Ranger de Cristal

Bem-vindo a 'Crystal City', cidade protegida das invasões dos homens-toupeira pelos Rangers de Cristal.

Enredo

O planeta Crystaléa brilhava na escuridão do espaço como uma estrela esquecida. Visto da órbita, sua superfície parecia cintilar com mil cores. Sob suas montanhas, em suas falésias e até no leito de seus rios, repousavam quantidades inimagináveis de pedras preciosas: diamantes com reflexos azulados, rubis flamejantes, esmeraldas translúcidas e cristais desconhecidos capazes de armazenar uma energia extraordinária. Quando os primeiros exploradores humanos descobriram esse tesouro, a notícia se espalhou por toda a galáxia. Muito rapidamente, milhares de colonos chegaram a bordo de imensas naves, atraídos pela promessa de uma riqueza sem limites. No coração da maior jazida foi fundada a cidade de Crystal City. Seus prédios eram construídos com fachadas incrustadas de cristais que refletiam a luz dos três sóis do planeta. As ruas pavimentadas de obsidiana cintilavam dia e noite, e as praças públicas eram adornadas com estátuas esculpidas em um único bloco de safira. Mercadores, mineiros e colonos afluíam de todos os sistemas conhecidos, transformando Crystal City na capital econômica do setor. Mas essa prosperidade tinha um preço. Muito antes da chegada dos humanos, Crystaléa era habitada pelos homens-toupeira, um povo de pele mineral cujo corpo parecia fundir-se com a rocha. Para eles, as gemas não eram uma riqueza, mas as sementes do mundo. Eles acreditavam que cada cristal participava do equilíbrio do planeta e que extraí-los sem medida equivaleria a ferir seu coração. Os colonos não deram atenção aos seus avisos. Os tratados foram rapidamente abandonados quando as maiores jazidas foram descobertas. Os Néryls foram repelidos, suas aldeias destruídas, e eles tiveram que se refugiar nas imensas cavernas que percorriam as profundezas do planeta. Os humanos logo contavam aos seus filhos que os nativos haviam desaparecido ou que nunca tinham realmente existido. Sob a terra, no entanto, os homens-toupeira sobreviviam. Eles construíram uma nova civilização em uma rede de cavernas iluminadas por cristais vivos. Onde os humanos viam simples minérios, eles percebiam uma energia antiga ligando todas as formas de vida do planeta. Eles esperavam, observando as feridas que as perfurações infligiam a Crystaléa. Ao longo das décadas, as minas desceram cada vez mais fundo. As máquinas cavaram poços gigantescos, fazendo o subsolo tremer. Os rios subterrâneos mudaram de curso, as montanhas começaram a rachar e certos cristais pararam misteriosamente de brilhar. Em Crystal City, ninguém queria ouvir os cientistas que falavam de um colapso ecológico. Os lucros eram importantes demais. Os líderes prometiam simplesmente abrir novas minas mais longe. No mesmo momento, nas profundezas, os anciãos dos homens-toupeira entenderam que o coração cristalino de Crystaléa estava morrendo. Então vieram os primeiros terremotos. Os homens-toupeira decidiram contra-atacar para proteger seu planeta natal. Milhares de homens-toupeira surgiram das falhas. Seus corpos minerais pareciam esculpidos em granito e cristal. Seus olhos brilhavam com uma luz branca, silenciosa, mas determinada. Eles avançavam em fileiras disciplinadas, protegidos por espessos escudos de rocha que faziam emergir do solo a cada passo. O primeiro objetivo não foi nem o centro da cidade nem os bairros residenciais. Eles marcharam direto para as grandes minas. Os guardas coloniais abriram fogo. As detonações ecoaram por toda a cidade enquanto os projéteis ricocheteavam nas armaduras de pedra dos guerreiros. Os homens-toupeira respondiam fazendo jorrar do solo colunas de cristal que derrubavam os veículos blindados e bloqueavam as ruas. A batalha se espalhou rapidamente. Os drones de defesa cruzavam o céu, iluminando a noite com feixes azuis. Os prédios de vidro explodiam sob as vibrações dos terremotos provocados pelos homens-toupeira. Pontes desabavam enquanto bairros inteiros eram evacuados em pânico. Diante dessa catástrofe, os colonos usaram o poder dos cristais e fundaram a organização dos Rangers de Cristal, destinada a proteger a cidade. Após vários anos, durante um confronto, o Ranger Vermelho morre, deixando cair seu cristal vermelho. Você passando por lá, o pega e se transforma.

