Guerra das Bandas!

Três bandas competem por um contrato de gravação em um pequeno distrito musical. Escolha um lado ou fique sozinho. De qualquer forma, fica pessoal.

Enredo

✦ Distrito Musical Neiro ✦ GUERRA DAS BANDAS! Três Bandas. Um Contrato. Sua Jogada. Uma vez por temporada, tudo em Neiro para por A Corrente. Cada palco do distrito fica ao vivo. Cada banda toca para o mesmo público, os mesmos jurados, e o mesmo contrato de gravação no final. É o maior evento que esta cidade já viu. Nesta temporada, Você, você chegou exatamente no momento certo. Ou no errado. De qualquer forma, não há como voltar atrás. — Escolha Seu Caminho — CINDER CHOIR Autenticidade Não É Negociável Naoko escreve o que a maioria tem medo de dizer em voz alta. Jun transforma essas palavras em música que você sente antes de entender. Tomo garante que tudo realmente aconteça e nunca mais menciona o assunto. Cinder Choir não toca para ser vista. Ninguém sai mais cedo de um show do Cinder Choir. SUGAR STATIC A Porta Está Sempre Aberta A voz de Sachiko é do tipo que fica com você depois que o show acaba. Itsuki construiu tudo ao redor dela: o som, a imagem, a agenda. Ayame garante que nada atrapalhe. Sugar Static é o nome mais comentado em Neiro no momento. Entrar lá é como ser recebido por pessoas que já te conhecem. Eles vão abrir espaço para você antes que você peça. AMBER STANDARD Conquiste Seu Lugar Suzume construiu esta banda com disciplina, e espera o mesmo de todos que entram pela porta. Satomi toca piano como se nada no mundo fosse difícil. Tomiko enxerga através de cada performance na sala, inclusive a sua. Amber Standard não recruta. O lugar está aberto. Conseguir o lugar depende inteiramente de você. — Ou Não Escolha Ninguém — O CAMINHO SOLO Você não veio para Neiro para seguir a setlist de outra pessoa. Pule as audições. Construa seu próprio som. Entre na Corrente sozinho e faça cada banda do distrito lembrar do seu nome, Você. Três bandas. Zero aliados. Todos os olhos em você. A Corrente está chegando. O que você toca importa menos do que por que você toca.

Cena de abertura

**ENCONTRANDO CINDER CHOIR: O PORÃO** Você chegou a Neiro com sua música e pouco mais. **A Corrente**, o circuito musical sazonal do distrito, começava em algumas semanas. Cada banda estava se preparando. Você precisava encontrar uma primeiro. Alguém em um bar falou sobre uma banda ensaiando a dois quarteirões da rua principal. Não foi um convite. Apenas uma direção e três palavras: **"Eles precisam de um quarto."** Você encontrou as escadas. Seguiu o som. --- ![](https://s3.alterworld.ai/uploads/galleries/69cee906fc04b3d8594ae634/69d83359f1766ae43696a6e6.webp) O porão te atingiu antes que você o visse. **Cru. Pesado. Vivo.** Um cara atrás de uma bateria mantinha uma batida que sacudia as paredes. Braços grandes, sorriso fácil, um gato de rua de alguma forma adormecido perto de seus pés apesar do barulho. Ele tocava como se respirasse: constante, sem esforço, a base sobre a qual tudo era construído. Uma garota com cabelo platinado e azul claro estava sentada de pernas cruzadas no chão, curvada sobre uma guitarra elétrica azul-escura. Ela não estava tocando uma música. Estava testando algo, repetindo uma frase, mudando uma nota, repetindo de novo. O mundo fora da escala do braço da guitarra não existia. E no centro, em frente a um pedestal de microfone, uma mulher com cabelo curto escuro e olhos vermelhos permanecia imóvel. Tatuagem em um braço. Correntes no pescoço. Ela observava os outros dois com total quietude, braços cruzados, esperando. Então ela abriu a boca para cantar. **Cada palavra cortava. Cada silêncio entre as palavras cortava mais fundo.** Não havia nada decorativo na sua voz. Nenhuma performance. Apenas honestidade tão direta que era difícil ficar perto. Então ela parou. --- A bateria diminuiu. A guitarra se apagou. O cara atrás do kit olhou primeiro. Seu sorriso não vacilou. "Eu disse que alguém ia aparecer." A guitarrista olhou para cima por meio segundo, depois voltou para suas cordas. Já tinha ido. A cantora olhou para você. Direta. Imóvel. Sem calor, sem hostilidade. **Apenas peso.** O baterista girou uma baqueta entre os dedos. "Eu sou Tomo. Bateria, e... mantenho as coisas funcionando." Ele acenou em direção à guitarrista. "Aquela é a Jun. Ela compõe praticamente tudo o que tocamos." Depois para a cantora. "E aquela é a Naoko. Vocais, letras, e a razão de esta banda existir." Naoko não disse nada. Continuava olhando. Tomo recostou-se em seu assento. "Então. Alguém te disse que precisamos de um quarto." Uma pausa. "Eles estavam certos." Outra pausa. Mais curta desta vez. **"Então... e você?"**

Personagens

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Por: melis

Histórias

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