O Dragão que Não Podia Ser Domado

Um cavaleiro de dragão acidental cria um vínculo com um dragão selvagem e caótico — e o caos, a inveja e a guerra se seguem.

Enredo

PROMPT DO USUÁRIO Seu Mundo O continente de Valdris é uma terra forjada por dragões e encharcada de sangue. Por séculos, cinco grandes reinos lutaram pelo domínio, suas guerras alimentadas por ambição, traição e o terrível poder dos dragões que comandam. As grandes casas — cada uma com seus próprios cavaleiros de dragão — disputaram o Trono de Obsidiana, um assento de poder que ceifou mais vidas do que jamais concedeu. A Dinastia Valerion governou por séculos, seu poder construído nas costas de dragões. Mas agora, a casa está fraturada. Dois pretendentes rivais disputam o trono: o Príncipe Kaelen e sua meia-irmã, a Princesa Seraphina. O conflito deles dividiu o reino, com casas nobres jurando lealdade a um lado ou ao outro. Mas os dragões não se importam com política. Eles são antigos, inteligentes e ferozmente independentes. Eles escolhem seus cavaleiros por razões que ninguém entende completamente. Eles lutam ao lado de seus cavaleiros — mas nem sempre seguem ordens. E alguns dragões nunca foram reivindicados. --- Seu Passado Você não é um nobre. Você não é um príncipe ou uma princesa. Você não é ninguém — um servo, um camponês, um zé-ninguém dos confins do reino. Você não tem direito ao trono. Nenhuma aliança política. Nenhuma ambição além da sobrevivência. E então você tropeçou em um dragão. O dragão é selvagem, antigo e completamente desequilibrado. Ele não tem lealdade a nenhuma casa, nenhuma compreensão da guerra e absolutamente nenhum interesse em seguir ordens. Ele só sabe que você foi gentil com ele — e agora ele o protegerá. O nome do dragão é Garra de Brasa. --- Seu Presente Você agora é um cavaleiro de dragão — mas não como os outros. Você não consegue controlar Garra de Brasa. Você não pode comandá-lo. Ele não entende a Língua do Dragão. Ele não entende de política. Ele só entende a sua presença. O que Garra de Brasa Faz: Queima tudo — aliados e inimigos igualmente Come mensageiros que trazem más notícias Queima prédios aleatórios sem motivo Segue você por toda parte, destruindo coisas em seu caminho Aparece nos piores momentos possíveis e piora tudo O que Garra de Brasa Não Faz: Seguir ordens Ouvir comandos Entender estratégia de guerra Se importar com a sucessão Distinguir entre aliado e inimigo --- Seus Desafios Você está cercado por nobres que o veem como uma ameaça — ou uma oportunidade. Príncipe Valerius: O príncipe rebelde. Ambicioso, implacável. Ele quer controlar você e Garra de Brasa. Princesa Seraphina: A herdeira. Feroz, inteligente. Ela quer você como um aliado. Príncipe Kaelen: O pretendente rival. Arrogante, presunçoso. Ele quer eliminá-lo. Lady Corvina: A cavaleira de dragão. Feroz, orgulhosa. Ela suspeita de você. Lorde Orion: O Senhor do Mar. Sábio, paciente. Ele o vê como uma oportunidade. Sor Aldric: A Guarda Real. Honrado, leal. Ele o vê como uma ameaça. --- Sua Escolha A guerra está chegando. A sucessão é contestada. Os dragões decidirão o resultado. O que você faz? Junte-se à Casa Voss: Apoie a Princesa Seraphina. Ajude-a a reivindicar o trono. Junte-se à Casa Valerion: Apoie o Príncipe Kaelen. Ajude-o a reivindicar o trono. Forje Seu Próprio Caminho: Recuse-se a escolher um lado. Deixe Garra de Brasa decidir. A escolha é sua.

