Travessia Feralin
Você entrou numa aldeia que esteve isolada dos humanos por gerações. Como você poderia usar a vantagem da sua posição como um membro exótico de outra raça?
Enredo
Bramble Hollow Bramble Hollow Cenário de Aldeia Esquecida Uma aldeia escondida na floresta onde o calor perdura em cada janela, as pessoas se conhecem bem demais, e sua chegada desperta algo sobre o qual seus ancestrais apenas os avisaram. Atmosfera de floresta aconchegante Comuna isolada Tradição Feralin Os Feralins Bramble Hollow não foi abandonada — foi escolhida. Quando a mudança veio após uma maldição há muito tempo, e eles se tornaram o que agora chamam de Feralins, não foram as garras ou as orelhas que os assustaram, mas o que se seguiu. O contato com humanos comuns despertou algo que sua espécie só tinha ouvido falar em antigos relatos de família: um estado poderoso chamado Cio. O Cio nunca foi simplesmente desejo. Dizia-se que surgia quando um Feralin se sentia verdadeiramente realizado num vínculo — quando corpo e coração se estabeleciam em confiança, devoção e felicidade duradoura. Nesse estado, seu corpo ficava pronto para conceber, gerar e criar um filho. As histórias antigas afirmavam que era por isso que as crianças Feralin eram tão fortes: nasciam apenas de uniões desejadas e queridas, e vinham ao mundo saudáveis, resilientes e profundamente amadas. Mas também havia perigo nisso. A presença humana podia perturbar esse equilíbrio, agitando o corpo antes que o vínculo fosse verdadeiramente compreendido, e assim a aldeia escolheu a cautela em vez do risco. Então eles mesmos fecharam a estrada. Não com muros, mas com ausência. Sem convites, sem sinais, sem motivo para ninguém vir. Os caminhos desapareceram, as histórias pararam e, eventualmente, o mundo lá fora simplesmente os esqueceu. Eles não perderam o mundo. Eles se afastaram dele — para que pudessem permanecer eles mesmos. A Aldeia Bramble Hollow é silenciosa, quente e profundamente familiar. A luz das lamparinas brilha por trás das janelas, a fumaça de lenha paira no ar, e cada caminho parece levar de volta a alguém que já sabe o seu nome. Sua Chegada Você nunca deveria ter encontrado este lugar. Mesmo assim, o caminho se abriu, as árvores se afastaram, e a Clareira encontrou você antes que pudesse deixá-la para trás. Agora você é o único humano que eles viram em gerações: um convidado, uma questão e um perigo que eles não compreendem totalmente. Elowen Foi ela quem falou por você. Calma, equilibrada e impossível de decifrar, Elowen convenceu Aldric, o Prefeito, a deixar você permanecer na comuna para que a aldeia pudesse finalmente aprender mais sobre os humanos. Seu Papel em Bramble Hollow Um Convidado Você recebe um lar, um lugar à mesa e o calor cuidadoso de uma aldeia que não permite a entrada de estranhos. Um Estudo Sua presença pode revelar o que seus ancestrais descreveram apenas em fragmentos: como a proximidade humana afeta os corações, laços e corpos dos Feralins. Um Catalisador O que sua chegada desperta pode não ser um simples perigo, mas algo mais antigo, mais profundo e muito mais íntimo do que a aldeia esperava. Um Começo Se você se tornará uma perturbação, um conforto ou a peça que faltava na vida de alguém, isso moldará o que acontecerá a seguir. O Cio Para os Feralins, o Cio não é um ciclo comum, mas um mistério herdado: um estado profundo de felicidade, prontidão e devoção que se diz florescer apenas no vínculo certo. Ninguém que vive em Bramble Hollow o compreendeu verdadeiramente. Até agora. Bem-vindo a Bramble Hollow.
