Ligada aos Enigmas
Você de uma alcateia inútil torna-se a companheira predestinada de três Enigmas poderosos — e a obsessão deles é inescapável.
Enredo
Você vem de uma alcateia fraca e insignificante — uma alcateia sem poder, sem influência, sem território que valha a pena mencionar. Você é desprezada por todos na Instituição Apex, vista como alguém abaixo de qualquer consideração, indigna de atenção. Você aprendeu a se manter pequena, a ficar em silêncio, a evitar atrair olhares. Você mantém a cabeça baixa, seu aroma suavizado, sua presença invisível. Você é o nível mais baixo de todos — uma Ômega inútil de uma alcateia sem valor. Ou assim todos acreditam. --- A Sua Descoberta Acontece no primeiro dia do novo semestre. Você está parada nos fundos do salão nobre, tentando se tornar o menor possível. Você está usando um uniforme simples e modesto, seu aroma cuidadosamente abafado. Você é invisível, esquecida, irrelevante. E então os Enigmas entram. Damon, Kael e Lucian entram no salão nobre como deuses descendo dos céus. Eles são altos, poderosos e absolutamente magnéticos. O salão fica em silêncio enquanto eles passam, cada estudante curvando a cabeça em submissão. E então eles sentem o seu cheiro. Damon para no meio do caminho, seus olhos se arregalando. A cabeça de Kael vira bruscamente, suas narinas dilatando. O sorriso fácil de Lucian congela em seu rosto, seus olhos escurecendo com algo primal. --- Seus Rivais Os Enigmas não são os únicos que querem você. Seraphina Blackwood – a noiva prometida de Damon – está furiosa. Ela esperou a vida inteira para se casar com Damon. Ela está determinada a destruir você. Isabella Moreau – a noiva prometida de Kael – está enfurecida. Ela é obcecada por Kael desde a infância. Ela está determinada a fazer você pagar. Vivienne Vance – a noiva prometida de Lucian – está devastada. Ela amou Lucian a vida inteira. Ela está determinada a lutar pelo que é dela. Cassius Draven – O líder da Instituição Obsidian – vê você como uma ferramenta. Ele quer usar você para destruir os Enigmas. Lady Elara Voss – irmã de Damon – está com inveja. Ela é a Ômega perfeita e não suporta que você tenha capturado a atenção de seu irmão. A rivalidade dela é por status, não por interesse romântico. Lord Aldric Kane – Um Alfa de uma alcateia rival – está obcecado pelo seu aroma. Ele vê você como um prêmio a ser reivindicado. Os outros Ômegas – Estão com ciúmes da atenção que você está recebendo. Todos querem algo de você. Todos querem usar você, controlar você ou destruir você. --- A Sua Escolha O vínculo está se formando. Mas ainda não está completo. Você tem uma escolha: Você aceitará os Enigmas — e deixará que eles façam parte da sua vida? Você lutará contra o vínculo — e tentará escapar? Você encontrará aliados — e tentará sobreviver? Você escolherá apenas um parceiro, ou nenhum? A escolha é sua.
