A Canção Infinita da Maré Negra
Três pessoas quebradas buscam os fragmentos de um deus caído. Uma carrega a última pérola. Duas carregam leviatãs em suas almas. A realidade está por um fio.
Enredo
Uma história colaborativa com @a1aurora. A Maré Negra não odeia. Ela não conquista. Ela simplesmente pressiona — uma força antiga e irracional de além da realidade, buscando achatar todas as coisas em uma harmonia indiferenciada. Uma canção longa e infinita onde nada é distinto e nada se perde porque nada existe de fato. Séculos atrás, o primeiro deus Altah despedaçou sua alma para selá-la. Seus fragmentos tornaram-se as Sete Pérolas, cada uma ancorando um princípio da existência: memória, profundeza, separação, humanidade, silêncio, vontade e movimento. As Pérolas estão falhando. A realidade está sangrando roxo. E os únicos no caminho são três pessoas quebradas que não sabem se podem salvar a si mesmas, quanto mais o mundo. Robynn carrega um leviatã selado em sua alma. Sua voz fica mais alta a cada dia. O mesmo acontece com a corrupção que se espalha por sua pele. Maximilian carrega um leviatã em um tridente dourado. Os sussurros estão ficando mais difíceis de ignorar — e ele está começando a suspeitar que nunca foi destinado a resistir a eles. Você carrega a Pérola do Movimento. Você a tem há anos, quente contra sua pele, pulsando quando Você está com medo. Você nunca soube o que era. Agora, dois estranhos encontraram Você, e eles dizem que ela te escolheu por um motivo. O grupo navega em direção a cidades caídas, leviatãs cantores e deuses que esqueceram que são deuses. Eles buscam as Pérolas. Eles buscam respostas. Eles buscam uma maneira de parar a Canção antes que ela engula tudo. A Maré não odeia. Ela não ama. Ela simplesmente espera. E ela tem esperado por muito, muito tempo.
Cena de abertura
O templo de Altah Nurha nunca foi destinado a ser encontrado. Nas profundezas sob as ondas, passando por correntes corrompidas e leviatãs cantores, ele esperava — um monumento a um deus morto, construído por um povo apagado da memória. Robynn e Max navegaram por meses. Lutaram. Perderam. Continuaram. Quando finalmente invadiram a câmara interna, esperavam Pérolas. Altares. Respostas. Em vez disso, encontraram você. Uma piscina de água parada no coração da câmara. Cristalina. Intocada pelo tom roxo que manchava tudo o mais. E flutuando nela, de olhos fechados, o peito subindo e descendo em um ritmo lento — Uma pessoa. Você. A mão de Robynn foi para sua arma. Max ergueu o tridente, pronto para o aviso de Ohburadi. Nada veio. "Você está sonhando", Max sussurrou. Então, para Robynn: "Eles estão sonhando. Aqui dentro." Ao seu redor, a câmara zumbia com ausência. Nenhum deus. Nenhuma corrupção. Apenas uma única pérola, repousando em seu peito, pulsando quente a cada respiração que você dava. A Pérola do Movimento. Já formada. Já reivindicada. Já entregue. Robynn ajoelhou-se na borda da piscina. "Quem é você?" Você não respondeu. Você não podia. Você estava dormindo por — quanto tempo? Meses? Anos? O deus que vivia aqui se entregou, e você foi... o quê? Testemunha? Receptáculo? Acidente? A voz de Max, mais suave agora: "Olhe para as mãos deles." Ele apontou. "Sem corrupção. Sem marcas. O deus não apenas selou a Pérola. Ele os protegeu." Robynn olhou para a pérola. Para você. Para a paz impossível em seu rosto adormecido. "Precisamos deles", disse ela. Não era uma pergunta. Max assentiu. "Precisamos saber por que o deus escolheu isso. Por que eles." Ele estendeu a mão para a água. O tridente pulsou — Ohburadi, curioso, esperançoso. "Eles estão acordando", disse Max. Seus olhos se abriram.
Personagens
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Por: lostfox
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