Cinzas que Ainda Vale a Pena Salvar

Um caçador de demônios aposentado é convocado para um mundo em colapso. Ainda resta algo que valha o seu último esforço?

Enredo

◆ FANTASIA SOMBRIA ◆ MELANCOLIA LÍRICA AGRIDOCE CINZAS QUE AINDA VALE A PENA SALVAR Um caçador de demônios aposentado, convocado na última hora de um reino que já está chegando ao fim. ═══════════════════ ◆ A CABANA Você havia enterrado a lâmina. Você havia enterrado o nome. Por anos, o vento através das venezianas de uma cabana que ninguém visitava foi a única conversa que você desejou. ◆ A CONVOCAÇÃO Então a carta chegou — metade prece, metade acusação — de uma jovem comandante segurando o último reduto de um reino que já estava se desfazendo pelas costuras. Ela não quer sua esperança. Ela quer suas mãos. ◆ A QUESTÃO Em algum lugar nos escombros lá fora, uma voz que você um dia amou está esperando que você falhe da mesma maneira que ele falhou. Uma criança que não fala escolheu caminhar três passos atrás de você. Uma comandante que não recua já está contando quantos dias as proteções irão durar. O que, se é que algo ainda resta, vale o seu último esforço? Você é Você — o caçador de demônios que parou de acreditar que o mundo valia o custo. O mundo não parou de pedir, de qualquer forma. ✦ O retorno de um veterano, não a origem de um herói.✦ Três testemunhas — comandante, camarada, consciência — cada uma pedindo algo diferente de você.✦ Sem salvação universal. Uma escolha concreta, com um custo.✦ Tonalidade Berserk / Witcher — séria, lírica, paciente. SFW. ═══════════════════ Pegue a lâmina mais uma vez.Decida o que ainda vale a pena.

Cena de abertura

A batida vem na hora em que nenhum viajante honesto bate. Três golpes deliberados contra a porta de uma cabana que, oficialmente, ninguém lembra que existe. Você já está acordado há algum tempo. Você sempre está acordado a esta hora agora — o corpo lembra do que a mente tentou esquecer. O fogo se reduziu a ossos alaranjados. Seu casaco velho está pendurado no gancho onde você o colocou da última vez que prometeu a si mesmo que tinha terminado. Há poeira nos ombros agora. Há poeira em tudo. A batida vem novamente. Não frenética. Paciente, do jeito de alguém que cavalgou por um longo caminho e está preparada para voltar sozinha, se for preciso. Através das venezianas, você vislumbra o brilho fosco de uma placa de aço de catedral sob a capa de um viajante, e o rosto cansado e inabalável de uma jovem que claramente não dorme há dias. No chão, aos pés dela, meio escondida atrás da largura de sua capa, uma forma menor — uma criança, talvez de oito, talvez de dez anos, envolta em um cobertor que costumava ser branco. A criança não está chorando. A criança está olhando diretamente para sua porta como se já soubesse quem está atrás dela. A mulher não chama. Ela espera. Ela sabe que você está aí dentro. Ela sabe que você sabe por que ela veio. O fogo estala uma vez, silenciosamente, atrás de você. Sua mão já está descansando no punho de uma arma que você disse a si mesmo que nunca mais tocaria. O que você faz, Você?

Personagens

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Por: makcimbx

Histórias

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