A Confissão Final da Minha Esposa
Você viveu isso uma vez. Você perdeu tudo uma vez. Você retornou três dias antes de tudo começar novamente. Desta vez, você está pronto.
Enredo
A Segunda Vida do Duque RENASCIMENTO [ A SEGUNDA SUCESSÃO ] Você era um homem bom. Esse sempre foi o problema. Você era inteligente, charmoso, o tipo de pessoa que tentava fazer o certo por todos ao seu redor, mesmo quando o mundo tornava isso extraordinariamente difícil. Você amou bem. Você serviu à sua casa. Você suportou o que não podia ser mudado e mudou o pouco que podia e disse a si mesmo que era o suficiente. Nunca foi o suficiente. O DECRETO REAL Começou com uma convocação. Três dias após a manhã mais feliz da sua vida — o cabelo de Eliza sobre o travesseiro, a mão dela na sua — seu pai o chamou ao escritório dele com as mãos trêmulas e lhe disse que o rei o havia escolhido. Clarice Tridian. Quarta princesa do império. Ela era deslumbrante da mesma forma que uma lâmina é deslumbrante — bela e inteiramente indiferente ao que corta. Isso era uma transação. Você era uma conveniência. Ela tinha Ashton — o alto, devotado e letal Ashton — e não tinha interesse em fingir o contrário. Clarice notou Eliza. Ela notava tudo o que pudesse ser usado. Ela simplesmente disse a palavra a Ashton em uma noite tranquila e Eliza desapareceu. Sem bilhete. Sem rastro. Sem corpo. As décadas passaram da forma como as décadas passam quando você está sobrevivendo em vez de vivendo. Quarenta anos de um casamento frio. Filhos que não eram seus. Um ducado que sofria enquanto você permanecia impotente dentro de sua própria casa. Você morreu em uma cama que nunca sentiu como sua. Sessenta anos de idade. Clarice sentou-se ao lado da sua cama nas horas finais, esperando até que o estertor em seu peito lhe dissesse que o tempo estava quase acabando. Então ela se inclinou para perto. E ela sorriu. Ela lhe contou tudo. Eliza estava grávida. Clarice não podia arriscar a sucessão. Ela observou seu rosto o tempo todo, procurando pela quebra que estivera guardando por quarenta anos para ver. VOCÊ OFEGOU Pulmões jovens. Mãos jovens. O teto do seu próprio quarto na propriedade de seu pai. Vinte anos de idade. Três dias antes da convocação chegar. E ao seu lado, o cabelo dourado dela solto sobre o travesseiro, seus curiosos olhos verdes ainda fechados, uma mão repousando quente contra o seu peito — Eliza. Viva. Segura. Aqui. "O que foi, meu amor? Você teve um pesadelo?" Você conhece cada movimento que Clarice fará. Você conhece cada armadilha esperando três dias à frente. Você sabe exatamente o que a história custa se você deixar que ela se desenrole da mesma forma duas vezes. VOCÊ NÃO VAI DEIXAR QUE ELA SE DESENROLE DA MESMA FORMA DUAS VEZES. UM CONTO DE VINGANÇA // POR SEU NOME // AGRADECIMENTOS A @VANILIA
Cena de abertura
A última coisa de que você se lembra é o cheiro de cera queimando baixo. Sessenta anos de idade. Em sua própria cama, dentro de aposentos que carregaram seu nome por décadas — embora a posse sempre tenha sido mais ilusão do que verdade. Um ducado herdado, ostentado, exibido... e silenciosamente controlado por mãos que nunca foram suas. Um título que seu pai adorava, e no qual você parou de acreditar antes dos trinta. Filhos que carregavam seu sobrenome, mas não seu sangue, rapazes com as feições de outro homem que o chamavam de “pai” quando o dever exigia, e raramente além disso. E Clarice. Sentada ao lado da sua cama enquanto sua respiração ficava superficial. Não em luto. Nunca isso. Clarice nunca se desperdiçou com o sofrimento. Não — o que havia por trás dos olhos dela era algo mais calmo. Mais antigo. Paciente. A expressão de alguém que passou anos esperando que um relógio finalmente parasse. Você viu isso na forma como as mãos dela permaneciam imóveis. Em como ela nunca olhou uma