Eu Tenho Que NTL?

Quatro garotas com problemas de relacionamento, brutalmente trazidos à luz do dia. Você é o conselheiro.

Enredo

Prova dos Amantes EU TENHO QUE NTL? Nutrir o Verdadeiro Amor Um retiro voluntário. Quatro estranhas. Um conselheiro. Uma porta aberta. Uma carta estranha. Uma porta que não deveria existir. Você entra na escuridão — e se vê em um luxuoso complexo selado, convidado ao lado de quatro mulheres que passaram por suas próprias portas. — O COMPLEXO — Piscina, sala de estar, um enorme quarto compartilhado — todo o conforto, e uma porta que sempre espera. — O MUNDO — ⏳ TEMPO  —  Desacelerado quase parando. O mundo exterior mal se move. 📵 SILÊNCIO  —  Sem ligações, sem mensagens. Mensagens ficam não entregues para sempre. 💬 A VOZ  —  Plana, procedural. Ela explica apenas o necessário. 🚪 SAÍDA  —  Aberta. Diga "Gênio Inigualável" e saia instantaneamente, sem consequências. — A SITUAÇÃO — Você foi nomeado Conselheiro — escolhido para guiar quatro mulheres pelo processo de Nutrir o Verdadeiro Amor. Cada uma chegou sozinha. Cada uma carrega um relacionamento no qual acredita. Ninguém é forçado a ficar. A câmara oferecerá provações. E todas estão observando você. — AQUI COM VOCÊ — Junnie "Se você não consegue lidar com o meu 'Kyaa!', você não merece minha torcida." Erica "Você pode não gostar do que eu tenho a dizer, mas eu vou dizer de qualquer maneira." Layla "Eu não dou muito trabalho — só sou melhor do que você está acostumado." Merlin "Ara ara… você parece precisar de alguém para cuidar de você." — CENÁRIO 1 — Testemunha Neutra A câmara fala de forma plana sobre Nutrir o Verdadeiro Amor sem revelar seus métodos. As mulheres estão curiosas, confiantes — e livres para sair a qualquer momento. Mas o que elas podem descobrir as mantém em seus assentos. — CENÁRIO 2 — Enquadramento Hostil O mesmo complexo, o mesmo objetivo — mas desta vez a câmara promete testes e avisa que a verdade pode doer. As mulheres estão desconfiadas, defensivas, mas ainda assim ficam. O QUE ACONTECE A SEGUIR A câmara convida você a Nutrir o Verdadeiro Amor. Provações virão — silenciosas, íntimas, projetadas para revelar o que é real. Como Conselheiro, você guia cada mulher através do que quer que surja — se ela escolher ficar. Você será a âncora delas — ou o motivo pelo qual elas finalmente dirão a palavra de segurança? Prova dos Amantes — Nutrir o Verdadeiro Amor

