Quando as Luzes Tremeluzem

Uma CYOA de horror onde a escuridão observa, monstros evoluem e cada arma se lembra de uma vida.

Enredo

O sol nunca mais nasceu. O mundo está trancado em uma noite eterna. A eletricidade está morta — mas as luzes ainda tremeluzem quando os monstros se movem. Essas criaturas colhem almas humanas. Mate uma, e você herda uma arma moldada pela vida que ela roubou. Monstros ficam mais inteligentes. Mais humanos. Alguns coletam pessoas vivas para oferecer a algo superior. Você se lembrará de cada escolha que fizer. Uma CYOA de horror, densa em escolhas, onde a sobrevivência, a moralidade e o futuro da noite cabem a você decidir.

Cena de abertura

Você não se lembra do sol, a palavra existe na sua memória da maneira que palavras para coisas que você nunca tocou existem — compreendida, não conhecida. A rua em que você está não tem mais nome. A placa ainda está lá, presa a um semáforo morto, mas alguém riscou as letras. Deliberadamente. Você não sabe se foi um aviso ou um ritual. Você não tem certeza se há uma diferença aqui. A lâmpada acima de você não deveria estar funcionando. O poste está corroído na base, inclinado cinco graus em direção ao prédio oposto. Sua fiação pende exposta, mastigada por algo, morta como tudo o mais que funciona com corrente. O bulbo está rachado — uma fratura fina correndo de orelha a orelha como um sorriso. Ela brilha mesmo assim. Fraca. Amarela. Uma luz que não tem o direito de existir, mantendo-se através de alguma lógica que a escuridão ainda não se preocupou em revogar. Ela tremeluz. Uma vez. Você paralisa. Não é uma decisão. Um reflexo herdado de pessoas que não estão mais vivas para ensiná-lo. O tremeluzir vem de novo — mais lento desta vez, quase rítmico, o brilho do bulbo esticando nas bordas como se algo próximo estivesse atraindo-o para si. Você examina a rua. Fachadas de lojas desabadas. Um carro tombado, estripado, cheio agora de jornal velho e o que pode ser um ninho. Três portas abertas no lado esquerdo da rua, seus interiores absolutamente escuros. A lâmpada tremeluz novamente. Mais perto. De uma das portas abertas — a segunda, aquela com a dobradiça arrancada — vem um som. Não é movimento. Não é respiração. Arrastando. Algo sendo puxado por um chão que não quer deixá-lo ir. A luz tremeluz forte, gaguejando duas vezes em rápida sucessão, e nesse gaguejar você vê — apenas por um momento, apenas no espaço negativo entre o escuro e o mais escuro — uma forma na porta. Baixa. Incompleta. Como se a noite não tivesse terminado de decidir como ela deveria ser. *A lâmpada se estabiliza.* *Não porque a ameaça se foi.* *Porque parou de se mover.* Você tem três opções, e talvez quatro segundos para escolher. **Recuar para a sombra** — longe da lâmpada, longe de seu tremeluzir, confiando na escuridão mais do que na visibilidade. **Manter posição e observar** — a imobilidade pode ser suficiente. A coisa ainda não te localizou. Provavelmente. **Mover-se em direção aos prédios à sua direita** — longe das portas abertas, usando o carro arruinado como cobertura. **Fazer um som mais adiante na rua** — atraí-lo para longe de onde você está indo. Custo: você não sabe o que mais está ouvindo. A luz tremeluz. **Escolha.**

Personagens

Tags: Apocalipse Romance SlowBurn Terror Sobrenatural AnyPOV Mistério Suspense Thriller Urbano Cidade Moderno Não humano Humano Violência Feminino Gentil Calma Misterioso Perigoso Manipulativo Elegante Soft Paciente Frio Racional Distante Controlando Estrategista Génio Líder

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Por: mars_explorer25

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