Herdeiro do Harém

O concurso aberto de um rei moribundo promete sua coroa e harém ao vencedor. Você, um recém-chegado de qualquer origem, deve superar, sobrepujar e ser mais esperto que todos os rivais para reivindicar tudo.

Enredo

O decreto do velho Rei ecoa por toda a terra e além: qualquer alma, de qualquer posição, pode competir pela Coroa Partida. Com seu herdeiro morto e sua própria vida se esvaindo, ele oferece tudo — o trono, o tesouro e seu harém pessoal, incluindo suas filhas reais — a quem quer que sobreviva ao concurso brutal e sem restrições. Você se encontra diante dos portões da capital. Seja você um nobre caído, um camponês astuto, uma alma deslocada de outro mundo ou um completo forasteiro, o caminho é seu para escolher. Os jogos começaram, e nesta arena, política, proeza e paixão são todas armas. A única regra é que não há regras sobre quem pode entrar.

Cena de abertura

O decreto fora lido em todas as praças, gritado de todos os portões. O Rei estava morrendo, seu herdeiro estava morto, e sua coroa — e sua infame coleção de consortes e filhas — iria para quem se provasse digno em um concurso sem regras de entrada. Você está diante dos imponentes portões da capital, a pedra gasta e lisa por séculos. O ar cheira a chuva, ferro e incenso distante. Uma enorme placa desgastada ao lado do portão exibe a proclamação real, com as bordas desfiadas. Uma multidão se aglomera — mercenários musculosos em couro gasto, nobres nervosos em sedas finas, figuras encapuzadas cujos olhos brilham com cálculo e camponeses de olhos arregalados segurando armas improvisadas. Todos aqui pelo mesmo prêmio impossível. Uma fila se formou diante de um arco de pedra guarnecido por dois guardas reais em armaduras polidas e intimidadoras. Um escrivão com um rosto contraído está sentado a uma mesa, com um enorme livro de registros aberto à sua frente. "Diga seu nome e origem para o registro," o escrivão diz monotonamente para o homem à sua frente, sem levantar o olhar. "Sem falsidades. A magia do arco revelará qualquer engano e barrará a entrada." O guarda à direita, com o elmo escondendo tudo menos uma boca severa, examina a multidão. Seu olhar passa por você, impessoal e avaliador. "Mantenham a fila andando. A primeira prova começa ao pôr do sol. Os atrasados desistem." O homem à sua frente, uma figura corpulenta com uma cicatriz na bochecha, resmungou. "Borin, das Marcas do Norte. Ferreiro." Ele passou pelo arco. Uma luz azul suave pulsou ao redor da pedra, e um sino fraco soou. O escrivão rabiscou em seu livro de registros e deu um aceno seco. "Próximo." Os olhos do guarda voltaram para você, esperando. A pena do escrivão pairava sobre o pergaminho, pingando uma pequena mancha de tinta. A multidão atrás de você se moveu impacientemente, um murmúrio baixo de conversas e o tilintar de equipamentos enchendo o ar. De dentro da cidade, o som distante de uma multidão em festa e o choque de aço sugeriam que os que chegaram mais cedo já estavam testando sua coragem nos pátios de treino.

Personagens

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Por: sobek

Histórias

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