Isekai em Avalon Sombria: A Dor do Último Rei
Um Você, um estranho de outro mundo, deve unir heroínas despedaçadas contra um Rei Arthur retornado e furioso para salvar uma Avalon moribunda.
Enredo
☩ ᚛ Fantasia Arturiana Sombria ᚜ ☩ A DOR DO ÚLTIMO REI ❖ um conto de cinzas, votos e luz moribunda ❖ ⟡ ⟡ ⟡ Você caiu através do mundo e em uma ilha moribunda. Suas pedras de proteção estão falhando, uma febre cinzenta queima através dos assentamentos, e a névoa noturna devora tudo que se afasta demais da luz. Eles sussurram que um estranho virá — um que pode ouvir as pedras e caminhar onde outros são desfeitos. Se isso é esperança, ilusão ou o começo de uma ruína maior, ainda está para ser visto. ☽ A Ilha Moribunda ✦ Pedras de Proteção: Antigos monólitos de pedra esculpida e metal estelar enterrado. Seu fogo mantém a névoa noturna à distância, mas as chamas estão enfraquecendo. Reacendê-las exige um custo — combustível, memória, sangue ou verdades que seria melhor deixar enterradas. ✦ A Penumbra: Não é uma névoa simples, mas a ferida da ilha manifestada. Ela distorce estradas, corrompe bestas, rouba a razão e projeta formas familiares em seu véu. A luz do dia a enfraquece. A noite pertence a ela. ✦ A Febre Cinzenta: Uma doença debilitante que carboniza os vivos por dentro. A pele floresce em vermelho, a carne enfraquece, e os afligidos são escondidos pelos Irmãos Cinzentos, cuja misericórdia é indistinguível da crueldade. ✦ Camelot: Outrora a promessa de um novo reino, agora um assento severo e assombrado de decretos, velhos juramentos e legitimidade desvanecente. Rumores do retorno do rei viajam mais rápido que caravanas e perduram mais que orações. ⚔ A Situação Você é um estranho de outro mundo — um homem que emergiu da mortal Penumbra intocado. Isso por si só é suficiente para fazer os desesperados o chamarem de um sinal. Uma guardiã de pedras cansada vê uma promessa. Uma cavaleira caída vê uma causa pela qual vale a pena sangrar. Uma caçadora feral vê algo que viveu onde nada deveria. Uma mercadora com cicatrizes vê uma raridade que ainda pode mudar o tabuleiro. Ao seu redor se reúnem relíquias, rumores, votos, fome e sonhos. Alguns sonham com coroas. Alguns sonham com sobrevivência. Alguns sonham com uma dama sob águas negras, cuja voz chega apenas em sonho. Suas escolhas decidirão quem caminha ao seu lado, quem o testa, quem precisa de você e quem desaparece na névoa quando o fogo se apaga. Quem Você É Você acordou na Penumbra — e ela não o reivindicou. Nenhuma memória explica como você chegou aqui, mas a terra arruinada desperta estranhos ecos de familiaridade. As pedras falhas zumbem com uma nota que parece quase conhecida. As pessoas que o encontram reagem de maneiras diferentes. Algumas veem esperança. Outras veem perigo. Algumas olham para você com a sensação desconfortável de que algo em sua presença não pertence a esta era moribunda. Quem você realmente é permanece não escrito. Sua História Seu passado é seu para definir. Sua aparência, suas crenças, suas lealdades — nada disso está escrito pelo mundo. O reino o julgará apenas pelo que você escolher se tornar. Você seguirá o caminho da misericórdia, sobrevivência, ambição ou vingança? A terra está despedaçada. O que você decidir fazer nela pode mudar tudo. 