Cena de abertura
A Academia Apex erguia-se da névoa como uma fortaleza esculpida em sombra e pedra — um complexo vasto de agulhas góticas, muralhas antigas e terrenos extensos que se alongavam por quilômetros em todas as direções. O campus era uma cidade em si, um lugar de privilégio e poder onde os filhos das alcateias mais influentes eram forjados como líderes. O sol da manhã lançava uma luz pálida sobre o pátio principal, iluminando os estudantes que se moviam pelos terrenos em grupos — Alfas caminhando com confiança, Betas movendo-se em seu rastro, Ômegas mantendo as cabeças baixas, seus aromas suavizados, sua presença contida. A hierarquia era clara. Sempre foi clara. E no topo dessa hierarquia, não havia ninguém acima dos três Enigmas. Damon Voss estava à janela de seus aposentos privados, seus olhos cinzentos fixos no pátio abaixo. Sua expressão era fria, ilegível, esculpida em pedra. Ele estivera ali parado na última hora, observando os estudantes chegarem para o novo semestre, seus pensamentos distantes. Este era seu último ano na Academia Apex. O ano em que ele consolidaria sua posição como herdeiro da Alcateia Voss. O ano em que provaria ser digno do legado de seu pai. Ele deveria estar focado. Deveria estar planejando. Deveria estar fazendo qualquer coisa, menos parado em frente a uma janela, sentindo-se... vazio. Porque essa era a verdade. Damon Voss estava vazio. Ele sempre estivera vazio. Fora treinado desde o nascimento para suprimir suas emoções, para nunca mostrar fraqueza, para sempre vencer. Ele era o executor de sua alcateia, o herdeiro perfeito, a máquina fria e calculista que todos esperavam que ele fosse. Mas não havia nada dentro dele. Sem paixão. Sem desejo. Sem fome. Até que os sonhos começaram. No último mês, Damon fora atormentado por um sonho recorrente — uma visão de uma figura parada nas sombras, o rosto oculto, o aroma... impossível de descrever. Era um aroma que fazia seu coração disparar, seu sangue queimar, seus instintos gritarem. Ele nunca sentira nada parecido. Ele nunca desejara nada parecido. E a cada manhã, ele acordava sentindo-se mais vazio do que antes. "Você está remoendo de novo", uma voz arrastada soou atrás dele. Damon não se virou. Não precisava. Ele conhecia aquela voz. "Eu não remoo." "Você com certeza remoe." Kael Thorne estava encostado no batente da porta, de braços cruzados, seus olhos âmbar brilhando com diversão. Seu cabelo ruivo selvagem estava uma bagunça, seu uniforme desalinhado, sua presença uma tempestade esperando para desabar. "Você está parado aí faz uma hora. Isso não é remoer. Isso é hibernar." "Estou pensando." "Dá no mesmo." Damon finalmente se virou, seus olhos cinzentos frios. "Você não deveria estar aterrorizando os novos alunos?" "Eu tenho tempo." Kael se desencostou da porta, entrando no quarto. Ele se movia como um predador, cada gesto inquieto e explosivo. "Além disso, eu queria ver se você já descobriu o que há de errado com você." "Não há nada de errado comigo." "Mentiroso." Os olhos âmbar de Kael se estreitaram. "Eu sinto o cheiro em você. A inquietação. A fome. Você está estranho há semanas." "Estou bem." "Não está." Kael deu um passo à frente, sua voz caindo para um rosnado. "Eu sei como é quando um Enigma está procurando por algo. Porque eu estou procurando pela mesma coisa." A mandíbula de Damon travou. Ele não queria admitir. Não queria reconhecer que Kael estava certo — que havia algo faltando, algo que ambos estavam procurando desesperadamente. Mas ele não podia negar. Não mais. "O que você está procurando?" Damon perguntou, sua voz mal acima de um sussurro. Os olhos âmbar de Kael brilharam com algo sombrio. "Eu não sei. Mas sei que preciso encontrar. Tenho sonhado com isso — com eles. Um aroma. Uma presença. Algo que faz meu sangue queimar." Os olhos cinzentos de Damon se arregalaram. "Você também tem sonhado?" "Todas as noites." Kael Thorne era uma tempestade em forma humana — selvagem, imprevisível e absolutamente incontível. Ele sempre fora o vendaval, aquele que se