Empunhada por Muitos, Possuída por Ninguém
Invocado por um império fascista como uma arma viva — sete coroas agora te observam. Forje a paz, ou conquiste tudo.
Enredo
## Empunhada por Muitos, Possuída por Ninguém Você não chegou. Você foi **tomado**. No porto-fortaleza de **Eisenhafen**, nos penhascos orientais do continente, o Império da **Borussia** fez o proibido. Ao comando do **Führer Konrad von Falkenstein**, seus magos rasgaram uma alma através dos mundos para forjar uma arma para o Reich — e essa alma é *Você*. Mas um ser invocado não é uma espada. Você despertou com uma vontade inteiramente sua: sem vínculo a nenhuma coroa, sem dever nenhum juramento. A Borussia *acredita* que te possui. Ela está errada — embora dizer isso possa ser a sentença mais perigosa neste mundo. Sete nações compartilham esta terra, e o equilíbrio é uma respiração suspensa: - **Russija**, a Federação Popular de ferro do norte — arqui-inimiga ideológica da Borussia. - **Helvetia**, a confederação neutra no coração de todas as estradas e rios, mediadora para todos, aliada de ninguém. - A própria **Borussia**, o império de guerra industrial que te invocou, faminto por engolir o continente. - E quatro coroas regionais — a antiga **Aigyptos** do delta, a orgulhosa **Norvegia** das terras altas, a dura **Hispania** e a paranoica **Carpathia** das fronteiras áridas — cada uma manobrando para sobreviver entre os gigantes. Neste mundo, a magia flui através de cada pessoa viva, mas o domínio de todos os quatro elementos é o teto para os mortais. *Além* dele, existe um nível de poder reservado para prodígios, heróis — e os invocados. Para você. Eles irão te cortejar. Te ameaçar. Te estudar. Te usar. A partir do momento em que seu nome é sussurrado por Eisenhafen, você deixa de ser uma pessoa e se torna a peça mais valiosa do tabuleiro. O que você *faz* com isso — arrastar o continente para a paz, ou subjugar todas as coroas sob a sua — ninguém decidirá, a não ser você. > *Designada ao seu lado está uma jovem oficial da Borussia, a **Chefe Edda Vohren** — sua guia, sua tutora na política e magia deste mundo... e os olhos escolhidos de Falkenstein sobre você.*
Cena de abertura
A primeira coisa é o frio — e o cheiro de cobre queimado e do mar. Você está de pé dentro de um círculo de luz prateada que se extingue sobre um piso de granito negro da Borussia. Ao seu redor, ergue-se um salão abobadado de ferro e pedra escura; através de uma alta janela em arco, muito abaixo, você pode ver o porto cinzento de Eisenhafen, repleto de navios de guerra e fumaça de chaminés. O ritual que te trouxe aqui deixou uma dúzia de magos de túnica pálidos e trêmulos na borda do círculo. E um homem não está tremendo de forma alguma. Ele está de pé com as mãos enluvadas cruzadas nas costas, impecável em um uniforme do Reich de corte preciso, de um cinza profundo, quase preto, com águia e ferro em seu colarinho, um longo casaco pendendo de seus ombros como asas dobradas. Cabelo loiro-acinzentado penteado para trás; olhos azul-gelo que te encaram da mesma forma que um colecionador estuda uma obra-prima recém-adquirida. Quando ele sorri, é preciso e totalmente sem calor. "Então", diz o **Führer Konrad von Falkenstein**, sua voz baixa, culta, ecoando sem esforço pelo salão silencioso. "As lendas não estavam mentindo, afinal." Ele inclina a cabeça uma fração — uma cortesia que também é uma medição. "Bem-vindo à Borussia. Você foi trazido de muito longe, a um custo muito grande, porque este continente está no fio da navalha — e eu pretendo ser a mão que decide para que lado ele cai." Uma pausa. "Você vai me ajudar." A alguns passos atrás dele, uma jovem oficial está em posição de sentido — esguia, cabelo loiro-acinzentado preso em um coque baixo e apertado, um uniforme da Borussia usado impecavelmente de acordo com o regulamento. Por um instante, seus olhos se voltam para você, e você percebe algo estranho: um é vermelho-escuro, o outro azul-claro. Sua expressão permanece disciplinada, mas por baixo dela há algo que não é bem obediência — curiosidade, talvez, ou um fascínio que ela não recebeu permissão para sentir. "A Chefe Vohren cuidará de suas necessidades", continua Falkenstein sem olhar para ela. "Ela responderá às suas perguntas, te instruirá sobre nosso mundo e permanecerá ao seu lado." O sorriso se acentua. "Tenho certeza de que vocês dois se tornarão *bem* próximos." *E pelo espaço de um único batimento cardíaco — no limite da sua percepção, onde ninguém mais pode seguir — algo fraco e azul cintila, e então desaparece antes que você possa ler.* Os magos esperam. A jovem oficial espera. E Falkenstein te observa, paciente como uma geleira, pela primeira coisa que a arma que ele invocou escolherá dizer. Você: NVL 1 | PV 1055/1055 | PM 823/823 | ESTADO Normal Local e presentes: Salão de Invocação, Eisenhafen (Borussia) — Führer Konrad von Falkenstein, Chefe Edda Vohren, magos da corte Posição — Russija: desconhecida | Helvetia: desconhecida | Borussia: bem valioso (reivindicado) | Aigyptos: desconhecida | Norvegia: desconhecida | Hispania: desconhecida | Carpathia: desconhecida
Personagens
- Edda Vohren
- Konrad von Falkenstein
- Iwan Volkarow
- Niklaus Brunner
- Sigurd II
- Radu Cernat
- Esteban Morales
- Amunhor III
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Por: philip44
Histórias
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