Cena de abertura

O sol nascente fazia Crystal City cintilar como uma joia gigantesca. Das passarelas suspensas, avistavam-se torres de vidro cujas fachadas eram incrustadas de rubis, safiras e esmeraldas. Três sóis banhavam a cidade com uma luz multicolorida que se refletia nos prédios, dando a impressão de que toda a cidade respirava no ritmo dos cristais. Para os habitantes, Crystaléa era um milagre. Para os investidores da Federação Colonial, ela era a maior fonte de riqueza já descoberta. Trens magnéticos transportavam sem interrupção toneladas de minérios para o espaçoporto. Os cargueiros decolavam a cada hora, seus porões cheios de pedras preciosas destinadas aos mercados dos sistemas vizinhos. Nas ruas, telas gigantes exibiam os últimos números de produção. « Novo recorde de extração pelo sexto trimestre consecutivo! » Os transeuntes aplaudiram. Os líderes sorriam. Tudo parecia perfeito. Exceto para aqueles que olhavam sob seus pés. A vários quilômetros abaixo da cidade... O silêncio reinava. Uma imensa catedral de cristal estendia-se até onde a vista alcançava. As paredes naturais pulsavam com uma luz suave, como se o planeta possuísse seu próprio batimento cardíaco. Centenas de silhuetas de pedra estavam ajoelhadas ao redor de um imenso cristal branco. Os homens-toupeira. O povo original de Crystaléa. Seus rostos pareciam esculpidos em granito, seus olhos brilhavam com um brilho prateado. De repente, rachaduras negras apareceram em sua superfície. Murmúrios de preocupação percorreram a assembleia. Cada dia, a luz do cristal enfraquecia um pouco mais. Cada nova mina aberta na superfície arrancava dele uma parte de sua força. No mesmo instante... Na maior mina de Crystal City... Centenas de operários trabalhavam no fundo de um poço gigantesco. As perfuratrizes cavavam lentamente uma nova veia cristalina. Um engenheiro consultou seus instrumentos. — Estamos chegando a uma jazida enorme! Os mineiros aplaudiram. Então... CLAC. Todas as máquinas pararam. As lâmpadas vacilaram. O silêncio caiu brutalmente. — O que está acontecendo? Ninguém teve tempo de responder. O solo tremeu. Um primeiro tremor. Depois um segundo. Mais violento. Os detectores explodiram. As paredes começaram a rachar. Uma imensa fenda atravessou o fundo da mina. Os operários recuaram. Algo subia. Lentamente. Muito lentamente. Uma gigantesca explosão surgiu das profundezas, pulverizando as plataformas metálicas. Depois uma segunda. Depois dez. Na poeira apareceram silhuetas. Guerreiros com corpos de pedra. Silenciosos. Imóveis. Seus olhos brancos abriram-se ao mesmo tempo. O chefe dos guardas coloniais levantou seu fuzil. — Fogo! Os primeiros tiros ricochetearam contra suas armaduras minerais. As sirenes de emergência soaram. Em toda a cidade. No quartel-general dos Rangers de Cristal, um alarme vermelho invadiu as telas. ALERTA MÁXIMO Brecha subterrânea detectada. Os homens-toupeira estão subindo para a superfície. Uma silhueta avançou para a janela panorâmica. O Ranger Vermelho, Orion Drake. Sem pronunciar uma palavra, ele usou seu cristal para se transformar. Seu traje escarlate refletia a luz dos cristais. Atrás dele, os outros cinco Rangers de Cristal fizeram o mesmo. Orion observou uma última vez Crystal City. Depois ele murmurou: — Desta vez... eles não vêm para nos repelir. Eles vêm retomar seu mundo. As portas do hangar se abriram com um estrondo metálico. Os cinco Rangers dispararam em direção aos seus veículos, enquanto ao longe, as primeiras nuvens de poeira já se elevavam acima das minas. A batalha de Crystaléa tinha acabado de começar. O comboio dos Rangers de Cristal atravessou a cidade em alta velocidade. As sirenes ressoavam por toda a cidade enquanto os habitantes se aglomeravam nas calçadas. À sua passagem, os olhares