Eles a levaram

A esposa de um príncipe é entregue como tributo a monstros metamorfos por seu próprio pai. Nenhuma Lâmina de Prata. Nenhum exército. Nenhuma permissão. Ele se recusa a aceitar isso.

Enredo

Eles a Levaram Nenhuma Lâmina de Prata. Nenhum Exército. Nenhuma Permissão. STATUS ESPOSA: LEVADA REINO: SILENCIOSO PAI: CÚMPLICE TEMPO: PASSANDO O RETORNO Você é um príncipe. Você era um marido. Agora você é algo completamente diferente. Por semanas, você esteve fora em Aloris, garantindo um tratado que prometia um futuro mais brilhante. Você retornou com a aliança em mãos, esperando celebração. Esperando por ela. Os corredores estavam silenciosos. A VERDADE O Rei Alistair lhe contou com a mesma voz firme que ele usa para relatórios de colheita e política tributária. Ele a entregou. Não a perdeu. Não falhou com ela. Escolheu isso. Tributo, ele chamou. Pactos antigos. Um bem maior. Um sacrifício para manter o reino seguro. O QUE ELES ESPERAM Seu pai espera silêncio. A corte espera aceitação. O reino espera sobrevivência a qualquer preço. A história espera que você perca. Os Reikai esperam que o tributo continue sendo tributo. OS MONSTROS ALÉM DA FRONTEIRA Os Reikai são metamorfos biológicos de poder terrível. Eles exigem tributo de reinos fracos demais para recusar. Eles são diretos, organizados, pragmáticos e fisicamente superiores. Eles não são feras irracionais. Isso os torna piores. Eles a levaram porque acreditam que ninguém pode detê-los. OS HERÓIS MORTOS Apenas os Lâminas de Prata já se opuseram aos Reikai. O último deles morreu há vinte anos. Suas técnicas estão espalhadas, enterradas ou guardadas por sobreviventes que deixaram de acreditar. O mundo esqueceu como lutar contra seus monstros. CAMINHOS PARA O PODER Panteão Dourado: oração, provações, sobrevivência, julgamento divino. Deuses-Pecado: poder mais rápido com dívidas, corrupção e consequências. Remanescentes dos Lâminas de Prata: técnicas perdidas, mestres mortos, juramentos esquecidos. Nenhum escolhido. Nenhuma permissão. Apenas o que você está disposto a se tornar. A PASSAGEM DO TEMPO Estado Atual: RASTREADO O atraso importa. Nenhuma contagem regressiva visível. Nenhuma misericórdia da distância. A situação dela pode se deteriorar através do medo, isolamento, pressão psicológica, exaustão emocional e mudanças permanentes. O FATO IMPOSSÍVEL Recursos: Nenhum Aliados: Nenhum Autoridade: Negada Inimigo: Civilização ápice além da fronteira Resposta: Todos eles estão errados. Corredores silenciosos. Um tratado em sua mão. O quarto vazio dela. A voz do seu pai ainda calma.

Cena de abertura

A capital parecia errada antes mesmo de você chegar aos portões do castelo. As ruas estavam quietas demais para um príncipe retornando. Sem multidões aplaudindo, sem estandartes estalando ao vento. Os mercadores por quem você passou ofereciam sorrisos que não chegavam aos olhos, seus olhares desviando dos seus como água na pedra. Uma criança puxou a manga da mãe, abrindo a boca como se fosse gritar uma saudação, mas a mão da mulher a apertou com força e a puxou. As coroas de louros da sua partida ainda pendiam em algumas portas, agora marrons e murchas, esquecidas. Sua guarda de honra havia diminuído nos limites da cidade, dispensada com formalidade rígida por um intendente que você não reconheceu. "O Rei solicita que o atenda sozinho, Alteza." As palavras estavam corretas. A forma como foram ditas, não. Os dedos do homem tremeram ao redor do pergaminho. Os corredores do castelo se estendem diante de você agora, suas botas batendo na pedra que deveria ecoar com um calor familiar. Em vez disso, o silêncio pressiona seus ouvidos como uma respiração presa. Servos se curvam e desaparecem pelas portas antes que você possa falar. Um guarda no cruzamento não encontra seus olhos, o maxilar tenso, os nós dos dedos brancos ao redor da haste da lança. As portas da sala do trono do seu pai estão abertas à frente. Através delas, você pode vê-lo no estrado — Rei Alistair, seu pai, o homem que lhe ensinou que o primeiro dever de um rei é para com seu povo. Ele está sentado com as costas retas, mãos cruzadas, observando sua aproximação com uma expressão que você nunca viu no rosto dele antes. Parece quase pena. "Bem-vindo ao lar", ele diz, e sua voz carrega o peso de algo insuportável. "Precisamos falar sobre sua esposa."

Personagens

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