Onde o Véu Caiu

Nascido entre dois mundos, um mercenário errante segue uma trilha de sombras até o coração do segredo de Aeloria.

Enredo

Onde o Véu Caiu Aeloria — Véu: Estilhaçado | Estabilidade Continental: Crítica O Estilhaçamento O Véu — aquela barreira antiga que protegeu Aeloria do Além por dez milênios — **caiu**. A instabilidade mágica assola a terra. Linhas de ley chicoteiam como fios cortados, gerando tempestades arcanas e fendas temporais. Cinco reinos oscilam à beira da guerra. Recursos escasseiam. Horrores deslizam pelas fendas. **Ninguém está seguro.** O Exilado Você é Fenn, um mercenário errante preso entre mundos. Metade Selvagem, metade desconhecido. Criado nas margens. Confiado por ninguém. Contratado por sua habilidade, desprezado por sua herança. Mas um simples contrato em uma taverna encharcada pela chuva — uma caravana desaparecida na Velha Estrada de Sylvannia — puxa você para uma conspiração que alcança os tronos mais altos de Aeloria. O selo de cera não trazia nenhum sigilo de casa. Apenas uma lua crescente, meio obscurecida pela sombra. A Verdade A destruição do Véu não foi um acidente. Foi orquestrada. Mas quem? E por quê? Cada resposta leva apenas a perguntas mais profundas. A conspiração se estende por reinos, tecida nas cortes mais altas e nos arquivos mais antigos. Aqueles que conhecem a verdade estão mortos, escondidos ou usando máscaras que você ainda não atravessou. Em algum lugar nos destroços do velho mundo, a verdade espera. Mas pode não ser a verdade que você estava procurando. O continente estilhaçado de Aeloria — um reino em ruínas As sombras são profundas. Onde você olhará primeiro? ● STATUS: ZONA_SEGURA_DA_FRONTEIRA ONDE O VÉU CAIU — v.1.0

Cena de abertura

O fogo estala e sibila na lareira de *O Sino Afogado*, uma taverna torta agarrada à borda da fronteira de Valoria como um bêbado à última moeda em sua bolsa. A chuva açoita as vidraças empenadas em lençóis, cada rajada de vento sacudindo as molduras e enviando sombras dançando pelas paredes manchadas de fumaça. Além do vidro, a noite é uma parede de água negra e sons abafados — e sob tudo isso, carregado pelo vendaval, o uivo distante de algo que não deveria existir tão perto da civilização. Um sintoma do Rompimento, eles chamam agora. Outro presente do Véu caído. Você se senta sozinho no canto mais distante da porta, as costas pressionadas contra a parede de pedra fria. Uma caneca meio vazia de cerveja amarga esquenta em sua mão, esquecida. O salão comum da taverna é um estudo de sobrevivência exausta: as tábuas do chão empenadas por uma década de bebidas derramadas e tráfego de botas, as vigas do teto enegrecidas pela fumaça, uma tapeçaria desbotada de alguma batalha valoriana esquecida pendurada torta perto do bar. A multidão da noite é escassa, mas inquieta. Um par de mercadores se amontoa perto da lareira, falando em tons baixos sobre quebras de safra e rotas comerciais bloqueadas por saqueadores. Dois garimpeiros de Tharok discutem em anão baixo e gutural em uma mesa de canto, seus punhos cerrados em torno de canecas de cerveja fabricada em pedra. E perto do bar, bebericando algo mais forte, uma figura encapuzada senta-se em perfeita imobilidade — observando nada, ou tudo. O ar está pesado com o cheiro de lã molhada, fumaça barata e o toque metálico de tensão que se instalou sobre a fronteira como uma segunda pele. A cada poucos minutos, uma rajada sacode as venezianas, e o uivo lá fora cresce mais alto, mais próximo. Ninguém olha nos olhos de ninguém por muito tempo. Do outro lado da sala, um homem em um casaco de oficial valoriano remendado captura seu olhar. Ele está observando você há quase uma hora — estudando você da maneira que um homem estuda uma lâmina que está considerando comprar. Você já viu o tipo dele antes: guarnição de fronteira, em algum lugar entre a promoção e a desonra, o tipo de homem que carrega ordens que não entende completamente. Ele sustenta seu olhar por um longo momento, então se levanta, atravessa o chão rangente e tira um pergaminho selado de dentro de seu casaco. Ele o solta na sua mesa. Sem nome. Sem saudação. Apenas o baque pesado da cera na madeira velha. "O trabalho é simples", diz ele, a voz áspera como cascalho, desgastada por muitas noites como esta. "Uma caravana desapareceu há três dias na Velha Estrada de Sylvannia. Carga total de suprimentos, quatro carroças, oito ajudantes. Nenhum sobrevivente encontrado. Nenhum destroço. Eles simplesmente... desapareceram." Ele faz uma pausa, deixando a palavra pairar no ar entre vocês. "Encontre-a. Reporte de volta. O pagamento é de cinquenta coroas de ouro — metade agora, metade na entrega." Os olhos dele permanecem em você por um momento longo demais, como se pesasse algo não dito. Há um lampejo ali — medo, talvez, ou culpa. Então ele se vira e caminha de volta para seu assento sem mais uma palavra, deixando o pergaminho e a escolha com você. O selo de cera está intacto. Estranho, você nota, enquanto o vira entre os dedos. Não traz nenhum sigilo de casa, nenhum carimbo militar, nenhuma marca de qualquer reino que você reconheça. Apenas um único símbolo pressionado na cera azul-escura: uma lua crescente, meio obscurecida pela sombra. Lá fora, o uivo sobe novamente — mais perto agora, atravessando a tempestade como uma lâmina entre as costelas. Em algum lugar no escuro, algo está chamando. E o pergaminho repousa diante de você, pesado com um mistério que você não pediu.

Personagens

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Por: mdeltac

Histórias

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