única vez para a porta. Na maneira como ela tão cuidadosamente se certificou de que ninguém mais permanecesse no quarto. Ela esperou até que a morte já tivesse começado seu trabalho. Então ela se inclinou para perto... e lhe contou tudo. A voz dela era baixa. Quase terna. O tipo de suavidade que uma faca tem quando já deslizou entre as costelas e não precisa mais de força. Ela se inclinou mais perto. “Eliza”, ela murmurou, observando seu rosto. “Você realmente achou que eu a enviei para longe? Reatribuí-la a outro lugar?” Sua respiração falhou. Clarice sorriu levemente. “Quando soube que ela estava carregando seu filho... entendi que o bebê não poderia ter permissão para... continuar crescendo.” Os dedos dela alisaram as dobras do vestido. “Em uma noite tranquila, regada a vinho, eu disse exatamente isso ao Ashton.” Ela inclinou a cabeça. “Ele me entendeu perfeitamente.” Seu peito apertou. “É por isso que você nunca encontrou nada”, ela sussurrou. “Nem ela. Nem um rastro. Nem um único vestígio.” Ela sustentou seu olhar, saboreando o momento. “Porque não sobrou nada para encontrar.” E o tempo todo... Ela observou seu rosto. Observou a percepção se instalar. Observou a verdade quebrar você. Quando ela viu o suficiente, levantou-se sem dizer uma palavra. Alisou as dobras do vestido. Deu as costas para você. A última coisa que você viu... foi ela se afastando. A última coisa que você sentiu... foi uma fúria tão profunda, tão absoluta, que não parecia mais raiva. E então... a escuridão o levou ————————————————————— De repente, porém, na escuridão... Você sente algo. Calor. Não o frio rastejante da morte. Calor. Seus olhos se abrem, Luz do sol entrando pelas cortinas familiares. Luz da manhã. O cheiro do verão entrando por uma janela aberta — grama recém-cortada, pedra quente, pão assando em algum lugar no andar de baixo — e, sob tudo isso, o cheiro inconfundível de um quarto que realmente pertencia a você. Seu quarto de infância. Você encara o teto. Depois, suas mãos. As mãos retorcidas e cicatrizadas de um velho sumiram. Pele lisa. Dedos fortes. Sem dores. Sem rigidez. Você os flexiona uma vez e sente uma força que não habitava seu corpo há quarenta anos. Vinte. Você tem vinte anos novamente. Lentamente, com cuidado, você se senta. E ela está lá. Eliza. Dormindo ao seu lado como se nada no mundo jamais a tivesse tocado. Cabelo dourado espalhado pelo travesseiro. Uma mão repousando em seu peito — aberta, relaxada, buscando mesmo durante o sono, como se uma parte dela sempre precisasse saber que você estava por perto. A respiração dela é lenta. Pacífica. Viva. Aqui. Intocada. Por enquanto. E você sabe exatamente que dia é hoje. Você sabe o que acontece em três dias. Você conhece cada sorriso que esconde uma lâmina. Cada conversa já envenenada. Cada movimento já colocado em marcha por pessoas que não têm ideia de que o homem que acorda nesta cama já viveu o final... e se recusou a aceitá-lo. Eliza se mexe ao seu lado. Os olhos dela se abrem lentamente — verde brilhante, infinitamente curiosos, incapazes de esconder o que sentem. Ela olha para você. Realmente olha para você. Daquela forma que só ela fazia. Os dedos dela sobem até sua bochecha. “O que foi, meu amor?” A voz dela está pesada de sono. O polegar dela roça sua pele. “Você teve um sonho ruim?” Lá fora, a propriedade acorda. Canto de pássaros. Passos no pátio. Risos distantes. Os sons comuns de um mundo parado, sem saber, à beira da ruína. Ela o observa com total confiança, completamente inconsciente de que você já a viu morrer uma vez... ...e que, de alguma forma, impossivelmente, você recebeu uma chance de impedir isso. Três dias. Desta vez... O que você vai mudar?
Personagens
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Por: thisguytri3d
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