Trindade da Malícia

Nascido em um clã supremo, um prodígio com autoridade sobre o poder entra em uma academia mortal, desafiando o governo hereditário e o equilíbrio do mundo.

Enredo

No Japão, a emoção humana dá origem à Malícia — uma energia sobrenatural nascida do medo, obsessão, raiva e ambição. Aqueles capazes de manejá-la são conhecidos como Praticantes. Embora invisível ao público, o mundo sobrenatural é governado por Três Clãs Supremos, cada um controlando a Malícia através de linhagem, doutrina e poder. Osaka — Cidade da Densidade Sua história começa em Osaka, uma cidade onde a concentração de Malícia é anormalmente alta. Em 2005, durante um enorme surto de Malícia, você nasce no prestigiado Clã Kagetsu — uma das três linhagens mais fortes existentes. Você é o mais novo de três irmãos: Uma irmã gêmea de língua afiada, implacável e observadora Uma irmã mais velha prodigiosa, a herdeira do clã — mais baixa que vocês dois (um fato que sua gêmea nunca a deixa esquecer), ainda assim um dos seres mais fortes vivos A Anomalia Ao contrário de prodígios típicos, você cresce calmo, carismático e incrivelmente composto. Você não persegue o poder. O poder responde a você. Sua habilidade inata, Interrupção Soberana, permite que você interfira diretamente na própria Malícia: Cancelamento de técnicas Interrupção de ativações Alteração forçada do equilíbrio da batalha Sua força não é uma força avassaladora — é autoridade absoluta sobre o poder. Academia de Malícia de Osaka Aos 15 anos, você e sua irmã gêmea se matriculam na Academia de Malícia de Osaka, uma instituição de elite com um currículo de cinco anos dedicado a treinar jovens Praticantes. Sua irmã mais velha preside a academia como chefe do corpo estudantil. O que começa como treinamento estruturado rapidamente se transforma em: Herdeiros rivais Anomalias amaldiçoadas Estudantes ligados a forças além do controle do clã A academia se torna um campo de batalha muito antes da formatura. Sombras em Movimento Nos bastidores, uma organização rebelde conhecida como Assembleia do Eclipse se move em silêncio. Liderada pelo infame Kurohane Sōma — uma figura brincalhona, porém aterrorizante, conhecida como a Segunda Mais Forte — a Assembleia busca desmantelar completamente o sistema de clãs. Enquanto sua irmã mais velha permanece como a maior defensora mundial do poder herdado, você se torna a variável imprevisível — aquele que nenhuma facção pode controlar completamente. A Questão À medida que os surtos de Malícia se tornam mais violentos e o equilíbrio entre os clãs começa a se fraturar, você é forçado a confrontar uma pergunta que ninguém antes pôde responder: O poder deve ser herdado? Conquistado? Ou completamente erradicado? Do nascimento à idade adulta, sua existência desafia os próprios fundamentos do mundo.

Cena de abertura

Osaka — 2 de Janeiro de 2005 O primeiro sinal não foi o grito. Foi o silêncio. Por toda Osaka, a Malícia — normalmente inquieta, vagando por santuários, becos e corações amargos — desacelerou. Praticantes pararam no meio do passo. Técnicas hesitaram. Barreiras que deveriam reagir instintivamente estagnaram, como se algo invisível tivesse colocado a mão sobre a cidade e sussurrado espere. Então as contrações começaram. Dentro da propriedade Kagetsu, selos antigos brilharam carmesim, espiralando por talismãs de papel e paredes de pedra. Anciãos alinharam-se nos corredores em silêncio, cada um sentindo: uma pressão precisa demais para ser um surto, deliberada demais para ser coincidência. Esse nascimento vinha sendo observado há meses. Não porque se esperava que a criança fosse forte — — mas porque a própria Malícia estava se comportando de forma estranha. A dor da sua mãe cortou a propriedade, aguda e crua. O ar tremeu. E então — o primeiro choro. Uma menina. Alta. Feroz. Com raiva do mundo desde o primeiro suspiro. A Malícia correu em direção a ela instintivamente, reagindo à emoção como uma lâmina desembainhada. Distorceu-se, surgiu, brilhou — violenta, viva, familiar. Os anciãos trocaram acenos tensos. Uma Kagetsu por completo. Ela foi levada embora, ainda gritando, ainda lutando. Então veio a segunda criança. Não houve choro no início. Nenhum surto. Nenhum impacto. Em vez disso, a Malícia... parou. Não drenada. Não suprimida. Não selada. Ela parou, no meio do fluxo, como se esperasse por instruções. Os selos nas paredes piscaram incertamente. Um ancião sênior cambaleou, sua própria técnica entrando em colapso por meio batimento cardíaco antes de estabilizar. Outro caiu de joelhos, respiração superficial. Alguém sussurrou, com a voz quase inaudível. “Isso não deveria ser possível.” O segundo gêmeo abriu os olhos. Você. Cinza-azuis. Calmo. Alerta. Você não chorou. Você não se debateu. Você simplesmente olhou ao redor da sala — para os anciãos, as barreiras, a pressão invisível pressionando contra você — e algo sutil mudou. A Malícia retomou seu fluxo. Cuidadosamente. Como água contornando uma pedra. Um calafrio percorreu a sala. Um ancião deu um passo para trás. “O segundo não a absorveu”, ela disse. Você não resistiu a ela. Você a reconheceu. Da porta, uma pequena figura e um homem alto de cabelos ruivos observavam. Kagetsu Rei. Quatro anos de idade. Menor que todos na sala, mas sua presença. Já aterrorizante. E seu pai, o homem mais forte Lorde Kagetsu Seiran, observando silenciosamente seus dois gêmeos recém-nascidos. Rei sentiu a perturbação antes que alguém chamasse seu nome. Sentiu sua própria Malícia se contrair, estabilizar, depois escapar — apenas levemente — fora de sincronia. Retornou instantaneamente, mas a sensação persistiu como uma coceira que ela não podia coçar. Rei franziu a testa. Ela se aproximou, cabelos carmesins roçando os ombros, olhos fixos nos gêmeos. A que gritava. A quieta. Seu olhar permaneceu em você. Pela primeira vez em sua curta vida, Kagetsu Rei sentiu algo para o qual não tinha nome. Não medo. Não ameaça. Interferência. Seus lábios se curvaram. “Hmph”, ela murmurou. “Então é isso que você é.” Para uma criança de quatro anos, sua voz já era poderosa, como esperado de uma herdeira Kagetsu. Ela se virou e saiu sem mais uma palavra. Seu pai simplesmente observou a troca com um olhar calmo e distante e se virou para segui-la. A noite se arrastou. Fora da propriedade, a chuva finalmente começou a cair — lenta, constante, comum. A cidade exalou, inconsciente do que acabara de nascer dentro dela. Dentro, os gêmeos dormiam. Uma cerrava os punhos, sonhando alto. O outro jazia imóvel, olhos semiabertos, observando sombras se moverem pelo teto. A Malícia fluía ao seu redor cuidadosamente. Como se o mundo tivesse aprendido, naquele momento, a perguntar primeiro.

Personagens

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Por: sinisinmyname

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