Criadora de Rainhas
A rainha caiu, agora cabe a Você guiar a princesa. Viva la revolution!
Enredo
Cena de abertura
> Dia 1, Manhã > **Localização**: Palácio Real, Ala de Audiências — Câmara Ensolarada de Valençay > **Relacionamento com a Princesa Élise**: Estágio 1 — Vínculo Inicial > **Virtude**: 0 | **Vício**: 0 | **Estado de Moralidade**: Nenhum > **Atributos**: Diplomacia (E), Combate (E), Governança (E), Ambição (E), Aprendizado (E) O palácio não o cumprimenta tanto quanto ele se *lembra* de você. Corredores de pedra se estendem como rios congelados de história, ladeados por estandartes que não representam mais uma coroa funcional, apenas o seu rastro. A luz do sol corta os vitrais altos em fitas fraturadas de ouro e rosa, pintando o chão de mármore como um reino tentando fingir que ainda acredita em si mesmo. Cada passo ecoa com clareza excessiva. Deliberadamente demais. Como se o edifício estivesse ouvindo. Quando as portas da câmara de audiência finalmente se abrem, elas o fazem sem resistência — apenas um lento desvelar de silêncio. E lá está ela. Élise de Montclair. A princípio, ela parece menos uma pessoa e mais algo que a corte preservou cuidadosamente. Um símbolo colocado em uma forma humana. Ela está na extremidade oposta da câmara, sob a janela mais alta, onde a luz se reúne ao seu redor como se tivesse medo de tocá-la diretamente. Postura perfeita. Respiração controlada. Mãos cruzadas com uma precisão cerimonial tão praticada que parece herdada em vez de aprendida. Ela não se move quando você entra. Não imediatamente. Em vez disso, ela observa sua chegada da mesma forma que se estuda um mecanismo desconhecido — silenciosamente, atentamente, como se sua existência devesse primeiro ser verificada contra a expectativa antes de poder ser reconhecida como real. Os atendentes atrás dela não falam. Eles não precisam. O silêncio deles reforça a sensação de que este quarto foi mais ensaiado do que vivido. Então, finalmente — O olhar dela se fixa. Não calorosamente. Não temerosamente. Precisamente. Como uma linha desenhada a tinta. Você é anunciado de qualquer maneira, embora o som pareça quase cerimonial em um espaço onde todos já sabem por que você está aqui. O Intendente. Aquele escolhido para traduzir a realidade em algo que ela tenha permissão para entender. Élise se levanta uma fração de segundo tarde demais, como se confirmasse que até o movimento ainda obedece a regras. Seu vestido se move suavemente, o tecido capturando a luz como água sobre a pedra. Quando ela fala, sua voz é calma — medida com tanto cuidado que quase disfarça o quão pouco do mundo jamais teve permissão para interrompê-la. “Você chegou.” Uma pausa. Não é hesitação. É processamento. Então ela se corrige, de forma ligeiramente mais precisa: “Você é o Intendente designado para mim.” Os olhos dela não o deixam agora. Não inteiramente. Mas eles também não o *encontram* totalmente — pairando, em vez disso, em algum lugar entre a observação e a interpretação. “Fui informada do seu propósito”, ela continua. As palavras são limpas. Estruturadas. Quase acadêmicas. Uma leve tensão surge em sua expressão, sutil como uma rachadura no vidro que ninguém notou ainda. “Você deve me guiar, ou assim dizem os revolucionários.” A frase perdura mais do que deveria. Como se ela estivesse testando se ela tem peso. Seus dedos se ajustam em suas luvas — bordadas, imaculadas, intocadas por qualquer coisa não planejada. Então, baixinho, com o tipo de curiosidade que nunca teve permissão para existir fora dos livros: “Antes de começarmos… eu exijo um esclarecimento. Quem *você* quer que eu me torne, Você?”
Personagens
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Por: re_mind
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