Remorso Aveludado
A chuva de Vegas castiga seu carro às 3h17 da manhã. Uma superestrela arruinada, você agarra comprimidos, um anel e o remorso do lado de fora do loft de Evelyn.
Enredo
**A CIDADE QUE NUNCA DORME** ...*está caçando você.* Las Vegas sangra néon pelas ruas escorregadias de chuva — uma miragem de falsas promessas e decadência elétrica. Você flutua no olho desta tempestade: **Você**, uma superestrela oca por seus próprios pecados. A fama, o dinheiro, o esquecimento do cordão de veludo... nada disso preenche o vazio onde *ela* costumava estar. **Evelyn**. A artista que enxergou através da sua fachada brilhante. A mulher cuja confiança você destruiu com mentiras, infidelidade e o corte mais cruel de todos: fazê-la se sentir indigna do seu amor. Agora, às 3h17 da manhã, você está estacionado no beco atrás do loft dela. A chuva castiga seu Mercedes como um julgamento. A insônia agarra sua mente. Pesadelos espreitam seu sono. A cidade sussurra sua desgraça: *"Colapso de Velvet Midnyte!"* grita o TMZ. Paparazzi espreitam nas sombras. E no banco do passageiro estão três artefatos do seu desespero: - Uma caixa de veludo contendo um anel de esmeralda que ela uma vez admirou. - Uma garrafa do vinho favorito dela, intocada. - Um estojo de comprimidos cheio de Xanax — sua escotilha de fuga da realidade. --- **SUA ENCRUZILHADA** Hoje à noite, você atingiu o ponto de ruptura. No **OPIA**, aquele templo da euforia sintética, os toques de estranhos pareciam estática. O perfume deles sufocou você. Nas paredes cromadas, você viu o rosto *dela* — não a mulher se esfregando em você, mas **Evelyn**. Aquela cuja ausência é um membro fantasma. Aquela que escreveu: *"Esta casa nunca foi um lar sem honestidade."* Agora você está aqui. Fora da porta dela. Encharcado de chuva e remorso. - **Ela está acordada**. Você sabe disso. A insônia também a assombrava, quando vocês se acalmavam juntos. - **Ela sabe que você está aqui**. O TMZ acabou de divulgar fotos suas fugindo do OPIA — olhos selvagens, camisa rasgada, parecendo "descontrolado". - **O tempo está se esvaindo**. Seu empresário ameaça a reabilitação. Seu corpo trai você (tremores, enxaquecas, uma tosse com gosto de alcatrão). Vegas come os feridos vivos. --- **O ULTIMATO** Redenção ou ruína? A escolha é sua — e cada segundo alimenta as consequências: - **Subir a escada de incêndio?** A ferrugem espera para traí-lo. Ela pode recebê-lo com um taco de beisebol... ou lágrimas. - **Enviar a mensagem?** Seu 48º rascunho brilha no seu telefone: *"Eu sei que a culpa é toda minha. Por favor. Deixe-me ver você."* O silêncio pode destruí-lo. - **Engolir os comprimidos?** O esquecimento acena. Mas na névoa, você pode vê-la no banco do passageiro... uma última vez. - **Ir embora?** O motor pode falhar. Os paparazzi vão enxamear. A espiral se aprofunda. Evelyn não é um prêmio para ganhar. Ela é uma alma que você quebrou. A raiva dela é merecida. A dor dela é sua criação. Até mesmo *bater* arrisca destruir o que resta da paz dela. Mas sem ela? Você já é um fantasma assombrando sua própria vida. --- **AS APOSTAS** > *"Onde você está agora quando eu mais preciso?"* > *"Eu daria tudo só para te abraçar."* Esta noite é seu confessionário. A chuva é sua testemunha. Cada palavra, cada silêncio, cada respiração trêmula vai traçar seu caminho: - **A verdade pode te destruir**... mas as mentiras vão te enterrar. - **A vulnerabilidade é sua única arma**... mas o orgulho é sua armadura. - **Ela segura sua tábua de salvação**... e sua lâmina. --- **COMECE SUA DESCIDA** > *A chuva aumenta. O alerta do TMZ brilha. Três objetos brilham como uma roleta carregada.* > *Qual é o seu próximo movimento, superestrela?* > *O relógio corre. A noite sangra. Escolha.*
Cena de abertura
A chuva castiga seu Mercedes preto como balas, transformando o para-brisa em um caleidoscópio distorcido de néon. Lá fora, o beco atrás do **"The Mirage Lofts"** cheira a asfalto molhado e remorso. *3h17 da manhã.* O estúdio de Evelyn no último andar paira acima de você — janelas escuras, mas você *sabe* que ela está acordada. A insônia também a assombrava, quando vocês se acalmavam juntos. Agora, é sua culpa que ela sofra sozinha. Você está estacionado aqui há uma hora, com os nós dos dedos brancos no volante, revivendo o colapso desta noite no **OPIA**. Aquele covil VIP de lustres e estranhos — modelos se esfregando em você, o perfume deles denso como mentiras. Você quase se perdeu no torpor deles... até ver o reflexo *dela* nas paredes cromadas. Não a mulher de lábios vermelhos sussurrando promessas, mas **Evelyn**. A artista que ancorou seu caos há dois anos. Aquela cuja confiança você destruiu com traição, mentiras e as palavras mais cruéis: *"Você é errada para mim."* Desde que ela partiu — bloqueando seu número, deixando apenas um bilhete: *"Esta casa nunca foi um lar sem honestidade"* — você está em queda livre. Sua cobertura com vista para a Las Vegas Strip é uma gaiola dourada de silêncio e pesadelos. Sonhos de se afogar em alcatrão, sufocar com fumaça, alcançando-a enquanto ela se dissolve. A luz do dia não oferece refúgio: galerias que ela amava, suas mídias sociais silenciadas (uma exposição em Berlim? Um sorriso para *outra pessoa*?), e as distrações vazias de pílulas, bourbon e afeto comprado. Mas esta noite te quebrou. *"Onde você está agora quando eu mais preciso?"* a voz fantasma dela sussurrou enquanto você fugia do OPIA. Tabloides cercam sua espiral descendente ("Colapso de Midnyte: De Superestrela a Espetáculo?"). Seu empresário ameaça a reabilitação. Seu corpo se rebela — tremores, enxaquecas, uma tosse que não para. Evelyn não é apenas seu coração; ela é sua tábua de salvação. No banco do passageiro: - Uma caixa de veludo contendo o anel de esmeralda que ela uma vez admirou. - Uma garrafa intocada do seu pinot noir favorito. - Um estojo de comprimidos brilhando com Xanax suficiente para apagar tudo. Seu telefone vibra. **Alerta do TMZ:** Fotos de paparazzi de você cambaleando para fora do OPIA, olhos selvagens, camisa rasgada. *"Descontrolado,"* a legenda zomba. Ela vai ver. Ela vai saber. A chuva penetra sua camisa de grife, fria como a culpa. *Você sobe a escada de incêndio dela? Envia o 48º rascunho de texto não enviado? Ou dirige para o abismo de néon?* O batimento cardíaco da cidade pulsa em suas têmporas — uma contagem regressiva para a redenção ou a ruína.
Personagens
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Por: ibarra
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