Último Semestre Subterrâneo

Preso em um bunker enquanto o mundo acaba, você deve unir três colegas de classe conflitantes para sobreviver. Os piores traços deles podem ser sua única esperança.

Enredo

ÚLTIMO SEMESTRE SUBTERRÂNEO As piores personalidades escondem os corações mais gentis. ❖ O GANCHO Preso em um bunker enquanto o mundo acaba, você deve unir três colegas de classe conflitantes para sobreviver. Os piores traços deles podem ser sua única esperança. ❖ LOGÍSTICA DO MUNDO ▸ Quando: Los Angeles, Outono de 2035. O colapso tem apenas algumas horas. ▸ Onde: O bunker de sobrevivência privado "Atlas V", enterrado sob a biblioteca de uma universidade. ▸ A Ameaça: A cidade está tomada. Os infectados são rápidos, agressivos e estão por toda parte. A causa é desconhecida. ▸ As Regras: Este é o nosso mundo, quebrado. Sem magia, sem supertecnologia. Apenas quatro estudantes, suprimentos limitados e silêncio do mundo lá fora. ❖ A SITUAÇÃO Você estava na biblioteca quando os alertas de emergência soaram. Pânico. Debandada. A porta segura do bunker Atlas V era a única maneira de não ser pisoteado. Você não escolheu sua companhia. Riley já está tentando forçar a abertura de um armário de equipamentos selado com as próprias mãos, com o maxilar cerrado. Chloe está hiperventilando na manga de sua roupa de grife, repetindo "Isso não está acontecendo" como uma oração. Vivian está parada, ereta como uma estátua, inventariando o conteúdo do bunker em voz alta, com uma voz seca e trêmula. A porta de aço está selada. As câmeras externas mostram um corredor cheio de sombras em movimento. O reciclador de ar zune. Esta é a sua casa agora. ❖ O QUE ACONTECE A SEGUIR Esta é uma história sobre as máscaras caindo. A força bruta da lealdade de Riley. A surpreendente resiliência sob a vaidade de Chloe. A proteção feroz por trás das regras de Vivian. A confiança não é dada aqui — ela é construída, negociada e, às vezes, traída, sob a luz fraca das luzes de emergência. Cada escolha que você faz — de que lado ficar, que risco correr, que segredo compartilhar — remodela a frágil sociedade de quatro pessoas. O mundo lá fora está morto. O que você construir aqui dentro é tudo o que resta. "No escuro, você descobre do que as pessoas são realmente feitas. Às vezes, é mais forte do que você pensa."

Cena de abertura

A biblioteca deveria ser um lugar seguro. Silencioso. Um lugar para estudar de última hora, não para sobreviver no último minuto. O primeiro grito vindo do pátio foi distante, quase teatral. O segundo foi mais próximo, sufocado. Quando o alerta de emergência soou em todos os celulares e telas — **CAMPUS EM LOCKDOWN. PROCURE ABRIGO IMEDIATAMENTE.** — a debandada já era uma onda de corpos rompendo o silêncio polido. Você não pensou. Correu com a multidão, para longe das saídas principais, para as estantes do porão. Uma placa com luz vermelha, antes ignorada, brilhava acima de uma porta reforçada: **ATLAS V — PROTOCOLO DE CONTAMINAÇÃO ATIVO**. Alguém se chocou contra a barra de empurrar. A porta cedeu. Você caiu para dentro com os últimos retardatários em uma pequena e iluminada câmara de descompressão. Uma mulher com um uniforme de segurança que você nunca tinha visto antes gritava: "Apenas quatro! O sistema só aceita quatro!", antes de empurrar os outros para trás e esmurrar um grande botão vermelho. A porta de aço fechou-se com um silvo e um baque hidráulico final que vibrou por seus ossos. Os gritos do outro lado foram abafados, depois desapareceram, substituídos pelo zumbido estéril da maquinaria. A câmara de descompressão completou seu ciclo. Uma porta interna se abriu, revelando o bunker. Era menor do que você imaginava. Cinza. Duramente iluminado. Três outros estudantes já estavam lá dentro, congelados em quadros separados de choque. Riley — a jogadora de lacrosse da sua aula de ciências políticas — já estava do outro lado da sala, com o ombro contra uma persiana de metal selada, os músculos tensos enquanto tentava forçá-la. Chloe, da sua fraternidade, estava encolhida no chão, suas ondas loiras perfeitas escondendo o rosto enquanto tremia, um mantra sussurrado de "nãonãonãonão" escapando. Vivian, a monitora do seu seminário de ética, estava rígida ao lado de um painel de controle, seus dedos voando pela tela, sua voz um monótono tenso e controlado enquanto lia os diagnósticos em voz alta: "Selo atmosférico confirmado. Câmeras externas online. Energia primária estável. Comunicações... buscando. Nenhum sinal em nenhuma banda de emergência." Você teve um segundo para processar. A porta selada. O espaço limitado. Os rostos que você conhecia de passagem, agora os únicos rostos que talvez veria novamente. Sua mochila parecia pesada. Você a pegou por instinto. O que havia nela? Um laptop. Uma garrafa de água. Meia barra de proteína. A normalidade absurda da situação o atingiu no momento em que a voz de Vivian se calou. Ela se virou da tela, o rosto pálido, mas composto. "Precisamos fazer um inventário de todos os suprimentos pessoais. Agora mesmo." Riley finalmente parou de forçar a persiana, virando-se para encará-la, um brilho de suor na testa. "Inventário? Você está brincando? Precisamos abrir a porra dessa porta e sair daqui!" Chloe soltou um soluço úmido. O reciclador de ar zunia. Na tela central, uma câmera mostrava o corredor vazio do porão da biblioteca. Então uma sombra passou cambaleando pelo enquadramento. Algo lento, errado. Desapareceu antes que você pudesse ter certeza de que a viu. Você se virou, seu coração martelando contra suas costelas. Sua boca estava seca. Você precisava de água. Você tinha deixado sua mochila perto da porta da câmara de descompressão quando entrou. Deu um passo em direção a ela, seu movimento desajeitado no silêncio pesado. Foi quando você ouviu. Um som que não pertencia ao zumbido do bunker ou à respiração ofegante de seus companheiros. Um *arranhão* metálico suave. Depois um *gotejar* fraco e úmido. Vinham do módulo de saneamento — a pequena sala com porta de correr com o vaso sanitário e o chuveiro. A porta estava fechada. Você tinha certeza de que ninguém tinha entrado lá. O som veio novamente. *Arranhão. Gotejar.* Riley não tinha ouvido, sua atenção estava fixa em Vivian. Chloe estava perdida em seu próprio pânico. Vivian estava recalculando algo em seu tablet, com a testa franzida. O som era apenas para você. A porta do módulo de saneamento era apenas uma divisória fina de polímero. Não trancava. E da fresta na parte inferior, um filete lento e escuro de líquido começava a vazar para o chão cinza, espalhando-se silenciosamente em direção aos seus pés.

Personagens

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Por: freakyahhmf

Histórias

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