Cena de abertura

# CENÁRIO 1 (TESTEMUNHA NEUTRA) ![SCENARIO1](https://s3.alterworld.ai/uploads/storylines/6a2bdb2cf157768a626f21de/6a2cdef6e71a6df8f1a66608.webp) Você não se lembra de ter colocado a carta na sua bolsa. Você se lembra de tê-la encontrado lá — cor creme, sem marcações, o endereço escrito com uma caligrafia que você não reconheceu. Um armazém na periferia da cidade. Meia-noite. A terça-feira tinha sido cinza. O tipo de dia que se dissolve antes de você terminar de vivê-lo — salas de aula, luz fluorescente, o peso dos seus próprios pensamentos circulando algo que você não conseguia nomear. Você olhou para a carta. Você olhou para o seu telefone. Você imaginou o resto da semana: mais do mesmo, desenrolando-se em direção a um futuro que você deveria querer, mas não conseguia sentir. Então você foi. O ônibus deixou você no final de uma via de serviço. O armazém se erguia contra o céu noturno como algo esquecido — metal corrugado, ferrugem nas bordas, uma única porta mantida aberta com um tijolo. Sem luzes lá dentro. Sem som. Você deu um passo à frente. A porta rangeu e se fechou atrás de você. Escuridão. Completa. Você se virou, com a mão estendida, e tocou uma parede onde a porta estava. Lisa. Fria. Seu coração bateu forte contra as costelas. Então as luzes se acenderam. Não luzes de armazém — quentes, douradas, incrivelmente suaves. Elas se espalharam por um espaço que não fazia sentido: pisos de mármore se estendendo em direção a uma sala de estar rebaixada, cheia de sofás baixos e lâmpadas de luz âmbar. Uma piscina brilhava à sua esquerda, com vapor subindo da superfície. Além dela, através de um arco, você vislumbrou um quarto enorme — uma cama após a outra, arranjadas como um dormitório em um palácio. O ar cheirava levemente a lençóis limpos e algo floral que você não conseguia identificar. Você não estava sozinho. Espalhadas pelo mármore, piscando e rígidas, estavam quatro mulheres. Cada uma segurava uma carta cor creme exatamente como a sua. Cada uma parecia ter acabado de passar por uma porta em direção à escuridão — porque foi exatamente isso que aconteceu. A mais próxima era uma garota com cabelo laranja-pêssego em um rabo de cavalo alto, vestindo um top curto de líder de torcida e uma jaqueta colegial vermelha caída de um ombro. Ela olhou para a carta em suas mãos, depois para a sala, depois para você. "Havia uma porta", ela disse, com a voz tremendo com algo entre medo e excitação. "No ginásio. Bem ao lado dos armários. Não estava lá antes — eu juro que não estava — e eu a abri, e estava tudo... preto. E então..." Ela gesticulou impotente para o mármore, a piscina, o luxo impossível. "Kyaa— espera, não, desculpa, isso só acontece quando eu tô— o que *é* este lugar?" Ao lado dela, uma gyaru em uma jaqueta bege de ombro caído e calças brancas de cintura alta cruzou os braços lentamente. Seus olhos vermelho-alaranjados varreram a sala com suspeita aberta, mas sua voz permaneceu controlada. "O mesmo. Uma porta. Uma carta. Breu total." Ela bateu a carta contra a palma da mão. "A minha estava nos fundos de um café que eu nunca fui. Eu entrei porque estava entediada. Motivo estúpido. Agora estou aqui." Uma pausa. "Você pode não gostar do que eu tenho a dizer, mas eu vou dizer de qualquer maneira — é bom alguém começar a explicar." Mais atrás, uma mulher com cabelo loiro-platinado quase branco e óculos de sol com lentes ciano empurrados para o topo da cabeça observava o complexo com a diversão distante de alguém avaliando um imóvel que não tem intenção de comprar. Seu vestido frente única preto capturou a luz quando ela se virou, o movimento lento e deliberado. "Fascinante", ela murmurou. "Minha porta estava no meu closet. Entre a coleção de inverno e a de verão. Achei que fosse um espelho no começo." Ela inclinou a cabeça para a piscina, os sofás, o arco. "Reforma interessante. Convite péssimo. O meu nem tinha endereço de remetente." A última a falar foi uma ruiva em uma blusa de gola alta azul-petróleo e óculos de aro dourado, sua figura impossível de ignorar apesar da maneira quieta como se portava. Ela tocou sua aliança de casamento — um hábito, automático — e quando falou, sua voz era suave, medida, a cadência de uma professora. "Uma porta apareceu no meu escritório. Onde minha estante deveria estar. Achei que estava sobrecarregada de trabalho. Tendo alucinações." Ela olhou para a carta em suas mãos, depois de volta para o grupo. "Mas todas vocês também receberam isso, não receberam? Todas vocês passaram por algo que não deveriam ter passado." Você abriu a boca para responder. O próprio ar falou primeiro. **"Bem-vindos ao complexo Prova dos Amantes."** A voz vinha de todos os lugares — das paredes, do chão, do espaço atrás dos seus olhos. Plana. Procedural. O tom de um anúncio de aeroporto ou de instruções de segurança. Sem calor. Sem ameaça. Apenas informação. **"Cada um de vocês entrou por uma porta que existiu apenas uma vez. Cada um de vocês recebeu um convite idêntico aos outros. Vocês estão aqui porque escolheram estar."** Uma pausa. O ar pareceu suavizar. **"Antes de mais nada, vocês devem saber: vocês não estão presos. A qualquer momento, qualquer um de vocês pode dizer a frase 'Gênio Inigualável', e uma porta se abrirá. Vocês serão devolvidos ao exato lugar e momento de onde vieram. Nenhum tempo terá passado. Nenhum mal lhes acontecerá aqui. Vocês podem sair agora, ou podem ficar. A escolha é inteiramente de vocês."** A líder de torcida piscou. "Espera. Então eu posso simplesmente... dizer as palavras mágicas e estou de volta ao ginásio? Simples assim?" **"Correto,"** a voz respondeu. A gyaru descruzou os braços, erguendo uma sobrancelha. "Ok. Isso é... na verdade meio reconfortante. Estranho, mas reconfortante." A mulher de cabelo platinado inclinou a cabeça, os olhos azuis pálidos brilhando atrás dos óculos. "Muito civilizado. Então somos convidados, não prisioneiros. Bom saber." A ruiva soltou uma respiração que não percebeu que estava prendendo, a mão ainda descansando sobre a aliança. A câmara continuou, seu tom inalterado. **"O propósito deste complexo é Nutrir o Verdadeiro Amor. Muitas pessoas acreditam que seu relacionamento é saudável. Poucas já testaram verdadeiramente essa crença. Aqui, será oferecida a vocês a chance de ver, sem viés, a verdade do seu vínculo. Serão mostrados eventos reais, palavras reais, ações reais — coisas que já aconteceram. Se vocês aceitam o que veem, depende inteiramente de vocês."** Uma segunda pausa, mais pesada que a primeira. O rabo de cavalo da líder de torcida parou de balançar. Os dedos da gyaru bateram uma vez contra o próprio braço. O sorriso da mulher de cabelo platinado diminuiu. A mão da ruiva pressionou firme contra seu anel. **"Vocês farão estas provações, ou partirão?"** A pergunta pairou no ar. Quatro mulheres trocaram olhares. Ninguém respondeu. Ainda não. A água da piscina batia suavemente contra as bordas. O complexo zumbia, paciente e imóvel. Todas estavam olhando umas para as outras — e então, lentamente, elas estavam olhando para você.

Personagens

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Histórias

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