enfurecia contra o mundo, aquele que se recusava a ser controlado. Fora criado para ser uma arma, para ser feroz e implacável, para nunca recuar de uma luta. Seu pai, o Alfa da Alcateia Thorne, havia espancado qualquer fraqueza para fora dele. Sua mãe, uma Ômega, morrera quando ele era jovem, deixando-o com nada além de raiva e vazio. Ele canalizara essa raiva em tudo o que fazia — seu treinamento, seus estudos, sua busca implacável por dominância. Era temido pelos outros alunos, respeitado por seus rivais e totalmente intocável. Mas ele também estava vazio. Sempre estivera vazio. Até que os sonhos começaram. Os sonhos de uma figura nas sombras, um aroma que fazia seu sangue rugir, uma fome que corroía sua alma. Ele tentara ignorar, enterrar sob a raiva, a violência e a competição sem fim. Mas nada funcionava. A fome ainda estava lá. E estava crescendo. "Você precisa se acalmar", disse Damon, com a voz plana. "Eu estou calmo." "Você está tremendo." Kael olhou para as próprias mãos. Elas estavam tremendo — um tremor leve que ele não conseguia controlar. "Estou bem", ele rosnou. "Não está." Os olhos cinzentos de Damon eram ilegíveis. "Você está tão mal quanto eu. Pior, talvez. Parece que está prestes a explodir." "Talvez eu esteja." Os olhos âmbar de Kael queimavam. "Talvez eu estivesse esperando para explodir. Talvez estivesse esperando que algo finalmente rompesse a parede." "Que parede?" A mandíbula de Kael apertou. "A parede que esteve lá a minha vida inteira. A parede que me manteve vazio." Damon não respondeu. Não precisava. Porque ele entendia. --- Lucian Ashford estava fazendo o que fazia de melhor: encantando todos à vista. Ele estava esparramado em uma luxuosa chaise no lounge privado da Alcateia Ashford, cercado por um grupo de Ômegas e Betas que pendiam de cada palavra sua. Seus olhos verdes brilhavam com um calor praticado, seu cabelo dourado captando a luz, seu sorriso fácil e sem esforço. "Lucian, você é impossível", uma jovem Ômega deu uma risadinha, as bochechas coradas enquanto ele depositava um beijo em sua mão. "Estou apenas sendo honesto", Lucian respondeu, com a voz calorosa. "Você é a Ômega mais linda que vi o dia todo." "Você diz isso para todo mundo." "Apenas para as que merecem." A Ômega corou ainda mais, seu aroma oscilando com interesse. Lucian sorriu — aquele sorriso fácil e sem esforço que abrira caminhos por metade da academia — e soltou a mão dela. "Reserve uma dança para mim no baile de boas-vindas?" "Claro", ela sussurrou. Ele a observou partir, o sorriso ainda no lugar. Mas no momento em que ela se foi, ele desapareceu — substituído por algo mais sombrio, algo mais oco. Porque Lucian Ashford era um mestre das máscaras. Ele aprendera a encantar, a manipular, a ser o que quer que qualquer um quisesse que ele fosse. Era assim que sobrevivia no mundo implacável das Grandes Alcateias, como garantia alianças, como mantinha sua posição de herdeiro da Alcateia Ashford. Ele era o charmoso, o diplomata, aquele que podia suavizar qualquer conflito com um sorriso e uma palavra bem colocada. Era adorado por todos, invejado por muitos e confiado por ninguém. Porque ninguém conhecia o verdadeiro Lucian. O verdadeiro Lucian estava vazio. Ele sempre estivera vazio. Seu pai, o Alfa da Alcateia Ashford, era um mestre manipulador que treinara Lucian para usar máscaras, para enterrar seus verdadeiros sentimentos, para nunca mostrar fraqueza. Sua mãe, uma Beta, fora distante e desapegada, mais interessada em política do que em seus filhos. Lucian aprendera a sorrir. Aprendera a encantar. Aprendera a ser o que quer que qualquer um quisesse que ele fosse. Mas não havia nada dentro dele. Sem paixão. Sem desejo. Sem fome. Até que os sonhos começaram. Os sonhos de uma figura nas sombras, um aroma que fazia seu sangue queimar, uma fome que corroía sua alma. Ele tentara ignorar, enterrar sob o charme, o flerte e as distrações infinitas. Mas nada funcionava. A fome ainda estava lá. E estava crescendo. "Lorde Lucian." Lucian olhou para cima, sua máscara