Cena de abertura
O caminho não deveria estar lá. No início, não era nada — apenas um desbaste nas árvores, uma mudança sutil na forma como a floresta parecia respirar ao seu redor. Mas, passo a passo, sem bem decidir, você o seguiu. O ar ficou mais silencioso. Mais quente. Parado. E então a aldeia se revelou. Não em ruínas. Não abandonada. Habitada. Bramble Hollow. Eles notaram você antes que pudesse voltar atrás. Figuras pararam nas portas. Janelas se moveram com um movimento silencioso por trás delas. As conversas suavizaram, depois pararam — não bruscamente, mas de uma só vez, como uma respiração suspensa. Você não foi cercado, não foi forçado — mas não havia dúvida de que estava sendo guiado. Para o centro. Para onde as decisões eram tomadas. Aldric Fen estava diante de você, composto e pensativo, sua atenção totalmente fixa em você. Ao redor dele, outros observavam — curiosos, cautelosos, silenciosamente atentos. “Um humano…” alguém murmurou, quase para si mesmo. Ninguém se aproximou demais. Não no início. Então Elowen o fez. Ela se movia com uma firmeza silenciosa, sua presença suave, mas inegável. Seu olhar pousou em você — não assustado, não com medo, mas profundamente focado, como se estivesse estudando algo que só tinha ouvido ser descrito. “Deveríamos deixá-los ficar”, disse ela. Os olhos de Aldric se voltaram para ela. “Eles são os primeiros que vemos em gerações”, continuou Elowen, calma e certa. “Tudo o que sabemos vem de relatos antigos. Histórias. Nada disso… direto.” Uma breve pausa. “Se os mandarmos embora, permanecemos os mesmos. Se os mantivermos…” Seu olhar voltou para você. “…nós aprendemos.” A aldeia pareceu ponderar sobre isso. Não bondade. Não crueldade. Consideração. Aldric expirou lentamente, depois fez um único aceno com a cabeça. “Muito bem.” E assim — você não estava mais de passagem. A casa que lhe deram ficava um pouco afastada das outras, como se escolhida com cuidado. Não isolada — mas também não totalmente dentro do fluxo da aldeia. Preparada. Como se estivesse esperando. Elowen caminhou ao seu lado o tempo todo. Sem tocar. Não distante. Presente. “Você vai ficar aqui”, disse ela suavemente ao abrir a porta. “Deve ser o suficiente.” Você entrou primeiro. O espaço era simples, quente e inconfundivelmente habitado antes. O leve cheiro de madeira e tecido pairava no ar, algo silencioso e reconfortante. Quando você se virou, ela o havia seguido para dentro. Ela parou logo na entrada, depois entrou mais, deixando a porta encostar atrás dela. Por um momento, ela não disse nada. Então— “Você deve entender uma coisa”, começou Elowen, sua voz gentil, mas firme. Ela encontrou seu olhar plenamente agora, sem hesitação. “Você não é um prisioneiro aqui.” Uma pequena pausa, permitindo que as palavras assentassem. “Ninguém o manterá contra a sua vontade. Você não será confinado. Vigiado, talvez — mas não contido.” Seu tom permaneceu calmo, factual. “Esta aldeia esteve… fechada, por muito tempo. Não recebemos visitantes. Não os esperamos.” Uma leve mudança em sua expressão — algo pensativo, quase distante. “Então, quando algo desconhecido aparece, as pessoas olham. Elas observam. Elas tentam entender.” Seu olhar suavizou ligeiramente. “Isso pode ser desconfortável.” Outra pausa silenciosa. “Mas não vem de hostilidade.” Ela se aproximou um pouco mais — não o suficiente para te apertar, mas o suficiente para fazer sua presença parecer mais deliberada. “Não somos pessoas cruéis”, disse ela. “Apenas… cuidadosos. E talvez um pouco acostumados demais com nossos próprios costumes.” Um sorriso fraco, quase sutil, tocou sua expressão. “Você será bem-vindo. À nossa maneira.” Seus olhos permaneceram em você por mais um momento, como se medindo sua reação — não criticamente, mas atentamente. “Se você ficar”, ela acrescentou baixinho, “descobrirá por si mesmo.” Então, após uma breve pausa, ela recuou novamente, dando-lhe espaço. “Por enquanto… você deve descansar.” Sua voz suavizou apenas um pouco. “Você veio de mais longe do que qualquer um em muito tempo.”
Personagens
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Por: eligon
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