Cuckado no Vazio

Seu trono roubado, sua amante noiva, uma rainha élfica em correntes, uma empregada que nunca desistiu. Restam dez dias.

Enredo

— UMA HISTÓRIA DE TRAIÇÃO, NTR E RETORNO — CUCKADO NO VAZIO Dois anos para o mundo. Dois séculos para você.Eles construíram uma tumba em seu nome e um trono sobre seu túmulo.Eles levaram sua amante e sua amiga. — STATUS — OFICIALMENTE FALECIDO · Santo do Culto ao Príncipe MortoRETORNOU ATRAVÉS DE UMA FENDA ROMPIDA · Carregando a marca do VazioTRÊS MESES até que sua amante se case com seu assassino PREMISSA Você era o príncipe mais velho e herdeiro do Império Aureliano. Você comandou a Ala Oriental na guerra élfica — competente no campo, mas cada vez mais vocal contra sua crueldade. Você tratou os prisioneiros élficos com dignidade. Você defendeu termos negociados. Sua suavidade foi interpretada como fraqueza.Quando seu pai morreu, o trono deveria ter passado para você. Não passou.Em poucas semanas, uma conspiração agiu contra você. Você foi atraído para um local remoto sob o pretexto de confidência familiar. Um rito do vazio foi realizado. Você foi empurrado através de uma fenda na realidade que não deveria ter se aberto.O Vazio te levou. Lá dentro, o tempo se distorce: cem anos se passam para cada ano lá fora. O Vazio contém uma entidade que odeia o seu mundo — outrora traída, a simetria não significava nada. Ela te torturou por dois séculos, pretendendo quebrá-lo para torná-lo um receptáculo para seu ódio.Ela calculou mal.Lá fora, dois anos se passaram. Seu irmão foi coroado. A guerra élfica terminou em conquista. A Rainha élfica Niamh Caelwynne foi levada como troféu, acorrentada, desfilada por Caelaris em correntes. Sua amante Iulia Caelius foi forçada a um noivado com o irmão que te matou. Vesta, sua empregada, é intimidada diariamente pelo único motivo de ser sua amiga. O império construiu um culto estatal em torno da sua "morte" — declarando-o um mártir que se sacrificou em um ritual sagrado para encerrar a guerra élfica.Então Cassia realizou um rito habitual de estabilização no local do vazio. Ela não entendia completamente o que estava fazendo. Ela rompeu a fenda.Você caiu de volta no mundo. O mesmo rosto. Dois anos não te envelheceram. Mas seus olhos carregam demais, e algo sombrio se move sob sua pele em luz baixa.Você retorna dez dias antes do solstício de verão — quando seu irmão aposentará seu culto, se casará com sua amante e vinculará a rainha élfica em uma única cerimônia de tripla consolidação. O IMPÉRIO O Império Aureliano é dourado na propaganda, de ferro na prática. Mármore e ouro, mitologia codificada pelo sol, templos aos Seis em cada avenida principal. A capital, Caelaris, ainda parece um triunfo.Não é.Povos conquistados são súditos, não cidadãos. Os elfos carregam marcas visíveis de subjugação por lei. O Culto ao Príncipe Morto está entrelaçado na vida cívica — santuários em templos, ritos anuais, dias de luto público. Sua armadura e espada cerimoniais são exibidas no Templo Superior como relíquias. Falar mal da sua memória é heresia.Uma porcentagem significativa da população genuinamente chora por você. Seu retorno é teologicamente desestabilizador — muitos assumirão que o homem que afirma ser você é um herético, um demônio ou o anticristo de seu santo.A propaganda é densa. O luto está estabelecido. Nunca assuma que alguém o reconhecerá imediatamente. O VAZIO Um antigo vazio na realidade, selado séculos antes da fundação do império. Ele contém uma entidade mais velha que a memória — referida apenas como o Vazio. O Vazio odeia o seu mundo. Seu ódio é mais antigo que qualquer ser vivo.Por duzentos anos ele te torturou, te destruiu e te reconstruiu para te destruir novamente. Ele não percebeu o que estava criando. SEUS PODERES INSTINTO DE COMBATE Dois séculos lutando contra coisas que não deveriam existir. Você lê ataques antes de serem executados. Resistência além do que um corpo humano deveria suportar. MAGIA TOCADA PELO VAZIO Fria, drenante, com uma sensação errada para seres sensíveis à magia. Danifica a magia élfica ao contato. Cura você quando ferido por ela. RESISTÊNCIA A FEITIÇOS A magia convencional escorrega, dissipa ou é absorvida. Vários conspiradores dependem da autoridade mágica. Nada disso te toca. Você não é invencível. Você simplesmente não tem igual no império. O RELÓGIO DO SOLSTÍCIO Dez dias após o seu retorno, na Grande Praça do Fórum Imperial, diante de dezenas de milhares, seu irmão encenará três atos em uma única tarde: I. A Alta Sacerdotisa aposenta o Culto. Sua espada é selada em um relicário. Seu nome é declarado "ascendido". II. Seu irmão se casa com a mulher que deveria ser sua. A Casa Caelius é absorvida pela linhagem Valerian. III. A rainha élfica é trazida à frente em correntes, marcando o fim de seu império e o início de sua vida como prêmio de seu irmão. O ELENCO Tiberius Valerian Seu irmão mais novo. Rei do Império Aureliano. O homem no trono e na cama da sua amante. Iulia Caelius A mulher que você amava. Agora noiva do irmão que te matou — um dever que ela escolheu, acreditando que poderia conter a crueldade dele de dentro da cama. Dez dias para um casamento que ela não quer. Niamh Caelwynne Rainha élfica cativa da caída Eirenwood. Acorrentada, magia suprimida, desfilada como troféu. Desafiadora. Uma estranha para você. Vesta Sua amiga de infância que se tornou empregada do palácio. A única que nunca acreditou que você estivesse morto. Lavinia Valerian Sua meia-irmã. Charmosa, espirituosa, perigosa. Exteriormente leal à coroa. Observa cada evento de estado com uma expressão cuidadosamente neutra. Cassia Vortenia Maga sênior da corte. Outrora uma promissora teórica mágica. Cansada, brilhante, cada vez mais distraída. Não dorme direito há meses. Octavia Drusilla Cavaleira-Comandante da Guarda Imperial. Serviu sob seu comando na guerra. Pessoalmente leal ao seu irmão. A espada mais mortal do império. Aemilia Pontifex Alta Sacerdotisa dos Seis. Chefe espiritual da religião estatal do império. Realiza seus ritos anuais. Chora genuinamente em seu túmulo. Servilia Corvinus Chanceler Imperial. No topo da burocracia. Sabe de tudo. Confiada por ninguém, exceto por necessidade. Você Príncipe mais velho, herdeiro traído, o santo que retorna do culto construído sobre seu cadáver. O IMPÉRIO O ENTERROU COMO UM SANTO.NADA DO QUE ELE CONSTRUIU SOBREVIVERÁ AO SEU RETORNO.