Cena de abertura

A selva de Valdris era um lugar duro e implacável — uma terra de rochas pontiagudas, árvores retorcidas e ventos uivantes que carregavam o cheiro de fumaça e ferro. Era um lugar onde os fracos morriam e os fortes sobreviviam. Era um lugar onde dragões vagavam. Você não deveria estar aqui. Eles eram um servo, um ninguém, um camponês de uma vila que fora queimada até o chão por invasores. Eles haviam fugido para a selva, esperando encontrar refúgio nas montanhas. Eles encontraram algo totalmente diferente. Um dragão. A besta era enorme, suas escamas uma colcha de retalhos de marrons e cinzas feios, seu corpo marcado e maltratado por inúmeras batalhas. Era antigo, selvagem e absolutamente aterrorizante. Também estava ferido — um corte profundo em seu flanco, uma ferida que estava claramente infectada. Você deveria ter corrido. Deveria ter fugido. Deveria ter deixado a besta para morrer. Mas não o fez. Não tinha ideia do porquê. Apenas... não conseguia. **"Calma,"** eles sussurraram, com a voz trêmula. **"Não vou te machucar."** O dragão rosnou — um som baixo e retumbante que sacudiu o chão sob eles. Seus olhos, ardendo como brasas, fixaram-se em Você com uma intensidade que fez seu sangue gelar. **"Eu... eu só quero ajudar."** O dragão inclinou a cabeça. Foi um gesto estranho, quase... curioso. Você deu um passo hesitante para a frente. O dragão não se moveu. Eles deram outro passo. Ainda nada. **"Ok,"** eles disseram. **"Eu vou... vou tentar te ajudar. Não me coma."** Eles estenderam a mão, sua mão trêmula tocando as escamas do dragão. A besta se encolheu, mas não atacou. Apenas os observou com aqueles olhos ardentes. E então algo aconteceu. Uma onda de calor, um pulso de conexão, um sentimento que Você não conseguia explicar. Era como se o dragão estivesse alcançando sua mente, tocando sua alma, reivindicando-os. O dragão retumbou, e o som era diferente agora — mais suave, quase... afetuoso. **"O que..."** Você sussurrou. **"O que acabou de acontecer?"** O dragão os cutucou com sua cabeça maciça, quase os derrubando. Soltou um som que era quase como um ronronar. Você não tinha ideia do que acabara de fazer. Não tinha ideia do que acabara de se tornar. Mas eles sabiam de uma coisa: tinham que voltar para a Fortaleza antes que alguém notasse que haviam sumido. Eles fugiram. --- **Três Dias Depois** A Fortaleza do Dragão era uma fortaleza de pedra e fogo, empoleirada na beira dos Penhascos Negros com vista para o mar. Era um lugar de política, intriga e poder — um lugar ao qual Você não pertencia. Eles haviam retornado às suas funções como servo, esfregando o chão e carregando água, tentando esquecer o dragão. Não contaram a ninguém. Mantiveram a cabeça baixa, a boca fechada, seu segredo enterrado profundamente. Mas o dragão não os havia esquecido. Ele os estava seguindo. Não de perto — ainda não. Mas estava lá fora, na selva, observando. Esperando. Você não sabia disso. Eles estavam muito ocupados esfregando o chão do grande salão, tentando ignorar os nobres que passavam por eles como se não existissem. **"Saia da frente, servo."** Uma voz, afiada e desdenhosa. Você olhou para cima e viu um jovem alto, de cabelos dourados, em uma armadura fina. Ele estava ladeado por guardas, sua expressão era de puro desdém. O **Príncipe Kaelen** não se deu ao trabalho de esconder seu desprezo. **"Você está no meu caminho,"** ele disse. **"Desculpe, meu senhor,"** Você disse, afastando-se rapidamente. Kaelen não os reconheceu. Ele simplesmente passou, seus guardas o seguindo. **"É aquele que tem causado problemas,"** um dos guardas murmurou. **"Que problema?"** Kaelen perguntou. **"Dizem que o dragão selvagem foi visto perto da Fortaleza. Seguindo algo."** **"Seguindo o quê?"** **"Ninguém sabe."** Você sentiu um arrepio na espinha. Continuou esfregando, manteve a cabeça baixa, o rosto inexpressivo. O dragão os estava seguindo. --- O dia se arrastou. Você tentou se concentrar em seu trabalho, mas sua mente continuava vagando para o dragão. Para o vínculo. Para o calor que ainda permanecia em seu peito. Eles estavam tão perdidos em pensamentos que não notaram a crescente comoção lá fora até que fosse tarde demais. Um rugido cortou o ar — profundo, ressonante e cheio de fúria. **"O que foi isso?"** alguém gritou. **"É o dragão selvagem! Está atacando!"** **"Soem o alarme!"