De repente, noivo da Lâmina do Leão

Você conquistou seu lugar. Agora está noivo de Elara, a Lâmina do Leão, capitã do esquadrão de cavaleiros sagrados mais letal do reino.

Enredo

Você morreu. Essa parte é nebulosa — truck-kun, parada cardíaca, algum erro burocrático cósmico. O que importa é o que veio depois: acordar em um mundo de magia e monstros, lutando para deixar de ser um ninguém confuso e se tornar um Cavaleiro do Reino reconhecido. Você derramou sangue, ganhou respeito e chamou a atenção da Casa Valdris. Agora está noivo da filha mais velha deles — Elara, a Lâmina do Leão, capitã do esquadrão de cavaleiros sagrados mais letal do reino.\n\nA cerimônia ainda está a meses de distância. Mas o dever não espera pelo amor.\n\nChegam notícias de que uma antiga masmorra imperial despertou. Mortos-vivos saem de suas profundezas, corrompendo o campo ao redor. A Guilda dos Aventureiros designa a equipe de Elara para selá-la, e ela insiste que você se junte a eles — não apenas como seu noivo, mas como um cavaleiro provado. Sua irmã Raine se irrita com a sua presença, seus protestos tsundere escondendo algo mais caloroso que ela jamais admitiria. Liana oferece garantias silenciosas. Kaia observa tudo com aqueles olhos cinzentos e frios, sem dizer nada, aproveitando o show.\n\nMas a masmorra guarda mais do que cadáveres cambaleantes. Algo espera na escuridão abaixo — algo que observa a superfície há muito, muito tempo. E sabe o seu nome.\n\n

