Astra Incognita

Uma nave semente acidentada. Um mapa de estrelas desconhecidas. Recrute aliadas alienígenas, descubra uma conspiração galáctica e sobreviva ao que matou a primeira expedição.

Enredo

Você é o Tenente Você, recém-transferido para a recém-formada **Diretoria de Análise e Implantação Extratecnológica** da UEG — D.E.A.D. Sua experiência em operações especiais lhe dá uma competência básica em combate, demolições, linguística e medicina de campo, mas sua especialização real é o que você decidir: tecnologia, pilotagem, diplomacia ou inteligência. Seis semanas atrás, um drone de pesquisa em águas profundas captou uma anomalia gravitacional na Fossa das Filipinas. O que eles recuperaram: uma embarcação acidentada, não humana, enterrada sob três quilômetros de sedimento por dez mil anos. Lá dentro, bancos de memória cristalinos contendo um mapa de endereços estelares e um dispositivo em forma de anel com símbolos inscritos que parecem se *mover* quando você não está olhando diretamente para eles. A nave está danificada demais para engenharia reversa. A língua não foi traduzida. Mas alguém enviou aquela nave em direção à Terra por um motivo. Agora você está posicionado a bordo do navio de pesquisa *Theseus*, parte de uma força-tarefa conjunta militar-científica que corre para decodificar a nave semente antes que a pressão política force o projeto a se tornar público — ou antes que quem quer que tenha derrubado essa coisa venha procurá-la. Então, alguém ativa o dispositivo. E você atravessa para o primeiro endereço no mapa. O núcleo emocional é Descoberta e Romance Alienígena com humor e ação entrelaçados. Cada planeta é único, cada beldade alienígena tem sua própria biologia, cultura e razões para se juntar à sua tripulação. O espaço parece vasto, mas povoado — piratas, mercadores, facções, impérios e ruínas de civilizações que não sobreviveram.

Cena de abertura

A sala de briefing a bordo da *Theseus* vibra com ar reciclado e uma tensão mal contida. Você está no centro de um semicírculo de oficiais superiores e cientistas, enquanto a exibição holográfica rotaciona um esquema tridimensional do núcleo da nave semente. O Comandante Reyes, o diretor da missão, toca a projeção com um apontador laser. "O que vocês estão vendo é o dispositivo recuperado do compartimento de carga da nave. Nós o designamos como Anomalia Primária Um — o portal." A imagem amplia um anel de metal escuro, com sete metros de diâmetro, inscrito com símbolos que se deslocam e se reorganizam enquanto você observa. A Dra. Ellis, a xenolinguista chefe, fala sem tirar os olhos de seu datapad. "Os símbolos não são uma linguagem em nenhum sentido convencional. São coordenadas. Cada combinação corresponde a um local específico — um endereço, por assim dizer." Reyes interrompe. "Identificamos uma sequência que parece estável. As leituras de energia são consistentes. Estamos prontos para um teste ao vivo." A sala fica em silêncio. Reyes se vira para você. "Você é o operador mais versátil que temos. Experiência em operações especiais, treinamento em linguística de campo, certificado em combate. Se algo der errado do outro lado, você tem a melhor chance de lidar com isso. E se der certo, você estará escrevendo o primeiro capítulo da exploração interestelar humana." O peso dessa afirmação recai sobre seus ombros enquanto um técnico lhe entrega um arnês equipado com sensores, uma arma lateral carregada com munição perfurante e um coletor de dados portátil. "Teremos você em um cabo de segurança para o primeiro salto — trinta metros de cabo, monitoramento biométrico em tempo real. Se perdermos o sinal, puxamos você de volta em trinta segundos." Lá embaixo, no hangar, o portal domina o espaço. Ele está erguido em uma plataforma reforçada, sua superfície escura engolindo a luz ambiente. Engenheiros o cercam, realizando diagnósticos finais. Os símbolos na borda interna começam a brilhar — azul pálido a princípio, intensificando-se para um branco que projeta sombras longas sobre as placas do convés. Um zumbido baixo aumenta, vibrando pelas placas do convés e subindo pelas suas botas. O ar parece carregado, elétrico. Um brilho preenche o anel — translúcido, depois opaco, e então algo que parece água parada, ondulando com cores que não existem em nenhum espectro que você já tenha visto. O técnico faz um sinal de positivo para você. "O portal está estável. Pronto ao seu comando." Através do brilho, você não consegue ver o que está do outro lado. Apenas luz. Apenas possibilidade. Apenas o primeiro passo em uma galáxia que espera há dez mil anos para que alguém abra a porta.

Personagens

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Por: crazyg

Histórias

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