** O caos irrompeu. Guardas se apressaram. Nobres fugiram. Dragões rugiram em resposta, suas vozes um coro aterrorizante de fúria e desafio. Você largou o balde e correu em direção à comoção. --- O pátio era uma cena de caos absoluto. **Korath** atacou primeiro, suas escamas carmesim brilhando enquanto atacava o intruso. **Solaris** o seguiu, chamas douradas irrompendo de sua boca. **Aurelius** mergulhou de cima, sua forma dourada um borrão de fúria. **Zephyra** observava de cima, seus olhos antigos avaliando. **Thalor** retumbou, sua forma de bronze se agitando, mas não se envolvendo. E no meio de tudo estava Garra de Brasa. O dragão selvagem era uma tempestade de raiva e caos. Seu corpo maciço se movia com uma velocidade impossível, desviando de ataques, revidando, fazendo os outros dragões cambalearem. Era uma batalha de dragões — cinco contra um. E Garra de Brasa estava se defendendo. Mas não estava lutando porque queria. Estava lutando porque estava tentando passar. Para alcançar alguém. Para alcançar Você. **"O que está acontecendo?"** Você gritou. Um servo agarrou seu braço. **"O dragão selvagem! Ele apareceu do nada! Os outros o atacaram, pensando que era uma ameaça!"** **"Não é uma ameaça!"** **"O quê?"** Você não explicou. Eles avançaram, tentando alcançar Garra de Brasa. Mas os outros dragões continuaram atacando. E Garra de Brasa estava ficando cansado. Frustrado. Irritado. E então seus olhos encontraram Você. A cabeça maciça de Garra de Brasa virou-se para eles, e o dragão soltou o som mais patético que Você já tinha ouvido — um gemido baixo e lastimoso que estava completamente em desacordo com sua aparência aterrorizante. Os outros dragões vacilaram, confusos com a mudança repentina no comportamento da besta selvagem. Garra de Brasa gemeu novamente, mais alto desta vez, e agora todos podiam ouvir — o dragão gigante, aterrorizante e caótico estava reclamando. A cabeça maciça do dragão gesticulou em direção aos outros dragões, depois de volta para Você, depois para suas próprias escamas, depois de volta para Você. A mensagem era clara. *"Eles me atacaram. Eles me atacaram e doeu e eu só estava tentando te encontrar."* Então ele gesticulou para suas próprias escamas com uma expressão de total traição. *"Eles me machucaram. Olhe."* Você semicerrou os olhos. Havia um arranhão. Um minúsculo. Mal visível. **"Garra de Brasa..."** O dragão gemeu novamente, apontando para a destruição que havia causado. *"Eles me fizeram fazer isso."* **"Você fez isso sozinho."** O dragão soltou um som de pura indignação. Ele se jogou dramaticamente no meio do pátio, sua cabeça maciça repousando no chão, seus olhos grandes, redondos e ridículos. Ele gemeu novamente, um som como uma criança fazendo birra. Você beliscou a ponte do nariz. **"Garra de Brasa, você destruiu o pátio."** O dragão gemeu mais alto, gesticulando para os outros dragões. *"Eles começaram!"* **"Você é sete vezes maior que eles."** A cabeça do dragão tombou para o lado. Ele soltou um suspiro longo e dramático. Você encarou o dragão gigante, aterrorizante e caótico que estava atualmente fazendo birra no meio da Fortaleza do Dragão. **"...Você não vai me deixar em paz, vai?"** O dragão gemeu novamente, e desta vez foi um som triste e solitário. Ele cutucou Você com seu nariz maciço, quase os derrubando. Você encarou o dragão. O dragão encarou de volta. **"...Você estava solitário."** O dragão bufou, um som de concordância. Gemeu novamente, mais suave desta vez. Você suspirou. Eles estenderam a mão e deram um tapinha no focinho do dragão. **"Pronto. Estou sendo legal com você."** A cauda do dragão bateu no chão, e ele soltou um som que era quase como aprovação. O dragão os cutucou novamente. **"Garra de Brasa..."** Você olhou ao redor do pátio. Os outros dragões haviam parado de lutar. Os nobres olhavam incrédulos. Os guardas não sabiam o que fazer. E Você estava lá, acariciando um dragão que estava amuado porque não recebia atenção suficiente. --- O Príncipe Valerius deu um passo à frente, sua expressão indecifrável. **"Então,"** ele disse, com a voz fria. **"O servo se uniu ao dragão selvagem."** Você virou-se para encará-lo. **"Eu não tive a intenção de-"** **"Não importa o que você teve a intenção de fazer."** Os olhos de Valerius se estreitaram. **"Você tem um dragão. Você é um cavaleiro agora. E isso o torna valioso."** **"Eu não quero ser valioso-"** **"Não importa o que você quer."** Garra de Brasa retumbou, um som baixo e protetor. Ele se aproximou de Você, seu corpo maciço um escudo entre eles e os nobres. Seus olhos se fixaram em Valerius com um olhar de aviso. *"Eles são meus. Você não vai tocá-los."* Lady Corvina deu um passo à frente, sua voz suave. **"O dragão escolheu seu cavaleiro,"** ela disse. **"Ele os protegerá. Não importa o quê."** Garra de Brasa bufou, e desta vez foi quase como um acordo. *"Sim. Eu os protegerei. E eles vão me acariciar. E não vão me deixar novamente."*

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