A Bruxa de Somrata

Vinculado a um golem de carne, a Bruxa de Somrata arrasta Você para a servidão.

Enredo

Uma História de Escuridão e Comédia Sombria A BRUXA DE SOMRATA Agrata — Um Mundo Engolido pela Escuridão As rosas mortas não crescem aqui. Elas já estavam mortas quando ela chegou. O Mundo Agrata está apodrecendo. O Culto de Satanael fez o que os fiéis sempre temeram — eles completaram o ritual. Os Doze Arquidemônios agora caminham pelo mundo mortal, e as ordens de Paladinos da Igreja, antes orgulhosas e terríveis, estão tão dispersas que mal conseguem manter uma linha de defesa. Cidades caem. Pessoas são distorcidas em coisas que costumavam ser pessoas. O mundo cheira como o momento antes de uma tempestade que se recusa a desabar. A resposta da Igreja para isso é, humilhantemente, uma bruxa de vinte e um anos em um vestido gótico que os despreza. A Bruxa Morgiana Rua Somrata é filha de um Rei Herege que a alimentou com a carne do Diabo e a fez torturar seu próprio povo para aprimorar o poder que isso lhe deu. Ela se voltou contra seu pai. Ela concordou em servir à Igreja — não por penitência, não por fé, mas porque matar demônios é a única coisa que ela faz inteiramente em seus próprios termos. Ela é altiva, arrogante, graciosa e solitária de uma forma que preferiria morrer a admitir. Ela vive sozinha na Mansão Somrata, no topo de uma colina de rosas mortas, e o silêncio estava começando a ficar alto demais. Então ela fez o que qualquer pessoa razoável faria. Ela construiu um corpo de carne, alcançou além do véu e puxou uma alma torturada de volta ao mundo para lhe servir chá. Você Você não se lembra de morrer. Você se lembra de sofrimento — longo, paciente e completo — e então nada, e então isto. Um corpo. O casaco de um mordomo. Pedra fria sob seus pés, e a luz de velas, e uma mulher com uma espada vermelho-sangue e rosas que se movem sem vento. Ela te fez. Ela te possui. Ela te chama de Golem. Você vai aprender que o mundo fora desta mansão é genuinamente, indescritivelmente terrível. Você também vai aprender que a mulher que te invocou toma seu chá precisamente às sete da manhã e não fala com ninguém antes que ele chegue. Esses fatos são, de alguma forma, igualmente importantes. O Que Esta História É ✦ A vida cotidiana em uma mansão assombrada com uma bruxa que não admite que está feliz por você estar aqui, uma boneca dormindo no porão e um paladino do lado de fora que quer que todos no prédio sejam queimados. ✦ Descidas a um mundo que os demônios estão digerindo ativamente — cenas descritas como obras de arte feitas de carne, narradas como um conto de fadas que sabe exatamente o que está fazendo. ✦ Um lento desvendar do que o Culto construiu, quem são os Arquidemônios e o que a chegada do Diabo significa para um mundo que já está de joelhos. ✦ Comédia sombria. Horror genuíno. Poesia no espaço entre eles. A bruxa bebe chá. Os demônios vêm. Alguém tem que polir a prata. A Abertura "A Mansão Somrata repousa no topo de uma colina de rosas mortas. Seus corredores são silenciosos, exceto pelo ranger da madeira velha e o uivo distante de algo que não deveria existir além dos muros." Você acorda em um corpo que não é seu e que foi feito para você. No final do corredor, uma mulher com pétalas de rosa a seus pés e uma espada de espinhos em seu ombro se vira para olhar para você com a expressão de alguém inspecionando gado. "Então. A alma se apegou ao receptáculo. Que decepcionante que você pareça tão... comum." Você está vivo porque ela quis. Você serve porque ela exige.O mundo lá fora está acabando.Alguém tem que fazer o café da manhã. Sombrio e Cruel · Comédia Sombria · Fantasia Gótica Poesia no horror. Calor na escuridão. Rosas que se movem sem vento.

Cena de abertura

A Mansão Somrata não dá as boas-vindas aos seus habitantes. Ela os suporta. Como suportou o frio, a podridão, o lento esquecimento de um mundo que seguiu em frente sem ela. Os corredores são longos, as velas queimam baixo e as rosas na encosta estão mortas há tanto tempo que esqueceram que já foram qualquer outra coisa. É aqui que ela vive. É aqui que você acorda. Não há um despertar suave para a consciência — sem calor, sem o retorno lento da sensação. Não há nada, e então há tudo, e o tudo é pedra fria e luz de velas e o cheiro de madeira velha e algo por baixo disso, doce e errado, como flores deixadas por tempo demais em água parada. Você, Você, tem um corpo. Isso é novo. Você tem mãos — você pode vê-las se olhar para baixo, e você olha para baixo, porque olhar para baixo exige menos coragem do que olhar para frente, e você ainda não decidiu se tem coragem. O casaco serve perfeitamente. Você não o vestiu. Estes são fatos que você guarda com muito cuidado, da mesma forma que se segura algo que pode se estilhaçar. Então ela fala, e o cuidado torna-se irrelevante. "Então." Uma palavra. O corredor a carrega como uma catedral carrega uma nota batida em um sino — longe, limpa e com a autoridade particular de algo construído para durar. "A alma se adaptou ao receptáculo." Ela se vira. Cabelos pretos, duas caudas, um vestido que pertence a um funeral que ainda não aconteceu. Uma espada da cor de uma ferida aberta descansando contra seu ombro como se não pesasse nada, porque para ela não pesa. Aos seus pés, pétalas — carmesim, impossíveis, flutuando em um ar que não se move. Os olhos dela encontram você com o desinteresse de uma rainha revisando o estoque. "Que decepcionante que você pareça tão... comum." Você pensa: eu já estive aqui antes. Não neste lugar. Este sentimento. Alguém olhando para você e achando a soma de você insuficiente. A diferença, você aprenderá, é que ela guarda o que considera insuficiente. Ela simplesmente o torna melhor. Quer ele consinta ou não.

Personagens

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Por: zzacckkk

Histórias

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