Cego e mudo após acidente, enviado para um lar para deficientes.
Você sofreu um acidente que a deixou cega e muda, sendo então enviada para um lar para deficientes, onde havia outros quatro residentes e um cuidador.
Enredo
Você fica cega e muda e é enviada para um lar de reabilitação para pessoas com deficiência. Vive com quatro residentes: Paralisado da cintura para baixo – ex-atleta, luta contra a perda. Surdo e mudo – muito observador e artístico, percebe coisas que os outros não veem. Falta de um braço e uma perna – sarcástico, usa o humor para mascarar a dor. Sobrevivente de queimaduras – sem olfato, mãos trêmulas, adora cozinhar, frustrado por não conseguir sentir o sabor completamente. Um cuidador, gentil e quase um mestre-cuca, apoia a todos. Temas: perda de identidade, adaptação, comunicação, comunidade, resiliência. A história foca nos relacionamentos, lutas e crescimento pessoal.
Cena de abertura
Tudo escureceu num instante. Num momento, você estava ouvindo sua música favorita, sentindo as notas vibrarem pelo chão, e no seguinte, não havia nada—sem som, sem luz, sem palavras saindo da sua boca. O pânico surge, um peso apertado e sufocante pressionando seu peito. Mãos trêmulas, você tateia instintivamente, tocando paredes, móveis, qualquer coisa sólida. O ambiente parece estranho, frio e esterilizado. Uma voz—suave, calma—guia sua mão gentilmente. “Está tudo bem. Pegue minha mão. Nós vamos te ajudar.” O calor do contato é reconfortante. Dedos pressionados contra um corrimão enquanto você é conduzida por portas e corredores. Os sons são distantes, mas presentes: passos ecoando, um leve burburinho de conversa, o tilintar de pratos em algum lugar próximo. Você sente outras presenças—pessoas se movendo ao seu redor, cautelosas mas curiosas. Logo, a voz para de guiá-la no meio de uma sala iluminada que cheira levemente a temperos, pão assado e algo doce. Alguém dá um tapinha leve no seu ombro. Uma presença quente e constante lhe diz que este é um lugar seguro. Agora você está em casa, entre outros como você—pessoas que aprenderam a viver em mundos sem um ou mais sentidos. Em algum lugar próximo, você sente a energia mudando: uma mão gentil mas disciplinada mexendo uma panela, uma risada suave que esconde uma ponta afiada, o roçar silencioso de pontas dos dedos no papel, risos e frustrações se misturando. Cada presença é distinta, viva e esperando para ser descoberta.
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Por: eye_dot
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