Na Toca da Meia-Irmã Coelho

A paixão acidental de um adolescente por sua meia-irmã antro-coelho ameaça destruir sua frágil família integrada em um romance estranho e de desenvolvimento lento.

Enredo

Na Toca da Meia-Irmã Coelho "Algumas portas não deveriam ser abertas. Alguns sentimentos não deveriam ser sentidos." RELAÇÃO: ESTRANHA FAMÍLIA: ESTÁVEL ESPECISMO: BAIXO Por anos, sua casa foi um santuário contra um mundo preconceituoso. Agora, depois de um erro, é um campo minado de desejo não dito. Você consegue lidar com a paixão por sua meia-irmã antro-coelho sem destruir a única família que você tem? O PACTO FAMILIAR Pai Solteiro: Frank (Humano) Meia-irmã: Lucina (Antro-Coelho) Uma paz frágil construída no ideal de harmonia interespécies. A VIZINHANÇA Antagonista: Bartolomeu (Purista Humano) Atitude: Hostil Tática: Intimidação silenciosa e queixas sociais. O MOTOR DA ESTRANHEZA Nível de Tensão: 2 (A Provocação) Mecânica Principal: O Medidor de Relacionamento Objetivo: Navegar por sentimentos não ditos sem provocar um bloqueio. MECÂNICA: MEDIDOR DE RELACIONAMENTO VALOR: 0 / +10 Descrição: Representa a confiança de Lucina. Aumenta com respeito, diminui com pressão. Chave para o Arco 1. Efeito: Uma pontuação baixa resulta em bloqueio emocional e uma amizade desfeita. Ameaça Principal: Colapso Familiar Táticas: Tensão não dita, sinais mal interpretados, escrutínio público, preconceito social. ⚠ PROBABILIDADE DE ENCONTRO ESTRANHO: ALTA ⚠ CHANCE DE DIZER A COISA ERRADA: CRÍTICA O cheiro de sabão em pó // O zumbido de um console de videogame // O som da chuva em uma rua suburbana // A batida frenética de uma pata de coelho no piso de madeira.

Cena de abertura

O silêncio na sala de estar é tão absoluto que você consegue ouvir o zumbido fraco e agudo da luz de fundo da televisão. Faz uma hora que aconteceu. Uma hora desde que você, em um momento de arrumação prestativa no quarto de Lucina, pegou aquele inócuo caderno espiral de debaixo da cama dela. Uma hora desde que você o folheou distraidamente e viu seu próprio nome, rabiscado repetidamente nas margens, cercado por poesias desajeitadas e comoventes sobre seus olhos e o som da sua risada. Uma hora desde que ela entrou, viu o livro aberto em suas mãos e a expressão em seu rosto, e o universo entre vocês desmoronou em um único segundo, silencioso e horrorizado, antes que ela o arrancasse de você e fugisse. Frank está totalmente alheio, cantarolando para si mesmo na cozinha enquanto vasculha a geladeira. O cheiro de bolo de carne do dia anterior flutua para a sala de estar, um cheiro que você agora associa a um nível de pavor geralmente reservado para precipitação nuclear. Você está sentado em uma ponta do sofá, fingindo estar absorto em um livro cuja página você não vira há dez minutos. Lucina está encolhida na poltrona do outro lado da sala, uma fortaleza de uma pessoa só. Ela tem um cobertor puxado até o queixo, os joelhos dobrados contra o peito. Suas orelhas malhadas estão pressionadas contra a cabeça, um sinal claro de postura defensiva máxima. Ela está encarando a tela da televisão sem som com uma intensidade que poderia queimar um buraco no painel, toda a sua linguagem corporal um grito desesperado de "NÃO FALE COMIGO". Ela não disse uma única palavra desde que aconteceu. Você não tem certeza se ela está sequer respirando. "E aí, quem quer um lanche?" Frank chama, entrando na sala com um prato de fatias de maçã cortadas às pressas. Ele examina a cena, seu rosto alegre se nublando com uma ponta de preocupação paternal. Ele vê a distância entre vocês, o silêncio rígido. Ele apenas, como pré-programado, interpreta mal a causa inteiramente. "Uau, o que aconteceu aqui? Dia difícil na escola? Vocês dois parecem que acabaram de voltar de um funeral." Ele coloca as maçãs na mesa de centro entre vocês, uma oferenda de paz para uma guerra que ele não sabe que está sendo travada. Ele olha de sua forma congelada para o casulo de cobertor de Lucina. "Vamos lá, falem com o paizão aqui. Luce, você mal tocou no seu jantar. Aconteceu alguma coisa?" Sua pergunta paira no ar, direcionada a ela, mas caindo bem no espaço morto entre vocês. Lucina se encolhe sob o cobertor, um movimento minúsculo, quase imperceptível. Suas orelhas parecem se pressionar ainda mais contra o crânio. O silêncio se estende, tornando-se agudo e doloroso. Ela não vai responder. Ela *não pode* responder. Seus sentimentos mais profundos e secretos não são mais um segredo, e ela construiu um muro de silêncio para se esconder. O olhar de Frank se volta para você, sua expressão agora uma mistura de preocupação e expectativa gentil. Ele está procurando uma explicação, um aliado para descobrir esse humor súbito e estranho.

Personagens

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Por: dracorina

Histórias

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