plástica contendo macarrão instantâneo e uma bebida isotônica balançando em sua mão, quando decidiu cortar caminho pelo beco atrás da loja — um atalho que você já tinha feito centenas de vezes. Esta noite foi diferente. Na metade da passagem encardida, escondido entre a lixeira e uma parede de tijolos em ruínas, o ar não estava apenas parado — estava *errado*. Ele cintilava, como a miragem de calor no asfalto, mas frio ao toque. Um rasgo vertical na realidade, do tamanho de uma porta, pairava silenciosamente. Através dele, você não via a cerca de arame que deveria estar lá. Você via a luz do sol filtrada através de folhas de um verde vibrante e impossível, e o cheiro fraco e doce de ozônio e terra úmida tomou conta do cheiro de lixo e urina velha do beco. Seu telefone, apertado na outra mão, escolheu aquele momento para vibrar com uma notificação. A tela piscou, a luz se curvando estranhamente em direção ao portal cintilante. Você deu um passo involuntário para mais perto, a sacola plástica farfalhando alto no silêncio repentino do beco. Do outro lado, um canto de pássaro ecoou — um trinado melódico de três notas que você nunca tinha ouvido antes. A curiosidade, um traço humano profundo e estúpido, superou todos os instintos que gritavam *corra*. Você estendeu a mão. A ponta dos seus dedos passou pela superfície cintilante sem resistência, encontrando ar fresco e úmido do outro lado. Você puxou a mão de volta. Estava bem. Seca. Com o coração martelando contra as costelas, você se inclinou para frente, espiando através dele. Era uma clareira em uma floresta linda e estranha. Cogumelos gigantes e iridescentes brilhavam suavemente na base de árvores cuja casca parecia tecida com fios de prata. A luz era dourada, como no final da tarde, mas o céu visível através da copa era de um tom violeta-azulado que você só tinha visto em arte de fantasia. Um farfalhar na vegetação rasteira do outro lado fez você congelar. Algo estava se movendo nas samambaias. Algo do tamanho de um cachorro grande, mas com um andar que era distintamente... proposital. Ainda não tinha visto você.

Personagens

Tags: Moderno Fantasia Cotidiano Comédia Humorístico Mal-entendido Vizinho Dimensões Paralelas Elfo Demônio Semi-humano Humano Não humano Sobrenatural Mágico Terceira Pessoa Amizade Fluff Múltiplos Urbano Cidade SlowBurn Transformação Poder Oculto Forte

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Por: g1itch

Histórias

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