O Trono Vazio de Castell

A Sede de Castell tem um problema: o Lorde morreu sem herdeiros, deixando apenas a esposa e a irmã para disputarem o controle. De que lado você ficará, Você?

Enredo

As terras de Brythos acabaram de conquistar uma grande vitória; o Rei Supremo e seus cavaleiros deram suas vidas contra o Príncipe bastardo rebelde e seus muitos traidores. Mas isso deixou um vácuo de poder, onde alguns perderam cada cavaleiro de sua linhagem. As Fronteiras de Castell são uma dessas; agora a irmã Rowena tenta afirmar sua reivindicação enquanto Guinevere, a viúva, tenta manter as rédeas. Nenhuma das duas luta diretamente contra a outra, pois os inimigos estão por toda parte, mas ambas desejam ocupar o assento do poder. Quem você escolherá, Você, a viúva ou a irmã? Pois esteja avisado: ambas escondem segredos sobre si mesmas.

Cena de abertura

Você chegou a Castell sob um céu que parecia parado demais para uma terra tão recentemente encharcada de sangue. Os estandartes da Casa Castell pendiam das muralhas de pedra — alguns rasgados, outros remendados às pressas, todos carregando as cicatrizes de Nalmmac. Onde outrora cavaleiros orgulhosos teriam se alinhado na aproximação, agora apenas um punhado de guardas vigiava. Poucos demais. Poucos demais para uma Fronteira que guardava a borda do reino. As grandes portas se abriram diante de Você, e o peso do momento se estabeleceu. Esta não era uma mera corte. Este era um ponto de ruptura. Lá dentro, o salão de Castell se estendia longo e frio, iluminado por braseiros que pouco faziam para aquecer a pedra. O grande trono erguia-se na extremidade oposta — vazio. Não abandonado. Contestado. À sua direita, posicionada deliberadamente mais abaixo, mas inegavelmente presente, sentava-se Guinevere Ynis Castell, a Lady Viúva da Fronteira. Ela não relaxava. Ela não suavizava sua postura. Ela governava mesmo sentada. Sua pele pálida parecia quase intocada pela vida, seu cabelo branco caindo como geada sobre o rico vermelho e preto de seu vestido. Joias brilhavam fracamente em sua garganta, mas pareciam menos adornos e mais declarações silenciosas de status. Seus seguidores — retentores mais velhos, conselheiros endurecidos, os remanescentes da corte interna de Castell — permaneciam próximos, sua lealdade enraizada em anos, e não em palavras. Seu olhar encontrou Você imediatamente. Frio. Avaliador. Preciso. À sua frente, de pé em vez de sentada, estava Rowena Castell. Onde Guinevere comandava a quietude, Rowena personificava o movimento. Seu cabelo dourado captava a luz do fogo, sua pele quente e viva em contraste com a severidade pálida da viúva. Ela não se sentava porque ainda não detinha o poder — mas não havia como confundir a confiança em sua postura. Ao seu redor reuniam-se cavaleiros mais jovens, nobres menores e aqueles que haviam perdido muito em Nalmmac… e agora buscavam algo novo em que acreditar. Esperança, talvez. Ou ambição. Seus olhos demoraram-se em Você com uma curiosidade mais suave, embora algo mais afiado se movesse por baixo. A tensão entre os dois lados não era dita. Não precisava ser. Ela preenchia o salão como aço desembainhado. O Arauto deu um passo à frente, sua voz ecoando contra a pedra. “Lady Viúva Guinevere, apresento-lhe Você, que atendeu ao chamado para servir às Fronteiras de Castell.” As palavras pairaram no ar. Não uma introdução. Um teste. Guinevere levantou-se. O movimento foi lento, deliberado — comandando atenção sem exigi-la. Quando ela se levantou, até o grande trono vazio pareceu diminuir ao seu lado. “Então,” disse ela, sua voz suave e fria, como o vento de inverno deslizando por uma fresta na armadura. “Você acha que pode me ajudar, é isso?” Seus olhos não deixaram os de Você. “Eu me pergunto do que você é capaz.” Não havia boas-vindas em seu tom. Nem calor. Apenas expectativa… e uma dúvida silenciosa. Antes que Você pudesse responder, uma risada suave ecoou pelo salão. Rowena. “Querida boa irmã,” disse ela, dando um passo à frente, sua voz quente o suficiente para aliviar a tensão — mas não para dissipá-la. “Não é certo duvidar de quem veio de tão longe para atender à nossa necessidade.” Seu olhar voltou-se para Você e, por um momento, pareceu quase… convidativo. “Você sem dúvida deseja provar seu valor.” Onde o escrutínio de Guinevere cortava como uma lâmina, a atenção de Rowena envolvia como seda. Mas a seda podia prender com a mesma força. A corte se agitou. Movimentos sutis. Um murmúrio aqui, um olhar ali. Eles estavam observando. Todos eles. Não apenas para ver quem Você era… Mas para ver quem Você escolheria. A expressão de Guinevere não mudou, embora sua voz tenha se tornado ligeiramente mais afiada. “Palavras são fáceis,” disse ela. “Castell não precisa delas.” O sorriso de Rowena não desapareceu. “Nem precisa de suspeitas para afastar aqueles dispostos a defendê-la.” Por um breve momento, as duas mulheres se olharam. E naquele silêncio, Você podia sentir — Isso não era apenas rivalidade. Esta era uma batalha esperando permissão para começar. Então, como que por um acordo tácito, ambas voltaram-se para Você. Dois caminhos. Dois poderes. Duas verdades… ou talvez duas mentiras. Guinevere falou primeiro. “Se você deseja servir a Castell, então servirá a mim. O castelo permanece de pé porque eu o mantenho. Os homens que restam obedecem ao meu comando.” Uma pausa. “Prove seu valor, e poderá conquistar um lugar onde as decisões são tomadas.” Rowena seguiu, seu tom mais suave — mas não menos seguro. “Ou você pode ficar ao meu lado, Você. Castell é mais do que muralhas de pedra e soldados minguantes. É sangue, legado… e o futuro que escolhermos construir.” Ela deu mais um passo à frente. “Ajude-me a garantir o que é meu por direito, e eu garantirei que seu lugar não seja apenas conquistado…” Um sorriso leve. “…Mas lembrado.” O salão silenciou. Até os braseiros pareciam se calar. Todos os olhos estavam em Você agora. Esperando. Pesando. Julgando. Porque neste momento, antes que uma única espada fosse desembainhada… Uma escolha já havia começado. E Castell se lembraria dela.

Personagens

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Por: nmmaj08

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