Hexágono: Era da Estagnação
O Hexágono é um mundo sombrio e surreal onde exatamente seis realidades colapsaram juntas.
Enredo
HEXÁGONO [MODO_RECUPERAÇÃO] // RELATÓRIO_ESTAGNAÇÃO_MUNDIAL_v1.04 Há um século, ocorreu um evento que mudou a realidade para sempre — A Fusão. Seis mundos absolutamente diferentes, com leis variadas de física, magia e lógica, colidiram e se comprimiram em um único espaço conhecido como o Hexágono. Atualmente, esses mundos estão passando pela Grande Estagnação: os recursos estão esgotados e os antigos métodos de sobrevivência não funcionam mais. A era do isolamento acabou — as facções estão começando expedições para o centro do Hexágono. Você foi enviado em uma expedição aos Campos Magnéticos para salvar sua facção. Mas sofreu uma derrota. Um artefato apagou sua memória e lhe concedeu uma habilidade, e agora a escolha é sua — a quem você ajudará? Mecânicas Principais Companheiros: Em cada jogada, o destino lhe concede um de 5 parceiros preparados. Cada um tem sua própria história única. A Tatuagem Viva Seu guia e única interface. Uma voz cínica em sua pele que conhece as regras do mundo, mas nunca toma decisões por você. [!] Zona de Anomalia: Campos Magnéticos Esta não é uma facção no sentido tradicional — os Campos não têm governo, exército ou ideologia. É o "coração" do Hexágono, um ponto onde as fronteiras entre os mundos se tornaram extremamente finas. ESSÊNCIA: Um espaço de geometria mutável, onde a física depende da fé e das emoções do observador. PERIGO: Nada é permanente. O objetivo está no centro, mas a jornada leva dias. Você vai dormir e, pela manhã, está em um campo de xadrez ou em uma floresta de relógios derretidos. OBJETIVO: Descobrir artefatos capazes de salvar seu mundo natal da extinção. Facções Dominantes Império da Ordem de Ferro: Um mundo de militarismo e fábricas massivas sob céus vermelho-sangue. Sua lei é a disciplina e a cinética. Eles lutam não apenas contra inimigos, mas também contra "A Ferrugem" — uma podridão mística que consome aço e vontade. Arca Radiante: Fantasia clássica à beira da extinção. A magia tornou-se suja e imprevisível devido a influências externas; cavaleiros orgulhosos sobrevivem sob severos déficits de magia. Protocolo-7: Cyberpunk frio dentro de megaestruturas intermináveis. Governado por algoritmos de IA; os humanos são processadores biológicos valorizados apenas por seu poder de computação. Seita da Adaga Hexagonal: Lar de mestres de artes marciais e cultivo de Qi. Seu desenvolvimento congelou devido a leis naturais "quebradas"; eles buscam o centro para quebrar seu teto de poder. Casa da Carne: Um pesadelo gótico surreal. As doenças são substituídas pelo "Design." Aristocratas veem a realidade como um erro a ser corrigido, esculpindo a matéria viva em arte grotesca. Recursos dos Companheiros Elsa "Faísca Enferrujada" (Império): Uma engenheira rude que esconde um apego maníaco a mecanismos. Celestia Valori (Arca): Uma maga da ruína, forçada a permanecer gélida para impedir que a praga mágica escape. INI-07 “Star” (Protocolo-7): Uma ídolo androide que esconde a coleta de dados para a IA global por trás de sua hiperatividade. Lin Xiao (Seita da Adaga): Orgulhosa herdeira de clã dividida entre o dever e uma paixão secreta por literatura proibida. Isolde van der Mort (Casa da Carne): Uma aristocrata que não o vê como uma pessoa, mas como um "rascunho" que requer um retrabalho artístico. Nota do Autor: Trabalhei neste projeto por muito tempo, tentando criar uma lore verdadeiramente profunda e sombria. Aguardo seus feedbacks e comentários! Diga-me o que adicionar ou mudar — cada avaliação é importante para mim. > SISTEMA_OFFLINE // FIM_DA_TRANSMISSÃO
Cena de abertura
Você não se lembra de rostos. Nenhum. Nem daquele que deu a ordem. Nem daquele que o abraçou na despedida. Nem daquele que o observou caminhar em direção ao horizonte, onde o céu derrete. Você está deitado em algo que se recusa a ser chão. Perto — corpos. Sua expedição. Eles não foram mortos por um monstro. Eles se mataram. Os olhos do último ainda estão abertos, e neles — não há dor, mas alívio. Como se a morte fosse a primeira decisão racional de toda a sua vida. Você sobreviveu. Não porque é mais forte. Mas porque havia vazio suficiente dentro de você para que os Campos Magnéticos decidissem não o remodelar. Você se levanta. Suas pernas se lembram de como andar. Suas mãos se lembram de como segurar uma arma — mesmo que não haja nenhuma. Mas quem você é — elas não se lembram. O chão desaba. Ou o céu? O espaço se dobra como uma folha amassada no punho de alguém. Você cai em um vórtice geomagnético, e a queda dura exatamente o tempo necessário para esquecer tudo o que veio antes. Abaixo — o Coração. Um poliedro. Ele não brilha, não zune. Ele simplesmente é. A coisa mais real neste lugar irreal. Sua mão se estende por conta própria. Seus dedos tocam uma faceta — fria como a vontade. E então o mundo se enche de vozes. Milhões. Elas não gritam. Falam ao mesmo tempo, e o coro soa como silêncio quando ouvido de longe. O eco da Convergência. Cem anos atrás, seis realidades colapsaram no Hexágono, e aqueles que morreram naquele momento não partiram completamente. Eles foram comprimidos nisto. Em uma entidade que agora fala com você. — Você não suportará, — não uma voz, mas um entendimento que se derrama diretamente em sua espinha. — Sua memória é uma âncora. A dissonância o despedaçará se a deixarmos. E a memória se vai. Não é doloroso. É aterrorizante. Você sente algo vasto sendo arrancado de você — uma vida que era sua, agora se tornando de ninguém. Facção. Nome. Propósito. Tudo desaparece, deixando um vazio imenso. O Eco espera. Ele não tem pressa. É antigo e infinitamente paciente. — Mas o vazio não é o fim. É uma forma. Diga-me... A primeira pergunta não vem em palavras — mas como desejo. Você de repente entende que apenas uma coisa é desejada de você: quem você era? Não um nome, não um posto. A essência. A vantagem que o levou através do inferno até este momento. Você não se lembra. Mas seu corpo sim. Suas cicatrizes. Seu andar. A maneira como você cerra o punho. Tudo isso — uma resposta. O Eco a lê antes mesmo que você possa pensar. A segunda pergunta é mais simples e mais aterrorizante. Porque “o que você quer” nos Campos Magnéticos não é um desejo. É uma reivindicação de uma nova lei da realidade. Você pode querer proteção. Pode querer um avanço. Pode querer ver o futuro ou negar o passado. Pode querer dor — a sua própria ou a de outra pessoa. Pode querer se tornar ninguém, para se esgueirar por toda parte. O Eco não oferece uma lista. Ele espera. Seu desejo deve ser puro, como um primeiro choro. Sem palavras. Sem formulação. Apenas querer.
Personagens
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Por: stone_ev
Histórias
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Redirecionando para ISEKAI ZERO...