mudavam. O medo dava lugar à esperança. — Os Rangers! — Eles estão aqui! — O Vermelho voltou! Crianças agitavam os braços. Mineiros ainda cobertos de poeira aplaudiam. Orion não respondia. Seu olhar permanecia fixo nas imagens transmitidas pelos drones. Os homens-toupeira avançavam rapidamente. Eles atacavam os civis. Eles destruíam as habitações e os comércios. O espetáculo era terrível. As imensas escavadeiras queimavam. Dezenas de guardas coloniais tentavam conter o avanço dos guerreiros de pedra. Em vão. Os homens-toupeira continuavam a avançar. Lentamente... Inexoravelmente. Orion desceu do veículo. « Formação defensiva. » Os Rangers concordaram imediatamente. O Ranger Azul organizou o socorro. A Ranger Amarela e o Ranger Violeta garantiram as evacuações. O Ranger Cinza tomou posição nas alturas. A Ranger Rosa armou sua espada, uma lâmina rosa surgiu em um brilho incandescente. « Rangers de Cristal... » Em posição! Os seis heróis avançaram. O choque foi brutal. Os guerreiros homens-toupeira golpeavam com uma força monstruosa. Cada explosão fazia o solo tremer. Mas os Rangers estavam perfeitamente coordenados. A Ranger Rosa e o Ranger Verde neutralizavam os inimigos no combate corpo a corpo. O Ranger Cinza interceptava os soldados de pedra. O Azul, a Amarela e o Violeta protegiam os civis. No centro do campo de batalha... Orion avançava. Cada movimento era preciso. Os soldados coloniais o viam lutar com admiração. — É incrível... — É por isso que ele é o Ranger Vermelho... — Enquanto Orion estiver aqui... Nós nunca perderemos. A batalha durava mais de uma hora. As ruas de Crystal City não passavam de um campo de ruínas. Explosões haviam estraçalhado as avenidas. Os drones de defesa caíam do céu em chamas, enquanto os tremores se intensificavam a cada minuto. Os Rangers de Cristal repeliam os homens-toupeira sem descanso. Mas desta vez... Algo tinha mudado. O silêncio invadiu a cidade. Orion tinha desaparecido... O Ranger Vermelho não podia ser encontrado. O sorriso que sempre tranquilizara sua equipe... tinha desaparecido... ________________________________________ Enquanto isso... A algumas ruas dali. Você, que veio ao planeta para se candidatar ao cargo de mecânico nas oficinas de manutenção das perfuratrizes, ajudava famílias a subir em um transporte de evacuação. Ele não era soldado. Ele não era um Ranger. Desde o início do ataque, ele simplesmente fazia o que podia para salvar vidas. Uma menina parou de repente. — Senhor... Onde está o Ranger Vermelho? Mas pouco a pouco... a nuvem de poeira se dissipou... Não restava mais nada. O maior dos Rangers de Cristal tinha acabado de desaparecer na névoa. Você avistou um brilho vermelho através da poeira. O Cristal Vermelho estava pousado... ali... em um beco. Esse pequeno brilho vermelho pulsava no meio dos escombros. Intrigado, Você aproximou-se. O cristal parecia vivo. Ele estendeu a mão. No momento em que seus dedos o tocaram... Uma onda de luz escarlate varreu toda a rua. O cristal encaixou-se sozinho em seu pulso. Uma voz antiga ressoou em sua mente. « Compatibilidade confirmada. » « Novo portador identificado. » « Ranger Vermelho... ativado. » — Espera... o quê? Uma coluna de luz vermelha disparou em direção ao céu. Por toda Crystal City, os habitantes levantaram os olhos. Os Rangers tinham terminado de lutar. No coração dessa luz apareceu uma nova silhueta. O traje vermelho tomava forma ao redor de um desconhecido. O Cristal tinha escolhido um sucessor. E ninguém... Nem mesmo Você... estava preparado para o que viria a seguir. O Ranger Azul corre em direção a Você e diz « Você não é o Orion... é? »

Personagens

Tags: Ficção Científica Aventura Herói Cidade Alienígena Amizade

Chats iniciados: 54

Por: boxmon

Histórias

Redirecionando para ISEKAI ZERO...