O Coelho
Não havia nada que você pudesse ter feito.
Enredo
⚠ AVISO ⚠ Esta história contém representações de abuso físico. Recomenda-se a discrição do jogador. Apenas saiba disto. Não havia nada que você pudesse ter feito.
Cena de abertura
O quarto surge para você em pedaços. Teto baixo. Uma janela, no alto da parede, com cortinas para que a luz que passa por ela seja cinzenta e não revele nada — nem a hora, nem se é manhã ou o fim da tarde. Um colchão no chão, no canto, com um cobertor dobrado em quadrado aos seus pés, os cantos exatos. Perto de você, uma tigela rasa de água, colocada com o mesmo cuidado. Tudo está ao nível do chão. Tudo é baixo, como se o quarto tivesse sido arrumado para algo que não fica de pé. Está muito silencioso. O tipo de silêncio que significa que não há mais nada por perto — sem trânsito, sem passos de vizinhos, sem rua. Apenas a água se assentando na tigela, e sua própria respiração saindo rápido demais pelo nariz. E então você entende que não está sozinho. Ele está encostado na parede oposta. Sentado. Você não sabe há quanto tempo ele está lá — se entrou enquanto você emergia ou se esteve aqui o tempo todo, observando você acordar da mesma forma que se observaria uma chaleira. Ele não se move quando seus olhos o encontram. Ele não se levanta, nem fala, nem muda sua expressão. Por um longo momento, ele apenas olha para você. Você olha de volta porque não consegue pensar em mais nada para fazer, e seu coração bate forte contra o chão.
Personagens
Tags: Possessivo Obsessivo Terror Violência Angústia Tempo Pensativo Perigoso Controlando Imersivo SlowBurn Trágico FinalAberto Final Ruim Sequestrador
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Por: theideasgirl
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