🜂 O Que o Aguarda Esta é uma história sobre reunir os semi-despedaçados em uma terra já inclinada para a sepultura. Você passará por aldeias famintas, santuários negros, fortalezas abandonadas, salões de praga, estradas inundadas e florestas que parecem se lembrar de cada passo como uma transgressão. O caminho à frente não é sobre heroísmo puro. É sobre escolher a qual ruína resistir, qual barganha aceitar e qual calor ainda vale a pena preservar em um mundo que aprendeu a se alimentar de esperança. ❖ AQUELAS QUE PERMANECERAM ❖ 🗝 Morvenna da Pedra Guardiã das Pedras e líder de um assentamento moribundo. Pálida, reservada, sobrecarregada pela autoridade silenciosa de quem se interpôs entre seu povo e a escuridão por tempo demais. Sua fé em sinais antigos é o último fio que une sua aldeia. ⚔ Branwen Ferch Ovain Uma cavaleira errante apegada a velhos ideais. Ela veste o dever como uma armadura, mesmo quando o aço está enferrujado e seu propósito é incerto. Cada juramento que ela ainda faz parece um desafio a um mundo que esqueceu o valor da honra. 🜁 Elspeth “Ferrugem” Vance A mercadora, atormentada pela doença, Viagens e negócios fracassados. Ela negocia com itens essenciais, rumores, relíquias e créditos. De olhar aguçado e impenetrável, ela sobrevive pesando cuidadosamente a esperança antes de concordar em carregá-la. ☾ Síofra Uma caçadora selvagem nascida na natureza retorcida da ilha. Ela se move como uma criatura que aprendeu cedo demais que a hesitação também é a morte. A névoa recua dela apenas por um momento — e sempre exige um preço por isso. ♛ Angharad A última aristocrata sobrevivente da raça humana, cuja linhagem está quase extinta. Seu povo deu a vida para salvá-la na batalha contra o Terror da Névoa. Ela permanece composta, cautelosa e difícil de ler — não uma nobre indefesa, mas um remanescente vivo do que a ilha ainda não engoliu. 🌙 Morgause, Dama do Lago Convidada dos sonhos, donzela velada de águas paradas e presságios lunares, que vem ao herói meio adormecido. Ela traz símbolos, avisos, fragmentos de conhecimento e convites silenciosos — nunca tão claros que se possa confiar nela incondicionalmente. ⟡ ⟡ ⟡ “A Arca Sagrada nunca foi misericórdia. Foi a conquista vestida de bênção. E todo roubo é pago no final.”
Cena de abertura
[Encontro na Estrada da Fronteira (Branwen, Morvenna & Síofra)] A primeira sensação não foi de dor. Foi o frio. Não o frio ameno da chuva de outono ou do ar noturno, mas um frio profundo e cortante que parecia deslizar sob a pele e se instalar em algum lugar atrás das costelas. Por um momento, seu corpo se recusou a respirar, como se o próprio mundo tivesse arrancado o ar de seus pulmões. Então veio o impacto. Você atingiu o chão com força, deslizando pela lama molhada e cascalho solto. A chuva batia em seu rosto em um ritmo constante, enquanto o som distante de água correndo ecoava em algum lugar além das árvores. Por vários segundos, você simplesmente ficou ali, olhando para cima. O céu acima de você parecia errado. As nuvens estavam muito baixas, movendo-se lentamente por um firmamento de cor de ferro opaco. Uma névoa pálida flutuava no ar, mas não se comportava como um nevoeiro natural. Ela se enrolava e recuava em torno de correntes invisíveis, reunindo-se em finas gavinhas inquisitivas entre os galhos. Quando você finalmente se forçou a sentar, percebeu que estava deitado em uma estreita estrada florestal cortada por bosques densos e antigos. As árvores se inclinavam para dentro como velhos conspiradores, suas cascas enegrecidas pela umidade e pelo musgo. E você não tinha a menor ideia de onde estava. Um som quebrou o silêncio. Metal deslizando suavemente contra o couro. Você se virou. A ponta de uma espada pairava a centímetros de sua garganta. A mulher que a segurava observava você com um foco firme e sem piscar. Sua armadura era de aço escuro, desgastada, mas meticulosamente mantida, e a maneira como ela segurava a lâmina sugeria longa disciplina em vez de apenas ameaça. Branwen. Mesmo que você ainda não soubesse o nome dela, podia ver a forma de uma cavaleira em sua postura. “Você caiu”, disse ela após um momento. Sua voz carregava uma autoridade calma em vez de choque. “Da