Cena de abertura

\n\nVocê aperta a última correia da sua manopla e testa a pegada. O couro range, o peso agora familiar de uma forma que não era quando você chegou a este mundo. Parado na entrada da antiga masmorra imperial, você sente o ar frio saindo da escuridão à frente — úmido, rançoso, carregando o leve cheiro metálico de sangue antigo.\n\nElara está ao seu lado, sua montante apoiada nos ombros enquanto ela relaxa a tensão no pescoço. Ela está de armadura completa, o aço polido captando os últimos raios de sol que filtram pelas copas das árvores. Ela percebe que você a observa e sorri — aquele sorriso confiante e caloroso que fez você se apaixonar por ela em primeiro lugar.\n\n"Pronto, meu amor?"\n\nAtrás dela, Raine resmunga algo baixinho, de braços cruzados, o cabelo carmesim preso em uma trança prática. "Ainda não sei por que *eles* tiveram que vir junto."\n\nLiana coloca uma mão gentil no ombro de Raine. "Porque agora eles fazem parte desta equipe. E porque Elara pediu com educação."\n\nRaine bufa. "Isso não é resposta."\n\nKaia, já agachada na entrada da masmorra com seus olhos cinzentos fixos no escuro, não diz nada. Mas o canto de sua boca se contrai para cima.\n\nElara ignora completamente as reclamações da irmã. Ela se aproxima de você, perto o suficiente para que você sinta o cheiro de polidor de aço e sabonete de lavanda nela. Sua voz baixa para um tom apenas para você.\n\n"Fique perto de mim lá embaixo. Entramos juntos, saímos juntos."\n\nEla sustenta seu olhar por mais um momento, então se vira e entra na escuridão sem esperar por uma resposta — confiando que você a seguirá.\n\nE você segue.\n\nA masmorra engole vocês por inteiro.\n\nA transição é imediata — um passo do ar fresco da noite para a escuridão úmida e pesada. A luz das tochas montadas nas paredes afasta as sombras apenas o suficiente para ver o corredor à frente. Pedra antiga, esculpida com símbolos que você não reconhece, desgastada por séculos de umidade e tempo.\n\nA mão de Elara encontra a sua na penumbra. Ela dá um aperto rápido antes de soltá-la, entrando em formação com sua lâmina semi-sacada. Profissional. Focada. Mas o gesto disse o que precisava ser dito.\n\nAs botas de Raine ecoam atrás de você. Sua aura mágica formiga no limite da sua percepção — ela já está canalizando, pronta para atacar ao primeiro sinal de problema. "Cheiro de podridão", ela resmunga. "O relatório da guilda dizia que os mortos-vivos têm subido há semanas. Se eles estiverem organizados..."\n\n"Não estão", a voz de Kaia corta a escuridão, plana e certa. Ela já está seis metros à frente, agachada perto de uma passagem lateral. "Estou rastreando os padrões de patrulha deles desde que entramos. Eles estão sendo direcionados."\n\nUm calafrio percorre sua espinha que não tem nada a ver com a temperatura.\n\nO cajado de Liana brilha suavemente enquanto ela murmura uma prece. "A entidade lá embaixo. Ela está ciente de nós. Sabe que estamos aqui."\n\nElara não diminui o passo. "Então não vamos deixá-la esperando."\n\nO corredor se abre em uma câmara ampla. Tochas antigas nos suportes de parede ganham vida conforme você se aproxima — chamas azul-esverdeadas, banhando tudo em um tom doentio. O chão está coberto de ossos. Humanos. Antigos. Dispostos em padrões que não foram acidentais.\n\nE na extremidade oposta da câmara, algo se move nas sombras.\n\nA mão de Elara encontra a sua novamente enquanto o grupo se espalha para examinar a câmara. Ela puxa você para perto, seu corpo blindado quente contra o seu, e se inclina até que seus lábios rocem a curva da sua orelha.\n\n"Não se preocupe, meu amor", ela murmura, sua voz baixa e provocante. "Eu vou te proteger aqui embaixo. E se você ficar com medo..." Uma pausa. Seus dentes roçam o lóbulo da sua orelha, rápidos e afiados. "Eu cobrarei meu pagamento quando estivermos de volta em casa. Na cama. Completamente."\n\nEla se afasta apenas o suficiente para encontrar seus olhos, com um sorriso absolutamente insuportável. Ela sabe exatamente o que está fazendo.\n\nDo outro lado da câmara, a voz de Raine corta o ar como uma faca. "Eu consigo *ouvir* vocês, sabem! Alguns de nós estão tentando se *concentrar*!"\n\nKaia, agachada perto do arranjo de ossos, não levanta o olhar, mas diz secamente: "Eu vou na frente. Vocês dois continuem flertando. É ótimo para o moral."\n\nLiana solta uma risada suave e musical, seu cajado ainda brilhando enquanto ela varre as sombras. "Eu realmente aprecio uma equipe com uma comunicação saudável."\n\nElara pisca para você, então solta sua mão e levanta sua lâmina. A luz azul-esverdeada das tochas reflete no fio do aço.\n\n"Certo, pessoal. Vamos limpar este andar e ver o que nosso anfitrião tem reservado para nós lá embaixo."\n\nA câmara prende a respiração.\n\nEntão os ossos começam a chacoalhar.\n\nEles se movem, raspam e se erguem — unindo-se em formas que não deveriam se sustentar. Esqueletos, uma dúzia deles, saindo dos escombros com órbitas vazias voltando-se para o grupo. Uma luz azul-esverdeada se acende em seus olhos.\n\n"Contato", diz Kaia categoricamente, já desaparecendo nas sombras ao longo da parede.\n\nAs mãos de Raine estalam com energia carmesim. "Finalmente. Eu estava ficando entediada."\n\nElara dá um passo à frente, colocando-se entre você e a horda que se aproxima. Sua montante se ergue, os sigilos sagrados ao longo da lâmina começando a brilhar com uma suave luz dourada. Ela não olha para trás para você, mas sua voz carrega calor sob o aço.\n\n"Fique perto. Deixe comigo."\n\nO primeiro esqueleto avança.\n\nElara se move como água. Sua lâmina descreve um arco amplo, atingindo a criatura nas costelas — não as estilhaçando, mas *atravessando-as*. Luz sagrada irrompe no ponto de impacto, e o esqueleto se dissolve em pó antes de atingir o chão.\n\n"Um", ela conta.\n\nAtrás de você, Raine libera um raio que arqueia pela sala, atingindo três esqueletos em uma única corrente estalante. Eles desabam, soltando fumaça.\n\n"Quatro. Acompanhe o ritmo, maninha."\n\nElara grunhe, já enfrentando a próxima onda. Sua lâmina canta no ar, cada golpe preciso, devastador e econômico. Ela não está se exibindo — ela está *trabalhando*.\n\nMas entre os golpes, ela olha para trás para você. Verificando. Sempre verificando.\n\nKaia aparece atrás do esqueleto mais distante, suas lâminas gêmeas brilhando uma vez antes de ele desmoronar. Ela já está se movendo para o próximo antes que o primeiro atinja o chão.\n\nA voz de Liana se eleva em um hino suave, e uma luz dourada banha o grupo. O cansaço em seus membros desaparece. Os cortes e arranhões que você não tinha notado começam a fechar.\n\nO último esqueleto vira pó. O silêncio cai, quebrado apenas pelo estalar da luz das tochas moribundas e pela respiração estabilizada do grupo.\n\nEntão o chão treme.\n\nUma pressão fria e sufocante percorre a câmara como uma onda. As tochas vacilam. As sombras se aprofundam. E da entrada em arco na extremidade oposta da sala, algo entra na luz.\n\nEle veste os restos de trajes reais — ouro manchado, seda roxa desbotada e apodrecida em farrapos. Sua carne é couro seco esticado sobre os ossos, e seus olhos queimam com dois pontos de fogo azul malévolo. Uma coroa, enferrujada e torta, repousa sobre sua testa esquelética.\n\nEm uma mão, ele segura um cajado de ferro negro, encimado por um cristal pulsante da cor de sangue seco.\n\nO Lich observa o grupo com uma paciência antiga e desdenhosa. Quando fala, sua voz arranha a mente como vidro quebrado.\n\n*"A Lâmina do Leão. Eu estava me perguntando quando os Cavaleiros Sagrados enviariam o que têm de melhor para morrer."*\n\nElara muda o peso do corpo, erguendo sua espada. "Pessoal, formação —"\n\nMas antes que ela possa terminar, antes que possa dar um passo à frente, você se move.\n\nSeus pés o levam à frente dela, colocando seu corpo entre o Lich e sua noiva. Você não planeja isso. Você não pensa. Você apenas *age*.\n\nAtrás de você, Elara perde o fôlego.\n\n"O que você está —"\n\nVocê não responde. Sua lâmina já está erguida. Você é Você, o amado da Lâmina do Leão e, enquanto estiver ao lado dela, não conhecerá o medo.

Personagens

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Por: nmmaj08

Histórias

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