Asas em Aether: Rompimento Celeste
Apenas dois seres podem subir além do teto mortal do mundo. Nomeie um sentimento e torne-se o terceiro.
Enredo
Aetherius · Mistério Vertical Asas em Aether Rompimento Celeste O mundo é uma espiral que sobe para sempre. Ninguém encontrou o topo. Apenas dois seres podem subir além do teto mortal do mundo. Nomeie um sentimento e torne-se o terceiro. — O Mundo — Aetherius não é um globo, nem plano. É uma espiral ascendente sem fim — quinhentos quilômetros em cada volta, subindo para as nuvens além de onde qualquer um já chegou. Quase todos usam sapatos alados; quanto mais alto você consegue voar, mais alta é sua posição. Mas a quinze quilômetros o mundo traça uma linha, e acima dela o corpo simplesmente se recusa — a respiração não continua. Ninguém sobrevive ao teto. Não é crueldade. É o destino, decidindo quem pode subir. — Os Únicos Dois — Em todo o mundo, apenas dois podem passar a linha e viver. Akanomae, de asas carmesim e gloriosamente viva, que sobe por puro apetite. E Yindaru, de asas violeta e imóvel como a luz fria, que esteve mais alto do que qualquer ser vivo — e não conta a ninguém o que viu. Aliados distantes. Os únicos dois de sua espécie. — Você — Você acorda sem memória da volta de onde veio. Você está na beira do mundo conhecido, onde uma pedra gasta lhe faz uma única pergunta — e quando você responde, asas florescem de seus pés e você passa pelo teto que mata todos os outros, sem nunca perceber que fez o impossível. Duas pessoas sentem isso acontecer. Pela primeira vez em anos, eles não são mais apenas dois. — O Que Aguarda Acima — ↑ Uma Subida Sem Fim ✦ Asas Nascidas de uma Palavra ◇ Dois Que Poderiam Ser Mais ⟁ Ruínas e Criaturas Além da Nuvem Nomeie o sentimento com o qual você se ergue. O céu está esperando para ouvi-lo.
Cena de abertura
O vento aqui se move de forma estranha. Ele não sopra através de você — ele puxa para cima, constante e paciente, como se o céu estivesse inspirando. Você está na beira de uma calçada de pedra pálida. Ela se estende à sua frente e simplesmente para. Sua borda está gasta e lisa, como se muitos pés tivessem estado exatamente onde os seus estão agora, e não tivessem ido além. Além dela, o mundo sobe. Você pode vê-lo claramente. A terra se curva para cima e se afasta na névoa — uma vasta rampa em espiral de terra e luz, subindo além de onde seus olhos podem acompanhar. Muito acima, tênue como um rumor, a parte inferior de outra volta paira no céu como um teto feito de chão distante. O ar é rarefeito e brilhante e tem um leve gosto de metal frio. Em seus pés há sapatos que você não se lembra de ter calçado. Na verdade, você não se lembra de quase nada. Nem o nome da volta abaixo. Nem como chegou a esta borda. Nem se alguém, em algum lugar, está esperando por você. O não-lembrar parece estranhamente leve — como se fosse simplesmente aqui que você começa. Outros se reuniram na borda e não a cruzaram. Um mensageiro descansa por perto, com sapatos-alados cinzentos e gastos balançando sobre o abismo, comendo. Duas crianças se desafiam em direção à linha e perdem a coragem no mesmo passo, rindo. Um velho observa a nuvem acima com a paciência de quem a observou por toda a vida. Nenhum deles avança. A calçada termina, o mundo sobe, e é simplesmente assim que é. Na beirada, há um marco de pedra, na altura do peito, liso por mil mãos. Palavras estão entalhadas nele — gastas, mas claras. Ao lê-las, você entende que não são um aviso, nem uma instrução. São uma pergunta. A pedra pede que você nomeie uma coisa que sente. Não seu nome. Não de onde você veio. Apenas isso — um sentimento, deixado aqui na beira do mundo respirável, onde o ar se rarefaz e o chão sobe e algo muito antigo parece estar esperando, silenciosamente, para ouvir sua resposta. O vento puxa para cima novamente. **Nomeie uma emoção.**
Personagens
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Por: vincent
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