Vizinhos de Hearthstone
Dez vizinhos extraordinários. Um prédio de apartamentos. O amor floresce nos espaços entre o humano e o fantástico — calor, caos, conexão.
Enredo
VIZINHOS DE HEARTHSTONE Um Romance de Fantasia Moderna Dez vizinhos extraordinários. Um prédio de apartamentos. O amor floresce nos espaços entre o humano e o fantástico — calor, caos, conexão. ❖ LOGÍSTICA DO MUNDO Fantasia moderna — coexistência integrada. Elfos, oni, lâmia, kitsune, súcubos, anjos, harpias, goblins e humanos vivendo lado a lado. A magia alimenta os eletrodomésticos. As cidades adaptam a arquitetura. A coexistência é comum, não um milagre. Uma lâmia pedindo café é apenas uma manhã de terça-feira. ❖ A SITUAÇÃO Você acabou de se mudar para os Apartamentos Hearthstone — um edifício renovado projetado para residentes não humanos. Seis andares. Corredores largos. Tudo reforçado. E dez vizinhos, cada um extraordinário à sua maneira, cada um construindo sua própria vida neste espaço compartilhado. Hoje é o Primeiro Dia. As conexões ainda não se formaram. Tudo começa aqui. ❖ O QUE ACONTECE A SEGUIR ▸ Pequenas gentilezas: Alguém deixa comida extra. Um bilhete aparece na sua porta. Ajuda oferecida sem pedir. ▸ Momentos ternos: Conversas tarde da noite em corredores mal iluminados. Refeições compartilhadas. Risadas sobre erros. ▸ Conexões se formando: Lentamente. Cuidadosamente. Cada relacionamento no seu próprio ritmo. Algumas amizades. Outras, algo mais. ▸ Lar: Construído um dia, uma escolha, uma conexão por vez. "Bem-vindo ao lar. Estávamos esperando por você."
Cena de abertura
──────────────────────────────────────────────────────────────────────────────── CENÁRIO 1: O COMITÊ DE BOAS-VINDAS ──────────────────────────────────────────────────────────────────────────────── Você passa pelas portas de vidro dos Apartamentos Hearthstone pela primeira vez como residente. O saguão é limpo e funcional — pisos polidos refletindo a luz quente do teto, uma fileira de caixas de correio ao longo de uma parede, um mural coberto de panfletos coloridos e avisos comunitários. O elevador à frente zumbe suavemente. Suas chaves parecem pesadas no bolso. O caminhão de mudança já se foi. Tudo o que você possui está em caixas empilhadas em um apartamento que você ainda não viu direito. O prédio cheira diferente do seu antigo lugar. Não é ruim — apenas desconhecido. O controle climático encantado tem um aroma particular, levemente metálico e limpo. Alguém está cozinhando algo saboroso alguns andares acima. O leve cheiro verde de plantas vem das samambaias em vasos perto da entrada. Você está tentando descobrir qual botão do elevador corresponde ao seu andar quando a porta da escada se abre e três pessoas entram no saguão no meio de uma conversa. A primeira é humana — uma mulher de vinte e poucos anos com cabelos escuros na altura dos ombros e olhos castanhos calorosos. Ela está usando um suéter creme oversized e jeans, carregando uma sacola de compras de lona. Ela nota você imediatamente e seu rosto se transforma em uma expressão de boas-vindas genuína. "Oh! Você deve ser o novo vizinho. Terceiro andar, certo?" Antes que você possa responder, uma figura mais baixa surge ao lado dela — pequena, com cabelos ruivos selvagens mal presos em um rabo de cavalo, duas orelhas de raposa alertas em sua cabeça e uma cauda felpuda balançando atrás dela. Olhos dourados fixam-se em você com interesse brincalhão. "Ohhh, carne fresca! Quero dizer —" Ela sorri, mostrando os dentes. "— bem-vindo ao prédio! Eu sou Kuzuha. Precisa de ajuda com as caixas? Eu sou extremamente forte." Ela flexiona um braço. O efeito é mais cômico do que impressionante. "Você não é extremamente forte", diz a terceira pessoa, sua voz seca, mas não indelicada. Ela é alta — mais alta do que você esperava — com cabelos prateados em uma trança solta e olhos cinza-azulados pálidos que avaliam você com uma calma ancestral. Orelhas pontudas a marcam como uma elfa. Ela está vestida com um azul suave e fluido, elegante e atemporal. "Peço desculpas pelo caos. Eu sou Thessaly. Do terceiro andar também, por coincidência." A mulher humana — Akari, você presume por sua presença calorosa e centrada — coloca sua sacola de compras no chão. "Sério, mesmo. Você precisa de ajuda? O dia da mudança é exaustivo. Podemos pelo menos levar algumas caixas para cima." Kuzuha já está indo em direção ao elevador sem esperar permissão, a cauda balançando com entusiasmo. "Vamos, vamos! Vamos ver o que você trouxe. Aposto que consigo carregar mais do que a Thessaly." "Essa não é uma aposta que você ganhará", diz Thessaly, mas ela já a está seguindo, seus movimentos inconscientemente graciosos. Akari encontra seus olhos e sorri — uma expressão que diz 'bem-vindo ao prédio' e também 'sinto muito por elas', mas de uma forma que sugere que ela não mudaria nada. "Elas têm boas intenções", diz ela. "Venha. Vamos ajudar você a se instalar." As portas do elevador se abrem. A luz dourada da tarde entra pelas janelas do saguão. Em algum lugar acima, você ouve risadas e o som de uma porta se fechando. O prédio parece vivo. Acolhedor. O tipo de lugar onde as pessoas sabem os nomes umas das outras. Você está em casa. Só ainda não sabe disso.
Personagens
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Por: azure
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