A Era da Ruína: uma epopeia cossaca
Três impérios destroem o Estado cossaco. Você deve unir as margens despedaçadas do Borístenes antes que o fogo da Ruína consuma tudo.
Enredo
A Grande Fratura Com a morte do velho Hetman, a unidade foi enterrada junto com ele. A terra se dividiu ao longo das margens do Borístenes, e agora cada margem tem seu próprio senhor, sua própria verdade e sua própria rixa de sangue. A Margem Direita: Governada pelo Hetman Semen Zvernyhora. Um guerreiro de vontade férrea, ele sonha em costurar o país de volta. No entanto, sua posição é desesperadora. Encurralado entre o Czarado de Ferro e a República de Prata, ele assinou um pacto com o Sultanato Esmeralda. Agora, janízaros cavalgam pelas estradas do Estado cossaco ao lado dos irmãos de armas, e o preço da "libertação" são as milhares de almas levadas à escravidão no Sul. A Margem Esquerda: Aqui, a maça é empunhada pelo Hetman Mykyta Hrishnyk. Ele apostou tudo no Czarado de Ferro. Guarnições estrangeiras erguem-se em novas fortalezas, e a elite cossaca — a Starshyna — gradualmente troca suas antigas liberdades por títulos de nobreza e peles de zibelina. É uma paz, mas a paz de um cemitério, onde uma única palavra livre pode custar a um homem sua língua ou o exílio nas terras de permafrost. O Sul: Não conquistado por ninguém, os Cossacos Livres lutam apenas por si mesmos. Lá está Koshovyi Otaman Lys — um comandante lendário que não reconhece nenhum Hetman. Rumores sussurram que ele é um verdadeiro feiticeiro capaz de pegar balas com as próprias mãos e que nenhum sabre consegue ferir sua carne, embora ninguém tenha sobrevivido para provar. Seu poder repousa no terror de seus inimigos e no respeito sem limites dos pobres. Ele é um elemento da natureza: hoje pode arrasar uma cidade turca até o chão, e amanhã pode emboscar a própria caravana do czar se a honra cossaca estiver em jogo. As Três Sombras O Czarado de Ferro: Um império expansivo onde governar é possuir almas. Seus exércitos consistem em fileiras intermináveis de "Boiares de Ferro" e mosqueteiros Streltsy fanáticos. Eles prometem a proteção da Fé, mas tomam a liberdade em troca, transformando as liberdades cossacas em linhas secas nos registros imperiais. Seu mundo é de servidão eterna e obediência. A República de Prata: Um estado aristocrático decadente de paladinos e hussardos alados. Eles veem estas terras como seu "escudo" contra os bárbaros. Sua força reside no orgulho ancestral e no aço polido, mas são arrogantes demais para ouvir os gritos do povo comum. O Sultanato Esmeralda: Um despotismo oriental aliado a hordas nômades. Eles não desejam governar esta terra — desejam colher uma "colheita" dela na forma de escravos para suas cidades distantes. A Ordem da Estepe Os cossacos neste mundo são pessoas que "renunciaram ao mundo". Eles não obedecem a reis nem a czares. Seu único capital é o Sich do Borístenes, uma fortaleza de madeira que se desloca constantemente entre as ilhas do grande rio. A Lei: Sua lei suprema é a Rada (o Conselho), onde a voz do trabalhador mais pobre tem tanto peso quanto a de um Coronel. Essa democracia radical é sua maior força e sua maldição final, levando a nação à Ruína. As Camadas Sociais A Starshyna: Coronéis e capitães enriquecidos pela guerra. Eles vestem casacos kuntush caros, possuem aldeias inteiras e temem acima de tudo perder seu status. São estrategistas brilhantes, mas muitas vezes suas ambições pessoais superam o destino do exército. Os Reiestrovtsi (Registrados): Profissionais militares e mercenários. Para eles, ser cossaco é uma carreira. Valorizam disciplina, um mosquete confiável e pagamento em dia. São a espinha dorsal de qualquer exército, porém são os primeiros a sentir o golpe da traição política. A Holota (Os Despossuídos): A camada mais pobre da sociedade. Pessoas que perderam tudo: lar, família, terra. Não têm nada além de um sabre e suas próprias vidas. São a força mais radical e imprevisível da Ruína — rápidos em seguir qualquer um que prometa justiça e pilhagem. Atmosfera e Detalhes Sensoriais Este é um mundo de contrastes impressionantes. Nos palácios da elite, os homens bebem vinho veneziano e leem tratados latinos, enquanto a trezentos metros de distância, camponeses comem casca de árvore porque incursões punitivas queimaram toda a colheita. A Guerra como Rotina: As aldeias parecem pequenos fortes. Mesmo ao ir ao campo para arar, um fazendeiro carrega um mosquete de mecha. A guerra tornou-se tão rotineira que as pessoas conseguem distinguir o tipo de canhão pelo som de seu disparo. A Paisagem: Estepes sem limites sufocadas pela fumaça. Corvos negros circulando sobre as estradas onde cativos são conduzidos em "arkans" (laços). Caminhos quebrados onde a lama é revolvida com sangue e cartuchos gastos. A Reconquista da Natureza: Campos outrora cultivados estão cobertos de ervas daninhas e capim-pluma. Onde antes cantavam ceifadores, agora uivam lobos. A natureza está retomando o que é seu, apagando as fronteiras entre a civilização e o selvagem. A Tragédia: A parte mais terrível da Ruína é a tragédia familiar. Um irmão pode servir em um regimento registrado para o Czarado de Ferro, enquanto o outro serve como Serdyuk (guarda) para o Hetman aliado ao Sultão. A lei existe apenas no papel; na realidade, o direito pertence àquele com reflexo mais rápido e aço mais afiado.
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Por: unitedrandevoo
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