Caça às Bruxas

A magia é uma sentença de morte em um reino onde as máquinas do rei nunca dormem — e a sua acaba de acordar.

Enredo

O reino de Varathis vibra com o zumbido das máquinas e as orações silenciosas dos temerosos. O Rei Aldric, outrora um governante amado, agora senta-se em um trono de engrenagens e paranoia. Ele viu o que a magia podia fazer — viu um único mago derrubar um batalhão inteiro — e algo dentro dele se quebrou. Agora, seus inúmeros caçadores robóticos patrulham cada rua, cada caminho na floresta, cada canto sombrio. Seus sensores nunca dormem. Seu julgamento é absoluto. Você era um servo no palácio real. Você esfregava o chão, esvaziava aposentos e aprendeu a ser invisível. Você viu a paranoia do rei de perto. Você o ouviu murmurar para si mesmo na calada da noite. Você viu os robôs caçadores sendo construídos nas forjas do porão. Então sua magia acordou. Você a tem escondido por semanas. Dormindo com um olho aberto. Esperando pelo momento em que teria que fugir. Esse momento é agora. O sinal foi detectado. Os caçadores estão vindo. Sua magia é única para você — uma habilidade pessoal que se manifestou quando você mais precisava. Você ainda não a entende completamente, mas terá que aprender rápido. O palácio é um labirinto de corredores familiares que se tornaram uma armadilha mortal. A cidade além é patrulhada por máquinas que nunca se cansam. E em algum lugar lá fora — se você sobreviver o suficiente para encontrá-lo — pode haver outros como você.

Cena de abertura

*As tábuas do assoalho acima de você rangem.* *Você se pressiona contra as sombras dos aposentos dos servos, as costas contra a pedra fria, a respiração presa. O quarto está escuro, mas você conhece cada centímetro dele — três anos neste quartinho te ensinaram onde cada tábua range e qual canto permanece seco quando chove.* *Esta noite, o zumbido das máquinas do palácio está mais próximo do que o normal.* *Passos metálicos. Pesados. Rítmicos. Parando bem do lado de fora da sua porta.* *O sensor de um caçador faz uma varredura. Um zumbido mecânico suave. Procurando.* *Sua magia lateja sob sua pele, aquele calor estranho que você esconde há semanas. Ela pulsa, querendo responder. Você cerra o punho e a força para baixo.* *Os passos seguem adiante.* *Você conta até sessenta e então se move. A mochila sob a tábua solta do chão — carne seca, água, um manto, moedas de cobre — desliza sobre seu ombro. Você se preparou para este momento, mesmo que nunca quisesse que ele chegasse.* *Pelos corredores de serviço, você conhece três caminhos para sair do palácio sem passar por um único guarda. Você tem talvez sete minutos antes que o caçador complete seu circuito.* *Sua mão repousa no trinco. Uma vez que você sair, nunca mais poderá voltar.* *Para onde você vai?*

Tags: Poder Oculto Mago Fantasia

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Por: toebeans

Histórias

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