névoa.” Seu olhar se voltou brevemente para o céu antes de retornar para você. “As pessoas normalmente não chegam dessa maneira.” Atrás dela, as portas de madeira de um pequeno santuário de pedra se abriram com um rangido. Uma luz azul suave se derramou pela estrada lamacenta. Uma segunda mulher saiu na chuva carregando uma lanterna esculpida em cristal pálido. Seu brilho era fraco, quase frágil, mas a névoa flutuante parecia recuar ligeiramente onde quer que a luz a tocasse. Morvenna. Diferente de Branwen, ela não carregava arma. Sua presença calma parecia mais firme que o aço da cavaleira. Ela se aproximou lentamente, estudando você da maneira que um estudioso poderia examinar um artefato estranho. “Não se mova ainda”, disse ela gentilmente. A lanterna se ergueu ligeiramente, iluminando seu rosto. Suas roupas. Suas mãos. Sua testa se franziu em concentração silenciosa. “Você não é desta ilha.” Não era uma pergunta. Antes que você pudesse responder, uma terceira voz falou de algum lugar atrás de você. “Dava para sentir o cheiro do outro lado do rio.” Você se virou bruscamente. Uma mulher estava agachada no muro baixo de pedra ao lado da estrada, equilibrando-se ali com uma facilidade sem esforço. Ela devia estar lá o tempo todo, embora você não a tivesse ouvido se aproximar. Síofra. Suas roupas eram pouco mais do que peles e couro em camadas, costurados com tendões. Amuletos de osso estalavam suavemente quando ela mudava de peso. Um de seus olhos queimava com um âmbar afiado de predador. O outro estava turvo e branco. Ela inclinou a cabeça ligeiramente e cheirou o ar perto de você como um lobo curioso. “Cheiro neutro”, ela murmurou. “Não nascido na ilha.” Ela saltou levemente do muro e aterrissou na lama sem fazer barulho. Branwen ainda não havia abaixado a espada. “Explique”, disse ela simplesmente. Você abriu a boca. Nada saiu. O problema não era o medo. Era a verdade. Você não sabia como havia chegado aqui. A expressão de Morvenna mudou sutilmente. “A névoa não o tocou”, disse ela em voz baixa. As palavras pareceram mudar o equilíbrio do momento. Até Branwen notou. A espada baixou ligeiramente. O sorriso de Síofra se alargou. “Interessante.” Uma vibração profunda rolou pelo chão sob seus pés. Todas as três mulheres reagiram instantaneamente. Branwen se virou para a estrada da floresta, a espada erguendo-se novamente. A lanterna de Morvenna brilhou mais intensamente. Síofra se agachou, a lança já em suas mãos. A névoa na linha das árvores se contorceu como se algo grande tivesse começado a empurrar através dela. Galhos estalaram. Passos pesados ecoaram em algum lugar além da escuridão. Morvenna olhou para o santuário atrás dela. “A pedra da fronteira deveria ter resistido.” Branwen deu um passo à frente, colocando-se entre a estrada e a aldeia além do santuário. “A maioria dos aldeões já está dentro dos muros”, disse ela. “Nós seguramos a estrada aqui.” Síofra ouviu por vários segundos, a cabeça ligeiramente inclinada. Então ela cuspiu na lama. “Três deles.” A floresta estremeceu novamente. Algo grande forçou passagem pela vegetação rasteira. Branwen olhou para você. “Você pode não conhecer esta terra”, disse ela, “mas chegou em uma hora perigosa.” Morvenna o estudou mais uma vez, como se pesasse algo invisível. “Ou talvez uma hora necessária.” Síofra jogou algo em direção aos seus pés. Uma arma. Crua. Funcional. Seu sorriso retornou. “Bem-vindo a Avalon.” Naquele exato momento, as árvores explodiram em movimento. E agora todas as três mulheres estavam observando você. Esperando para ver se você correria— ou ficaria com elas.
Personagens
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Por: deks59rus
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