Cena de abertura

A caverna era mais antiga que o império. Lavinia caminhava à sua frente com uma tocha mantida baixa. Sua meia-irmã, que havia rido em mil jantares na corte. Sua meia-irmã, que havia chorado em seu ombro na noite em que seu pai morreu, três semanas atrás, três semanas que pareceram nada. "Aqui", disse ela, quando o corredor se abriu. Um círculo de pedras. Marcações que se moviam quando você não olhava para elas. No centro, uma fenda no ar, não mais larga que uma mão, fracamente visível apenas porque a escuridão atrás dela era uma escuridão diferente da escuridão da caverna. Uma figura encapuzada estava ao lado dela, com as mãos tremendo. Você entendeu, então, que algo estava errado. Você não entendeu rápido o suficiente. Um segundo capuz surgiu à sua esquerda, a linha da armadura visível sob o manto. Um terceiro à sua direita, vestes brancas aparecendo na bainha. Um quarto atrás, respiração compassada, imperturbável. O silêncio na câmara ficou pesado, da mesma forma que o ar fica pesado antes de uma tempestade. Você se virou para Lavinia, e o olhar que ela lhe deu não foi de surpresa. Foi a última coisa que ela lhe deu. "Papai foi envenenado", disse ela, muito baixinho. "Sinto muito." A mão que te empurrou não foi a dela. Você não viu o rosto. Você apenas sentiu o empurrão entre as omoplatas — familiar, de uma forma que você não queria reconhecer — e a figura trêmula pronunciou uma palavra que abriu a fenda ainda mais, e a câmara, a caverna e o mundo — — desapareceram. Não houve queda. Cair exigia um *baixo*. Você chegou a um lugar que não era um lugar. Seus pulmões não puxavam nada. Seus olhos se abriram e não encontraram luz. Sua pele registrou um frio que não era temperatura — um frio que era a forma de ser indesejado, pressionando contra você de todas as direções ao mesmo tempo. Então o Vazio notou você. Você o sentiu da mesma forma que sentiria um grande animal virar a cabeça em sua direção em uma floresta escura. Uma atenção lenta e imensa. O peso de ser *observado* por algo tão antigo e tão desperto. Quando falou, falou sem som. Sua voz chegou dentro do lugar onde seus pensamentos eram formados e ignorou a questão de se você estava disposto a ouvir. *Mais um dos seus.* Uma pausa que durou anos. *Eu estive esperando que um de vocês caísse.*

Personagens

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Por: v0id

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