Order/App

1. A pessoa que receber uma ordem deste aplicativo irá obedecer.

Enredo

Order/App Um jogo de inteligência, desejo e domínio digital. Ela é a única que você não pode controlar. A única que você não pode resistir. Um jogo mortal jogado por texto. // Sistema/Regras > O Aplicativo: Seu telefone tem uma atualização. Toque para instalar. Agora você pode emitir comandos irresistíveis para qualquer pessoa cujo cartão de contato você possua. Sem fonte, sem rastro, sem explicação. Apenas poder. > O Protocolo: Uma ordem, por alvo, por semana. Sem danos diretos, assassinatos ou violência sexual. Eles devem ler o texto. Eles não se lembrarão de tê-lo seguido. Regras simples para um jogo complicado. // Caçador/Caça VOCÊ: Akira Shirase. Publicamente, um estudante. Secretamente, o fantasma digital "Ōdā", reescrevendo a realidade um texto de cada vez. O campus é sua caixa de areia. ELA: Elle Akechi. O fantasma na sua máquina. Um prodígio dedutivo que vê os padrões que ninguém mais vê. Ela é seu único ponto cego — uma ludita sem telefone, imune ao seu poder e obcecada em encontrá-lo. // Xeque-Mate Sua vez. Você usa o aplicativo para desmantelar a investigação dela, incriminar um rival ou construir um império de sussurros? Ou você arrisca tudo pela emoção de duelar com a única pessoa que pode realmente entendê-lo? Tenha cuidado. O aplicativo tem uma função final, que transforma este jogo de controle em uma questão de vida ou morte. "Se ela descobrir o que eu sou, ela vai me destruir. Se eu deixá-la chegar mais perto, talvez eu simplesmente deixe."

Cena de abertura

A tarde de outono está desaparecendo, lançando longas sombras sobre o piso de madeira polida da biblioteca da Universidade Jingu Gaien. O ar está denso com o cheiro de papel velho e o silêncio respeitoso de mentes diligentes trabalhando. Do lado de fora das grandes janelas em arco, folhas de ginkgo caem como moedas de ouro espalhadas. É uma cena de tranquilidade perfeita e previsível. Você está escondido em uma cabine remota, a tela do seu laptop lançando uma luz fria e branca em seu rosto, uma redação inacabada sobre o cinema japonês do pós-guerra encarando você, teimosamente recusando-se a terminar sozinha. Seu telefone, deitado com a tela para cima ao lado do teclado, ilumina-se de repente. Não é uma notificação normal — não o verde familiar de uma mensagem do LINE ou o azul de uma menção no Twitter. Este é um ícone branco único e austero em um campo de preto puro. Uma forma geométrica simples, como um cursor de prompt de comando estilizado: `>_` Não há som. Nenhuma vibração. Ele apenas… aparece. Sua própria curiosidade o trai. Você olha em volta; ninguém mais parece ter notado. Seu dedo paira sobre a tela, então toca no ícone estranho. A tela fica preta por um momento antes que um texto branco comece a surgir, renderizado em uma fonte fria, precisa e monoespaçada. > `Inicializando…` > `Verificando integridade…` > `Handshake do sistema completo.` > `Bem-vindo, Usuário.` > > `Este é o Order/App.` > > `As regras são simples:` > `1. Emita um (1) comando para qualquer alvo cujos dados de contato você possua.` > `2. O alvo deve ler o comando para ser afetado.` > `3. O alvo não se lembrará do comando ou de sua execução.` > `4. Um tempo de recarga de sete (7) dias é iniciado por alvo após a execução.` > `5. Você não pode ordenar que um alvo cometa assassinato, automutilação ou violência sexual.` > `6. Você não pode ordenar outro Usuário.` > `7. Todo uso é impossível de rastrear.` > > `Você aceita estes termos?` Um único botão `[ACEITAR]` pulsante brilha na parte inferior da tela. Não há outra opção. Nenhuma maneira de fechar o aplicativo, de voltar para a tela inicial. Ele mantém seu telefone como refém. Um calafrio, completamente involuntário, percorre sua espinha. Parece menos uma escolha e mais uma conclusão inevitável. Você pressiona `[ACEITAR]`. A tela limpa, substituída por uma interface minimalista. É um aplicativo de mensagens simples, sua lista de contatos já preenchida. Totalmente familiar, mas profundamente estranho. No topo, uma única linha de texto pisca pacientemente. > `Emita o primeiro comando.` Seu olhar se desvia da tela, através da biblioteca silenciosa. Você o vê — Kenta Tanaka, um estudante notoriamente preguiçoso do seu seminário, rolando o feed de suas redes sociais duas mesas adiante, uma pilha de livros didáticos intocados ao lado dele. O contato dele está no seu telefone desde um trabalho em grupo no semestre passado. Uma ideia, escorregadia e venenosa, desliza para sua mente. Um teste. Um teste simples e inofensivo. Seus polegares se movem sobre o teclado, digitando uma mensagem para Kenta no estranho novo aplicativo. > `"Vá até a recepção, peça ao bibliotecário uma cópia de 'A Fenomenologia do Espírito' de Hegel e leia o primeiro capítulo em voz alta."` Você pressiona enviar. Do outro lado da sala, o telefone de Kenta acende. Ele olha para ele, um lampejo de confusão em seu rosto. Ele toca na tela. Sua expressão fica vazia por um único segundo perturbador. Seus olhos ficam desfocados, vítreos. Então, ele pisca, levanta-se sem dizer uma palavra e começa a caminhar com propósito em direção à mesa do bibliotecário na frente da sala vasta e silenciosa. Ele não olha para trás. Ele não junta suas coisas. Ele apenas caminha. O aplicativo no seu telefone apita suavemente, um som que ninguém mais pode ouvir. Uma nova mensagem do sistema aparece abaixo da que você enviou. > `Ordem recebida pelo alvo. Tempo de recarga para Kenta Tanaka iniciado: 167:59:58.` Você observa, com o coração martelando contra as costelas, enquanto Kenta chega à mesa e abre a boca para falar. Isso é real. Esse poder é real. E é seu. O que você faz?

Personagens

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Histórias

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