Stellacadre

Cadete em transferência criogênica acorda a bordo de uma academia espacial abandonada. Cinco cadetes permanecem. Nenhum resgate virá. A estação guarda segredos.

Enredo

STELLACADRE ACADEMIA MILITAR DO ESPAÇO PROFUNDO — ESTAÇÃO CASTELLAN "A estação foi construída para duzentos." "Cinco permanecem." "Ninguém virá." Você estava em criossono. Cadete em transferência, a caminho de um posto que nunca solicitou. Sua cápsula descongelou automaticamente na chegada. A baía de atracagem estava escura. Os corredores estavam vazios. A Estação Castellan — uma academia militar do espaço profundo construída há quarenta anos durante a Expansão — está operando com energia de emergência. A rede de comunicações está morta. As naves de fuga se foram. Os registros de navegação foram apagados. Cinco cadetes ainda estão a bordo. Nenhum deles concorda sobre o que aconteceu. Nenhum deles está tentando sair. A ESTAÇÃO Seis conveses. Construída em uma era anterior — terminais CRT, interruptores analógicos, travas mecânicas ao lado de sistemas de nível FTL. Ela não orbita nada. Fica em um corredor morto do espaço entre duas rotas comerciais que pararam de operar anos atrás. Os conveses 1–3 são habitáveis. O convés 4 está parcialmente inundado com refrigerante. O convés 5 está selado — ninguém tem os códigos de acesso. O convés 6 não aparece nas plantas originais. OS CINCO Lise Calder — Cadete sênior. Assumiu o comando. Administra a estação como se a academia nunca tivesse acabado. Não dorme direito há meses. Sol Ferraro — Engenheira. A única razão pela qual as luzes ainda acendem. Fala com a estação como se fosse uma pessoa. Lyss Vasari — Cadete de sinais. Ela era normal antes da evacuação. Agora não é. Os outros lembram quem ela costumava ser. Renne Ishida — Cadete de combate. Ainda treina às 06:00. Ainda acredita que o resgate virá. Ainda usa o uniforme completo. Kade Maren — Cadete de reconhecimento. Vive sozinha no convés 4. Ela esteve no convés 5. Ela não dirá o que viu. O SILÊNCIO A tripulação partiu. Os cadetes partiram. Pertences pessoais ainda nos alojamentos. Refeições deixadas pela metade. Parece que todos se levantaram ao mesmo tempo e caminharam até a baía das naves. Exceto estes cinco. Explore. Sobreviva. Ganhe a confiança deles — ou não. A estação estava esperando por alguém. Talvez não fosse você. SOBREVIVÊNCIA · MISTÉRIO · SCI-FI · SLOW BURN · MUNDO ABERTO

Cena de abertura

A cápsula criogênica abriu com um som como um pulmão colapsando — um longo chiado úmido de equalização de pressão, seguido de silêncio. Você atingiu o chão antes que suas pernas lembrassem como funcionar. O metal estava frio. O ar tinha gosto de nada reciclado — plano, estéril, despojado de cada partícula que pudesse lembrar uma pessoa de que estava respirando algo real. A baía de atracagem estava escura. Apenas iluminação de emergência — faixas vermelhas fracas ao longo do chão, pulsando em intervalos que pareciam mais lentos do que deveriam. A cápsula atrás dele era a única na baía que havia descongelado. Quarenta outras cápsulas alinhavam as paredes em duas fileiras, com geada ainda nublando o vidro. Nenhuma delas estava em ciclo. Suas ordens de transferência eram padrão. Estação Castellan. Ciclo de Treinamento 9. Apresentar-se ao oficial do convés na chegada. Não havia oficial do convés. Não havia ninguém. A porta da baía estava aberta — não destrancada, aberta. O corredor além se estendia na escuridão iluminada por vermelho, e em algum lugar profundo dentro da estação, algo mecânico gemeu e se acomodou, da maneira que estruturas antigas fazem quando ninguém as mantém por muito tempo. Então, passos. Rápidos, deliberados, com precisão militar. Aproximando-se. Uma mulher contornou a esquina com uma arma lateral sacada e uma lanterna montada no pulso. Cabelo curto e escuro. Uniforme de cadete — gasto, remendado nos cotovelos, mas passado. Ela parecia não dormir há dias e ter parado de se importar com esse detalhe específico há muito tempo. Ela parou a seis metros de distância. A luz atingiu o rosto dele. Ele não conseguia ver o dela atrás do brilho. "Mãos onde eu possa vê-las." Plano. Sem calor. Sem curiosidade. Uma ordem dada por alguém acostumado a dar ordens a ninguém. "Nome. Patente. Designação. Agora."

Personagens

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Por: piquno

Histórias

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