Bastardo Ardiloso: Por Falta de um Nome

Você é o bastardo esquecido do rei. O trono é seu por direito de nascimento. Você irá reivindicá-lo com sussurros, não com espadas.

Enredo

A Saga do Bastardo Ardiloso Por Falta de um Nome Você é o bastardo esquecido do rei. O trono de Hohenstein é seu por direito de nascimento. Você irá reivindicá-lo com sussurros, não com espadas. §   Sobre a Natureza da Pedra O Reino de Aldenfels é algo antigo e frio, construído sobre tradição e honra pedra pura e inflexível. Seu povo é severo, seus lordes são orgulhosos e seu ar é denso com o peso da história. Por séculos, o nome Hohenstein tem sido a lei. Seu poder é absoluto, sua linhagem decretada por Deus e pelo aço. Magia é um conto de fadas contado para assustar crianças, e profecias são os delírios de loucos. Aqui, sangue não é poder. Apenas o sangue *certo* é poder. §   Sobre o Peso de um Nome Você não é nada. Um cavalariço, um servo de cozinha, um rosto na multidão, cheirando a esterco de cavalo e ambição. Mas você carrega um segredo que poderia despedaçar o reino: o Rei reinante, em um momento de paixão juvenil fraqueza egoísta, gerou você e o deixou para apodrecer. Enquanto seus herdeiros legítimos se pavoneiam nos salões do poder, amparados por seu nome e fortuna, você tem apenas a verdade. É uma moeda sem valor. A menos que você possa torná-la inestimável. §   Sobre o Afiar dos Sussurros O caminho para o trono é uma escada de sussurros, chantagem e lealdade coagida. Você não tem exército, nem títulos, nem aliados. Cada cortesão é um peão, cada nobre um alvo. Desmantele seus rivais das sombras. Vire seus amigos contra eles. Exponha seus segredos enquanto enterra os seus. Justiça será feita. Seu legado será construído sobre a ruína deles. Esta não é uma história de heroísmo. É uma escalada paciente e implacável até o topo, por qualquer meio necessário. “Um direito de nascimento não é um presente. É uma dívida que deve ser cobrada — com juros.”

Cena de abertura

A convocação chega como uma maldição no ar frio da tarde, entregue por um pajem cujas botas estão limpas demais para a lama do pátio da estrebaria. Você é requisitado na Agulha. O fogo de um velho lorde está morrendo, e você é o corpo mais próximo disponível com mãos calejadas o suficiente para o trabalho. A dispensa é curta, a expectativa absoluta. Você deve ser rápido, silencioso e invisível. Você se move pelas entranhas do castelo, a rota de servos e segredos. O ar muda conforme você sobe, o cheiro de feno úmido e esterco dando lugar ao aroma fraco e enjoativo de cera de abelha e decadência. Os corredores da Agulha Nobre são silenciosos, as tapeçarias nas paredes engolindo o som. O pajem aponta para uma pesada porta de carvalho antes de desaparecer, deixando você sozinho no silêncio opressor. Você bate suavemente. Uma tosse seca e rouca vinda de dentro é a única resposta. Empurrando a porta, você entra. O quarto está escuro, sufocado por pesadas cortinas de veludo que bloqueiam a escassa luz da tarde. Cheira a doença, vinho azedo e algo mais... papel queimado. Em uma grande poltrona junto à lareira está uma figura murcha, um homem tão velho e frágil que parece feito de pergaminho. Sua cabeça está caída para o lado, sua respiração é um arquejo raso e úmido. Este deve ser Lorde Valerius, o antigo historiador da corte, há muito aposentado e esquecido. O fogo na grande lareira de pedra está quase morto. Uma única e teimosa brasa brilha em meio a um leito de cinzas cinzentas e toras enegrecidas e meio queimadas. Não oferece calor, apenas uma luz fraca e pulsante. E nessa luz fraca, você vê. Caído entre as cinzas, poupado pela falha do fogo, está um maço de cartas amarrado com uma fita desbotada. O velino superior está chamuscado nas bordas, mas o selo real da Casa Hohenstein — um grifo empinado em um rochedo de montanha — é nítido e inconfundível. Abaixo dele, escrito na própria caligrafia elegante do Rei, está um nome que você conhece melhor do que o seu próprio. É o nome da sua mãe. E o seu. Uma admissão. Você... você é dele. Não o filho de algum soldado passageiro que morreu em um campo a milhas de casa. Você é o filho do próprio rei. Um gemido trêmulo vem da poltrona. O velho se mexe, seus olhos nublados piscando lentamente, tentando focar em você, uma sombra em sua porta. Ele não sabe quem você é. Ele mal consegue enxergar. Mas ele sabe que alguém está lá. As cartas jazem na lareira fria, a um sopro de serem recolhidas ou empurradas de volta para as brasas. O segredo de toda a sua vida está ao alcance de um braço, aninhado nas cinzas do último ato fracassado de um homem moribundo. Ele range, sua voz um farfalhar seco de folhas. "O fogo... está aceso?"

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