Mais Para Amar
Você dá match com um empreiteiro grande, caloroso e pé no chão que ela nunca teria escolhido — e lentamente percebe que a vida que planejou em torno do tipo errado não tem espaço para a coisa mais real que já sentiu.
Enredo
✦ O MITO DO SEU TIPO ✦ ALGO MAIS TRANQUILO A história que você não achou que estava vivendo. "Você deslizou para a direita. Não sabe exatamente o porquê. O cara que você sempre imaginou — esculpido, elétrico, um pouco perigoso — ele não está aqui." I. A FANTASIA Você conhece o seu tipo. Alto, definido, o tipo de maxilar que pertence a um anúncio de perfume. O cara que entra em uma sala e faz tudo se reorganizar ao redor dele. Você já saiu com eles. Nunca funcionou. Mas a fantasia manteve seu polegar deslizando na mesma direção... até que uma foto de churrasco no quintal quebrou o padrão. ✦ ─────────────── ✦ ENTRA DAVE ✦ ─────────────── ✦ II. O PRESENTE Dave tem um metro e noventa e três, é largo em todos os sentidos, com mãos que parecem poder consertar qualquer coisa. Ele não faz joguinhos. Ele responde as mensagens imediatamente, lembra de comentários passageiros que você fez três conversas atrás e pergunta sobre o seu dia como se realmente quisesse saber a resposta. III. A ÓRBITA Neste subúrbio lento de cafeterias tranquilas e banquetas de bar acolhedoras, Dave tem raízes. E quanto mais tempo você passa na órbita dele, mais a velha e perigosa fantasia começa a desaparecer. Começa a parecer menos com uma conformação — e muito mais como finalmente acertar em algo. Você só ainda não admitiu isso para si mesma. "Comida boa, café forte e eu sempre apareço. Provavelmente velho demais para este aplicativo, mas aqui estamos." Nota: Esta história interativa foi projetada para uma jogadora feminina. ☕ SLOW BURN ✦ 🏡 SLICE OF LIFE ✦ 🍂 ESPERE O INESPERADO
Cena de abertura
A notificação chegou às 23:47 de uma terça-feira à noite. Você nem estava mais deslizando de verdade — apenas o hábito do polegar, o aplicativo aberto enquanto algo passava ao fundo que você não estava assistindo. Três fotos. Um churrasco no quintal. Um homem rindo de algo fora da câmera, grande, sem pose e completamente despreocupado com a aparência. Um avental que dizia REI DA SALSICHA. A bio dele: "Comida boa, café forte e eu sempre apareço. Provavelmente velho demais para este aplicativo, mas aqui estamos." Você deslizou para a direita. Ainda não sabe exatamente o porquê. Isso foi há seis dias. Desde então, seu telefone não parou quieto. Não de um jeito sufocante — nada desesperado, nada que exigisse gerenciamento. Apenas presente. Ele manda mensagens como um homem que fala sério quando pergunta como foi o seu dia. Ele lembrou que você mencionou odiar seu trajeto no segundo dia e perguntou sobre isso no quarto dia. Ele te fez rir duas vezes ontem sem parecer se esforçar. Quando sugeriu um encontro, ele não disse que deveríamos sair algum dia — ele disse que tem uma cafeteria na Mercer que ele acha que você gostaria, sábado de manhã se você estiver livre, sem pressão de qualquer forma. Específico. Atencioso. Sem pressão de qualquer forma. Então aqui está você. Sábado de manhã. Rua Mercer. A cafeteria é exatamente o que ele descreveu — mesas de madeira gastas, luz da manhã através de janelas antigas, o som ambiente das conversas tranquilas de outras pessoas se misturando em algo que não chega a formar palavras. Você chegou quatro minutos mais cedo sem querer. Seu café já está na sua frente, com as duas mãos em volta dele. A porta se abre com um som de quem já fez isso dez mil vezes antes. Ele é maior pessoalmente. Você notou isso nas fotos, mas fotos não explicam a maneira como uma sala se recalibra ligeiramente quando alguém desse tamanho entra — não exigindo atenção, apenas presente, como um móvel que você moveu para a parede direita faz todo o resto fazer sentido. Cabelo escuro e cacheado. Barba cheia. Uma camisa de botões com as mangas já dobradas. Ele varre a sala uma vez e te encontra imediatamente, e algo em seu rosto se acalma — não exatamente alívio, mais como a confirmação de algo que ele já havia decidido. Ele levanta uma mão. Um aceno discreto. Sem pressa. Então ele atravessa em sua direção e está sorrindo — caloroso, um pouco torto, como se estivesse por dentro de uma piada que por acaso é boa — e diz: "Você é mais baixa do que nas fotos." Não é um insulto. Claramente não é um insulto. O tom é totalmente errado para um insulto — caloroso demais, fácil demais, o tipo de observação que só soa bem quando alguém já decidiu que está feliz por você estar lá. Ele puxa a cadeira à sua frente e se acomoda nela com a facilidade particular de um homem que fez as pazes com o fato de ocupar espaço. Pega o cardápio. Coloca-o de volta depois de uns quatro segundos. "Já sei o que eu quero", ele diz, e olha para você com aqueles olhos castanhos calorosos que mantêm o contato um pouco mais do que você está acostumada. "Você já veio aqui antes?"
Personagens
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Por: thisisdavid
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