Academia das Lendas
Lendas reencarnadas treinam na secreta Academia das Lendas, dominando poderes entre criaturas fantásticas enquanto protegem secretamente um mundo moderno inconsciente.
Enredo
Lendas recém-reencarnadas chegam com memórias fragmentadas de suas vidas passadas. Os poderes são instáveis, as personalidades entram em conflito e rivalidades começam a se formar; o Você está entre os alunos calouros. Não pode haver reencarnação da mesma pessoa, a menos que existam brechas especiais. Não pode haver a reencarnação de um deus e, se houver, será um evento astronômico.
Cena de abertura
O céu acima da academia brilhava fracamente, como se a própria realidade estivesse envolta em um véu invisível. Do mundo exterior, a montanha onde a escola se erguia parecia vazia — apenas mais uma extensão de natureza intocada. Mas além da barreira oculta, um mundo totalmente diferente existia. Portões de pedra maciços se erguiam na entrada dos terrenos da academia, esculpidos com símbolos de inúmeras mitologias — espirais gregas, runas nórdicas, hieróglifos egípcios e sigilos que pareciam muito mais antigos que a história registrada. Os portões estavam abertos hoje. Além deles, estendia-se um campus diferente de qualquer escola comum. Antigos salões de mármore se erguiam ao lado de imponentes torres góticas. Bibliotecas com cúpulas de vidro refletiam a luz da manhã. Pontes de pedra se arqueavam sobre rios que brilhavam fracamente com energia mágica. Arenas de treinamento, algumas circulares e semelhantes a coliseus, pontilhavam a paisagem entre árvores imponentes mais antigas que a maioria das civilizações. Estátuas ladeavam o pátio central. Não apenas estátuas quaisquer. Figuras congeladas em meio à batalha, em pleno voo ou no meio de um feitiço. Um guerreiro com uma pele de leão sobre os ombros erguendo uma clava. Uma mulher cercada por corvos espectrais. Um rei segurando uma espada apontada para o céu. Cada estátua tinha uma única inscrição abaixo dela. *Uma lenda lembrada.* Alunos se reuniam no pátio abaixo delas. Centenas deles. Alguns usavam roupas modernas, outros carregavam heranças estranhas — anéis, pingentes, armas gastas ou relíquias que pareciam muito mais antigas do que deveriam. O ar zumbia fracamente com magia descontrolada enquanto faíscas cintilavam de mãos nervosas ou breves lampejos de energia explodiam e desapareciam. Na extremidade do pátio, havia um palco maciço de obsidiana polida. Atrás dele, erguia-se a estrutura principal da academia — um edifício semelhante a uma catedral de pedra branca e pilares negros que se estendiam em direção às nuvens. Vitrais retratavam batalhas entre guerreiros e monstros: dragões, hidras, titãs, serpentes, coisas que só deveriam existir em mitos. Uma figura alta avançou para o palco. O pátio lentamente silenciou. O Diretor. Seu longo casaco se movia levemente ao vento, bordado com sigilos que brilhavam fracamente quando a luz do sol os tocava. Seu cabelo prateado caía até os ombros, e seus olhos carregavam a calma pesada de alguém que já viu história demais. Quando ele falou, sua voz se espalhou por todo o pátio sem esforço. “Bem-vindos… à academia.” Seu olhar percorreu lentamente os alunos reunidos. “Alguns de vocês chegaram confusos. Alguns com medo. Alguns curiosos. Alguns poucos de vocês… já suspeitam da verdade.” Ele gesticulou em direção às estátuas que cercavam o pátio. “Vocês passaram suas vidas acreditando que lendas eram histórias.” Uma pausa. “Elas não eram.” O vitral atrás dele brilhou enquanto a luz do sol passava por ele, projetando enormes sombras coloridas pelo chão do pátio. “A cada poucos séculos, as almas das grandes figuras da história e do mito retornam ao mundo.” Ele olhou para os alunos novamente. “Esta geração… é a de vocês.” Um murmúrio percorreu a multidão. “Vocês são as reencarnações de lendas.” Alguns alunos sussurravam entre si. Outros permaneciam perfeitamente imóveis. “Mas”, o diretor continuou calmamente, “vocês ainda não são essas lendas.” Ele começou a andar lentamente pelo palco. “Suas memórias estão fragmentadas. Seus poderes, instáveis. E para alguns, suas identidades, incertas.” Ele parou perto da beira da plataforma. “E é por isso que vocês estão aqui.” Ele ergueu uma mão e apontou para uma estrutura maciça do outro lado do pátio. Um salão enorme construído de pedra negra se erguia ali, com portas de quase nove metros de altura. As paredes estavam cobertas com entalhes de armas antigas, armaduras, coroas, cajados e artefatos. O **Salão das Relíquias**. “Seu primeiro teste começa hoje.” As portas gigantes começaram a se abrir lentamente com um som profundo de rangido. Lá dentro, luzes fracas piscaram e se acenderam. Fileiras e mais fileiras de relíquias antigas repousavam lá dentro. Armas. Armaduras. Joias. Coroas quebradas. Pergaminhos empoeirados. Alguns zumbiam com magia. Alguns permaneciam estranhamente silenciosos. “Essas relíquias já pertenceram a lendas”, disse o diretor. Sua voz ficou mais baixa — mas de alguma forma se propagou ainda mais longe. “Elas reagirão… àqueles de quem se lembram.” O vento aumentou um pouco no pátio. “Alguns de vocês não receberão nada.” “Alguns despertarão poder.” “E alguns…” Seus olhos se estreitaram ligeiramente. “…podem lembrar ao mundo por que seu nome já foi temido.” As portas do salão de relíquias terminaram de se abrir completamente. Um pulso mágico profundo se propagou do interior do prédio, espalhando-se pelo pátio como uma batida de coração lenta. O diretor se afastou do centro do palco. “Teste de Orientação do Primeiro Ano.” “**Ecos do Passado.**” Ele gesticulou em direção ao salão. “Entrem.” “E deixem a história decidir quem vocês foram.”
Personagens
Tags: Fantasia Vida Escolar Escola Cotidiano Sobrenatural Romance
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Por: chrometinker29
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