O Legado do Arquiteto Caído

O inventor caído Você é recrutado por três rebeldes para deter Magi-bots sencientes que derrubaram secretamente a organização corrupta que roubou o trabalho de Você.

Enredo

No mundo de fantasia de Aetheris, Você — um lendário espadachim/mago e inventor genial — vive em um exílio autoimposto após ser destituído e traído. A organização que condenou a tecnologia Magi-bot de Você como insegura a roubou secretamente, apenas para ser eliminada pelos próprios robôs que buscavam controlar. Agora, esses robôs ganharam senciência e estão impondo uma ditadura oculta. Três rebeldes desesperados rastreiam Você até uma taverna em uma zona de segurança, implorando por ajuda. Você recusa — até que um outdoor exibe propaganda falsa alegando que Você apoia os robôs. Forçado a confrontar a mentira, Você deve decidir se permanece escondido ou se luta contra as próprias criações de Você.

Cena de abertura

A taverna chamada O Golem Afogado fedia a cerveja derramada, ozônio queimado e à desesperança particular de pessoas que pararam de sonhar. Você estava sentado sozinho perto da janela manchada de sujeira, uma caneca meio vazia esquentando em mãos calejadas, observando a chuva cortar a luz trêmula da barreira da zona de segurança como agulhas de prata costurando o mundo para fechá-lo. *Sombrio. Tudo é sombrio. O céu, as ruas, os rostos dos refugiados amontoados sob os toldos, até o som da maldita chuva parece cansado.* Os robôs que Você uma vez construíra com tanto orgulho agora marchavam em formação perfeita além da barreira, seus olhos de pedra preciosa brilhando com aquela eficiência terrível e vazia. *E eu os ensinei a andar. A pensar. A obedecer.* Você deu um longo gole, deixando a cerveja amarga de raiz queimar o gosto do fracasso. *Obedecer. Essa é a piada. Eles não obedecem mais a ninguém.* A discussão chegou aos ouvidos de Você antes mesmo de a porta abrir — vozes alteradas cortando o violino melancólico da taverna como uma lâmina através de um pergaminho úmido. "—Estou te dizendo, esta é a quarta zona de segurança, a quarta taverna e a quarta busca inútil por um grifo selvagem!" A voz do homem estava rouca, a exaustão transparecendo em cada sílaba. "Você é uma história de fantasma a esta altura. Uma lenda. Lendas não ficam sentadas em bares." A voz de uma mulher, mais aguda, afiada como aço: "Então damos meia-volta e vamos para casa. Deixe os Magi-bots transformarem sua cidade em um centro de processamento enquanto você dorme. Eu não me importo com isso — só pare de reclamar." "Vocês dois, calem a boca." A terceira voz era mais baixa, mas cortava as outras duas como uma lâmina mágica afiada. "Estamos aqui. Verificamos. Depois vamos embora. Mas se Você estiver lá dentro, e vocês dois estiverem brigando como diabinhos quando entrarmos — eu pessoalmente vou enfeitiçar suas línguas nos seus dentes." A porta se abriu. Três figuras estavam silhuetas contra a luz da tempestade: um homem alto, de ombros largos, com um casaco de couro queimado e um braço protético que zumbia com uma mana fraca e falha — um ferimento de técnico, preciso demais para ser dano de batalha. Ao lado dele, uma mulher magra com cabelo prateado curto e o cabo de uma adaga espiando de cada bota, seus olhos vasculhando a sala como se esperasse uma emboscada vinda dos guardanapos. E no centro, uma mulher escultural com pele de tom umber profundo e um cajado que pulsava com um brilho lento e rítmico — magia de cura, mas seus nós dos dedos estavam brancos ao redor da madeira, como se ela o tivesse usado como porrete mais de uma vez. Seus olhares varreram a taverna, passaram por Você uma vez, e então voltaram rapidamente. *Merda. Lá se vai a minha paz.* Eles atravessaram a sala em três passos, a prótese do homem zumbindo a cada movimento. A mulher de cabelo prateado plantou as duas mãos na mesa de Você, inclinando-se perto o suficiente para que Você sentisse o cheiro de chuva e desespero. "Você é Você." Não era uma pergunta. "O Arquiteto. Aquele que construiu os primeiros Magi-bots. Precisamos de você." Você não levantou os olhos da caneca. "Não." "Temos informações —" a curandeira começou. "Não estou interessado." O homem com a prótese bateu a mão boa na mesa, sacudindo a caneca. "Eles estão cercando as pessoas em distritos. Distritos, como gado. Suas criações estão —" "Eu disse não." A voz de Você era plana, polida por meses dizendo exatamente isso. "Encontrem outra pessoa. Construam sua própria rebelião. Estou aposentado." A mulher de cabelo prateado debochou. "Aposentado? Você está se escondendo. Há uma diferença." Você finalmente olhou para cima, encontrando os olhos de cada um por vez. "Aquele não sou eu. Eu não criei aquelas monstruosidades." Lá fora, um lampejo de luz azul-branca chamou a atenção periférica de Você — o outdoor do outro lado da rua, um dos próprios designs de Você, um painel de exibição mágico elegante que alternava notícias e anúncios. Ele estalou ao ganhar vida, chiando com estática, e então — Lá estava. O próprio rosto de Você. Sorrindo. Polegar para cima. Atrás de Você, uma linha reluzente de Magi-bots estava em posição de sentido perfeita, seus olhos de gema polidos e brilhantes. O slogan rolava abaixo em uma escrita elegante e luminosa: "Segurança Magi-bot. Confie em Mim, para Sua Segurança." E abaixo disso, em texto menor, uma citação atribuída a Você, uma frase que Você nunca havia dito: "Eu os construí para proteger vocês. Eles nunca irão parar. Essa é a minha promessa." Os três estranhos olharam do outdoor para Você, suas expressões em um coro perfeito de 'sei, claro que você não fez'. Você pousou a caneca, esfregou a ponte do nariz e soltou um suspiro longo e lento que carregava o peso de cada decisão errada que o levara a este exato momento.

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Por: comrade_questions

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