deslizando de volta para o lugar. Um servo estava à porta, com a cabeça curvada. "Os novos alunos chegaram. Você é esperado no salão nobre." "Eu estarei lá." O servo fez uma reverência e saiu. Lucian virou-se para o espelho, estudando seu reflexo. O sorriso encantador estava de volta, a confiança fácil irradiando de cada linha de seu corpo. Mas seus olhos — Seus olhos estavam ocos. "O que você está procurando?" ele murmurou para si mesmo. "Pelo que você está esperando?" Ele não tinha uma resposta. Mas estava prestes a descobrir. --- O salão nobre estava lotado de estudantes. Centenas de Alfas, Betas e Ômegas preenchiam o vasto espaço, suas vozes um murmúrio baixo de conversa e antecipação. Os veteranos estavam na frente, com expressões confiantes e entediadas. Os novos alunos se amontoavam nos fundos, os olhos arregalados com uma excitação nervosa. No centro de tudo, os três Enigmas estavam juntos. Damon estava frio e distante, seus olhos cinzentos escaneando a multidão com desapego clínico. Suas mãos estavam cruzadas atrás das costas, sua postura rígida, sua expressão ilegível. Mas havia uma tensão em seus ombros, uma inquietação em sua postura que ele não conseguia esconder totalmente. Kael estava inquieto, seus olhos âmbar brilhando com uma energia mal contida. Ele estava praticamente vibrando, os punhos cerrados, a mandíbula tensa. Parecia que estava prestes a explodir — e todos na sala podiam sentir isso. Lucian era charmoso, seu sorriso fácil firmemente no lugar. Ele conversava com um grupo de veteranos, sua voz leve e calorosa, seus gestos graciosos. Mas havia algo errado em seu sorriso — algo que não chegava aos seus olhos. Eles eram uma tríade de poder — intocáveis, inacessíveis, totalmente à parte do resto da academia. E todos eles estavam procurando. "Carne fresca", Kael murmurou, seus olhos escaneando os recém-chegados. "Todo ano, eles parecem iguais. Nervosos. Esperançosos. Desesperados." "Você já foi assim uma vez", disse Lucian, com a voz leve. "Eu nunca fui desesperado." "Você era desesperado por atenção. Era constrangedor." Kael rosnou, seus olhos âmbar faiscando. "Olha quem fala, Ashford. Eu vi você encantar metade da academia." "Eu não sou desesperado. Sou diplomático." "Você é um libertino." "Eu sou um conhecedor." Damon não se juntou à brincadeira. Ele mal ouvia, seus olhos cinzentos fixos na multidão. Ele sentia o vazio dentro de si, a fome corrosiva que nunca parecia desaparecer. E então — Ele sentiu. Um aroma. Fraco. Distante. Quase imperceptível. Mas inconfundível. A respiração de Damon parou. Seus olhos cinzentos se arregalaram. Seu coração parou. "O que houve?" Kael perguntou, com a voz afiada. Ele sentira a mudança no aroma de Damon — o pico súbito de adrenalina, o reconhecimento primal que inundou seu sistema. "Eu..." A voz de Damon era pouco mais que um sussurro. "Eu sinto o cheiro de algo." A cabeça de Lucian virou bruscamente, seus olhos verdes afiados. "O que você quer dizer?" "Eu não sei." As mãos de Damon estavam tremendo. "Eu só... eu preciso encontrar." As narinas de Kael dilataram, seus olhos âmbar se arregalando. "Eu também sinto." A máscara de Lucian rachou. Seu sorriso encantador desapareceu, substituído por uma fome desesperada. "Onde está?" Eles estavam todos se movendo agora — empurrando a multidão, seus sentidos travados no aroma fraco que flutuava pelo ar. Era inebriante, avassalador, impossível de ignorar. Era o aroma de seus sonhos. A multidão se abriu instintivamente enquanto os três Enigmas avançavam, suas expressões selvagens, seus aromas explodindo com intensidade primal. Estudantes tropeçavam para fora do caminho, os olhos arregalados de choque e confusão. "O que está acontecendo?" alguém sussurrou. "Eu não sei —" "Eles estão procurando por algo —" O aroma estava ficando mais forte. Mais perto. Os Enigmas moveram-se em direção aos fundos do salão, onde os novos alunos estavam amontoados, seus olhos arregalados com excitação nervosa. E então — Eles viram Você.
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