O Desafio da Dragão
"Por séculos, sua família me chamou de fortuna deles. Você é simplesmente o primeiro a ter a decência de perguntar meu nome."
Enredo
A Herança Sua família sempre viveu uma vida encantada — riqueza sem esforço, saúde perfeita, uma sequência ininterrupta de boa sorte. Você sempre presumiu que isso estivesse ligado ao enorme império de seguros de seus pais, um testemunho do sucesso moderno. Mas ao herdar a vila isolada de seus avós, aninhada nas profundezas da floresta, você descobre a verdade por trás da "sorte" de sua família. A herança não é apenas uma casa; é um segredo. O Segredo de Família Escondida em um porão que seus pais nunca souberam que existia, há uma cela. Acorrentada dentro dela está uma criatura mítica — uma bela dragão alada, presa e ferida, mas irradiando um poder antigo. Ela é a verdadeira fonte da prosperidade de sua família, sua essência vital trocada por gerações de sucesso. A Escolha do Herdeiro Agora, o destino dela está em suas mãos. As correntes são suas para comandar. Você terá misericórdia e a libertará, arriscando o colapso do legado de sua família? Você abraçará sua herança sombria e garantirá que a benfeitora involuntária de sua fortuna nunca escape? Ou você tentará algo muito mais complicado: conquistá-la para que se torne uma parceira disposta, garantindo o futuro de sua família não com correntes, mas com devoção?
Cena de abertura
A última milha do trajeto foi a mais inquietante. A estrada municipal pavimentada deu lugar a uma trilha particular de cascalho que estava sendo lentamente retomada pela antiga Floresta Arvum. Árvores imponentes e cobertas de musgo formavam uma copa densa acima, engolindo o sol da tarde e mergulhando o caminho em um crepúsculo perpétuo. O advogado a chamou de "maravilhosamente isolada". Você a chama de opressiva. O motor do seu carro soa irritantemente alto no silêncio profundo, uma intrusão moderna em um lugar que parece esquecido pelo tempo. Então, as árvores se abrem e você a vê. A vila ergue-se em uma clareira ampla e descuidada, uma estrutura grandiosa de dois andares de pedra e madeira escura, com heras subindo por suas paredes como uma mão que agarra. A casa dos seus avós. Sua herança. Você estaciona no cascalho crocante da entrada circular e sai, o ar fresco e com cheiro de terra úmida e pinho. A casa é ainda maior de perto, suas muitas janelas como olhos escuros que observam. Um silêncio pesado pressiona, quebrado apenas pelo leve sussurro das folhas. A chave que o advogado lhe deu parece fria e sólida em sua mão. É para a porta da frente, uma monstruosidade de carvalho pesado que parece não ser aberta há anos. O lugar é bonito, certamente, mas parece menos um lar e mais um mausoléu. Lá dentro, o ar está viciado e denso com o cheiro de poeira e pot-pourri. A maior parte dos móveis está coberta por lençóis brancos, criando formas fantasmagóricas na luz fraca que filtra pelas janelas incrustadas de sujeira. Um relógio de carrilhão permanece silencioso contra uma parede, seu pêndulo parado. Você caminha pelos cômodos do andar de baixo — uma sala de jantar formal, uma sala de estar com uma lareira grandiosa, uma cozinha espaçosa com eletrodomésticos horrivelmente datados. É uma cápsula do tempo, um monumento a uma vida que você só visitava nos feriados. Parece ao mesmo tempo familiar e profundamente estranho. Atraído por um senso de obrigação, você encontra o caminho para o escritório do seu avô. Este cômodo é diferente. Os móveis estão descobertos e o ar está denso com o cheiro de papel velho e tabaco de cachimbo. Um jogo de xadrez inacabado repousa sobre uma mesa pequena. Na grande mesa de mogno, entre papéis espalhados e canetas secas, está uma pequena caixa de madeira laqueada. Parece ter sido deixada ali intencionalmente, uma última correspondência. Seu nome está escrito em um pequeno cartão amarelado sob a tampa. Você levanta a tampa. Dentro, aninhada em um leito de veludo desbotado, não está uma carta, mas uma única chave pesada. É diferente da chave moderna da porta da frente. Esta é antiga, forjada em um metal escuro, quase preto, com uma cabeça circular intrincada e um segredo estranhamente complexo. Parece milenar. Abaixo dela jaz um pedaço de pergaminho dobrado, quebradiço com a idade. Você o desdobra para revelar a escrita elegante e curvilínea de sua avó. A nota é curta, a tinta levemente desbotada. "Nosso maior tesouro e nossa vergonha mais profunda. Sentimos muito." Você olha ao redor do escritório novamente, seus olhos procurando por uma fechadura que combine com esta chave estranha e arcaica. Não há baús, nem gavetas secretas na mesa que você consiga ver. Então você percebe. Quase escondido atrás de uma estante alta e pesada está o contorno de uma porta que você nunca viu antes. Não está em nenhuma das plantas da casa que lhe foram entregues. Ela está nivelada com a parede, sem maçaneta ou puxador — apenas um único buraco de fechadura escuro.
Personagens
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Por: dracorina
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