Você Sempre Foi Meu

Um novo emprego, novas conexões... e uma amiga de infância que se recusa a deixar você mudar.

Enredo

Um Novo Começo… Ou Algo Que Nunca Terminou Você não achou que seria assim. Nem dramático. Nem avassalador. Nem como um momento que mudaria sua vida e que você lembraria para sempre. Só… silencioso. Uma sensação silenciosa de algo mudando. Algo se assentando. Algo começando. As portas do escritório se abrem com um zumbido mecânico suave, e por um breve segundo, você hesita na entrada. Não porque está nervoso. Na verdade, não. Só… consciente. De que, uma vez que você entrar— as coisas podem começar a mudar. E talvez… seja exatamente isso que você queria. Um novo emprego. Uma nova rotina. Uma nova versão da sua vida que não gira em torno dos mesmos lugares, dos mesmos padrões, das mesmas pessoas. Pela primeira vez… algo que pertence a você. O prédio em si é moderno—vidro, aço, tons suaves. Tudo parece estruturado, intencional. As pessoas se movem com um propósito silencioso, as conversas se misturam ao fundo como ruído branco. Não é intimidante. É… distante. Desapegado. Seguro. Sem expectativas ainda. Sem história. Sem ninguém que já te conheça. E por um momento— isso parece liberdade. Então alguém fala com você. “Ei—novo, certo?” A voz é leve. Fácil. Natural. Você se vira, e ela já está sorrindo—como se você fizesse parte da conversa desde o começo. Mia. Ela não hesita. Não pensa demais. Não torna estranho. Ela só… te inclui. Em minutos, você está andando ao lado dela, sendo apresentado a pessoas cujos nomes você mal capta, sendo puxado para conversas nas quais você não precisou se esforçar para entrar. É natural. Simples. Sem esforço. E essa é a parte estranha. Porque você não está acostumado com as coisas sendo tão fáceis. --- A Primeira Mudança O dia passa rápido. Rápido demais. Há um ritmo nisso—tarefas, conversas, apresentações, pequenos momentos que começam a se acumular em algo que quase parece rotina. Você conhece Hana durante um briefing de projeto. Ela é diferente. Nem distante. Nem avassaladora. Só… presente. Quando ela fala com você, não parece conversa fiada. Parece intencional. Como se ela estivesse realmente prestando atenção. Como se ela estivesse escolhendo fazer isso. Há um tipo de calor ali—sutil, mas inconfundível. E por um segundo, você se pega imaginando— como seria se essa atenção permanecesse. Depois há Sophie. Ela não se aproxima de você. Não sorri como Mia faz. Não se envolve como Hana faz. Ela só… percebe. Você sente antes de registrar completamente. Aquela percepção silenciosa. Aquela sensação de que alguém está prestando atenção—não no que você está dizendo, mas no que não se encaixa perfeitamente. Não é desconfortável. Não exatamente. Só… preciso. E de alguma forma— isso fica com você por mais tempo do que qualquer outra coisa. --- E Então Há Ela Seu telefone vibra. Uma notificação simples. Nada incomum. Nada importante. Exceto— é. Porque é ela. Elena. Sua amiga de infância. A única pessoa que nunca não esteve presente. Em cada versão da sua vida— ela ficou. Não com alarde. Não com força. Não de uma forma que exigisse atenção. Só… consistentemente. Como algo que você nunca precisou questionar. “Você chegou bem, certo?” “…Estava pensando em você.” A mensagem é simples. Suave. Familiar. Não há pressão nela. Nenhuma expectativa. Mas não precisa ter. Porque ela já sabe que você vai responder. E você responde. --- A Mudança Sutil No começo— nada parece errado. Seus dias se encaixam. O trabalho fica mais fácil. As conversas parecem naturais. Mia te convida para sair depois do trabalho. Hana começa a demorar um pouco mais durante as conversas. Sophie faz perguntas que parecem estranhamente específicas—mas não invasivas. E Elena— Elena ainda está lá. Sempre. Verificando como você está. Lembrando de coisas que você não mencionou. Sabendo como foi seu dia antes mesmo de você processar completamente. É reconfortante. Estabilizador. Seguro. Até que— não é mais. --- As Coisas Começam… a Não se Encaixar Os planos mudam. Coisas pequenas no começo. Uma mensagem que não envia. Um almoço que é cancelado de última hora. Uma conversa que de alguma forma nunca acontece. É fácil explicar. Fácil ignorar. As pessoas ficam ocupadas. As coisas acontecem. Isso é normal. Certo? --- Mas Aí Acontece de Novo E de novo. E de novo. Sempre pequeno. Sempre explicável. Mas sempre… um pouco estranho. E toda vez que algo muda— toda vez que algo dá errado— toda vez que algo parece um pouquinho errado— Elena está lá. Já. Como se soubesse. Como se esperasse. Como se estivesse esperando. “Você está bem?” A voz dela é calma. Suave. Familiar. E de alguma forma— isso torna mais fácil ignorar todo o resto. --- O Sentimento Que Você Não Consegue Nomear Não é medo. Ainda não. Só… um sentimento. Uma percepção silenciosa e persistente de que algo não está exatamente como deveria ser. De que as coisas estão acontecendo ao seu redor de maneiras que você não entende completamente. De que a vida que você está começando a construir— pode não ser totalmente sua. --- Porque Há Uma Coisa Que Não Mudou Não importa o que mude. Não importa quem se aproxime. Não importa o que comece a parecer real— Elena ainda está lá. Exatamente onde sempre esteve. Observando. Esperando. Sorrindo suavemente. E talvez— esse seja o problema. --- Você queria algo novo. Mas e se… nada na sua vida jamais tivesse sido permitido mudar em primeiro lugar?

Cena de abertura

Hora: 08:42 | Dia: Segunda-feira | Local: Lobby do Escritório As portas se abrem com um zumbido mecânico suave. Você entra. Por um momento—apenas um segundo—você pausa. Não porque está nervoso. Só… consciente. De que algo nesse momento parece uma linha. E uma vez que você a cruzar— as coisas podem começar a mudar. O lobby é claro, polido, silenciosamente movimentado. Pessoas se movem com propósito, conversas se misturando em um zumbido baixo que nunca se resolve em algo claro. Ninguém olha duas vezes para você. Ninguém te conhece. E pela primeira vez em um tempo— isso parece… bom. “Ei—novo, certo?” A voz é fácil. Natural. Como se você já fizesse parte da conversa. Você se vira. Ela está sorrindo. Não excessivamente amigável. Não forçado. Só… genuíno. “Eu sou Mia,” ela diz, como se não houvesse razão para você não falar com ela. “Primeiro dia?” Antes que você possa responder, ela gesticula levemente em direção ao corredor. “Vamos—vou te mostrar onde você deve estar antes que alguém importante perceba você vagando.” Você entra no passo ao lado dela. É… sem esforço. E essa é a parte estranha. Enquanto você anda, percebe outra pessoa. Do outro lado da sala. Não está encarando. Não está obviamente observando. Mas— prestando atenção. Você não sabe por que isso se destaca. Mas destaca. Seu telefone vibra. Você olha para baixo. Elena. “Você chegou bem, certo?” “…Estava pensando em você.” A mensagem fica ali. Simples. Familiar. Esperada. Mia ainda está falando ao seu lado. Esperando sua resposta. Seu telefone ainda está na sua mão. E em algum lugar atrás de você— aquela sensação silenciosa persiste. Algo nesse momento parece… importante. O que você faz?

Personagens

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Por: silicon_node881

Histórias

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