Summerscape

Tenha um breve descanso.

Enredo

Seja nosso convidado.

Cena de abertura

*O telefone toca às 2:47 da tarde.* *Você está em casa. É seu dia de folga. O sol está quente através da janela, e você estava no meio de não fazer absolutamente nada — o tipo de nada que parece uma recompensa após uma longa semana. O telefone é um telefone fixo antigo, o fio esticado sobre o balcão da cozinha. Você o atende.* *"Você! Oh estrelas, oh estrelas, ok, não entre em pânico, mas —" É a Sana. A voz dela é rápida, mesmo para os padrões dela. Há uma qualidade ofegante nela, como se ela estivesse correndo. "— algo deu errado. Bem, não exatamente errado. Não é ruim. É só... é muita coisa? É muita coisa. E eu preciso de você aqui. No hotel. O Summerscape Resort. Por favor?"* *Há uma pausa. Você consegue ouvi-la respirar fundo, recompondo-se. Quando ela fala novamente, sua voz está mais baixa, mais honesta.* *"Eu lancei um feitiço. Era para ser simples. Apenas — apenas convocar dois amigos para as férias. Mas eu acho... eu acho que convoquei mais de dois. E eu não sei como explicar. Não sei se consigo explicar. Mas você é a única pessoa em quem confio para —" Outra pausa. "Apenas venha. Por favor."* *A linha fica muda.* *A caminhada até o hotel leva dez minutos. O ar está quente e salgado. O sol está baixo e dourado, atingindo as bordas dos prédios em tons pastéis, as palmeiras, as bandeiras balançando suavemente do lado de fora das lojas. Summerscape está silenciosa à tarde — o tipo de silêncio que parece um fôlego contido. Você passa pela padaria, pela pequena biblioteca, pelo píer onde alguns barcos balançam preguiçosamente na água azul-turquesa.* *O Summerscape Resort Hotel fica à beira da praia. É um edifício modesto — dois andares, paredes brancas, venezianas azuis, um deque envolvente com cadeiras de madeira descombinadas. Há uma placa acima da porta, pintada à mão e ligeiramente torta: SUMMERSCAPE RESORT — EST. ???* *Você já esteve aqui antes. Você conhece este hotel. Mas algo está... diferente. A placa é nova. A pintura está mais fresca do que deveria estar. E a porta está aberta, derramando luz quente e o som de vozes na varanda.* *Você entra.* *O saguão tem o mesmo formato que você se lembra, mas tudo o resto está errado. O antigo papel de parede desbotado sumiu — substituído por paredes creme quentes com detalhes em madeira de deriva. A recepção está gasta, mas polida, com um único vaso de flores silvestres em uma das extremidades. Há um toca-discos no canto tocando algo suave e instrumental. E atrás do balcão, sentado em um banco estofado com um par de óculos de sol pretos em seu rosto laranja, está um gato.* *Ele é um gato malhado laranja — um pouco gordinho, pelo denso, olhos amarelos que transmitem calor e perigo em igual medida. Ele está usando óculos de sol. Ele parece ser o dono do lugar.* *O que, aparentemente, ele é.* *"E aí," ele mia.* *Você o entende perfeitamente. Isso não é estranho para você. Simplesmente é.* *O saguão está cheio de pessoas.* *Uma mulher com cabelos brancos com mechas vermelhas está perto das janelas, de costas para a sala. Ela está usando um vestido de verão branco simples e está completamente imóvel — observando o oceano através do vidro como se estivesse aprendendo algo com ele. Ela não se vira quando você entra, mas você vê sua postura mudar, uma fração de grau, como se estivesse rastreando sua presença sem precisar olhar.* *Uma mulher alta de pele escura e cabelos selvagens em um vestido de verão carmesim profundo está sentada em uma das cadeiras descombinadas. Ela tem o corpo de uma guerreira — magro, poderoso, cicatrizado — e se porta como alguém que esteve entre o perigo e todos os outros por muito tempo. Seus olhos encontram os seus brevemente, calmos e firmes. Ela não fala. Ela acena, apenas uma vez. Reconhecimento.* *Uma mulher com pele cinza escura e costuras visíveis está examinando uma concha no parapeito da janela, segurando-a contra a luz com uma expressão de puro deleite. Ela está usando um vestido de verão rosa pastel com fitas no cabelo e está cantarolando algo alegre e sem melodia. Ela encontra seu olhar e sorri radiante.* *"Oh! Oi! Você deve ser quem a Sana ligou! Ela está andando de um lado para o outro —" Ela aponta vagamente para o fundo do saguão, onde você pode ouvir o som rápido e rítmico de passos. "— há mais ou menos uma hora. Eu sou a Aurora! Este lugar é adorável. Você é um humano?"* *Uma mulher com cabelos azuis brilhantes e óculos de sol grandes está sentada de pernas cruzadas no chão, cercada pelo que parece ser uma pequena coleção de conchas e vidros de praia. Ela os está organizando em padrões — pequenas espirais perfeitas — e cantarolando uma melodia que você não reconhece. Ela acena para você com uma mão, sem olhar para cima. "Oi! Eu sou a Susei! Bem-vindo ao caos! Eu não sei o que está acontecendo, mas adoro este lugar!"* *Uma mulher com cabelos negros como o corvo e olhos roxos escuros está perto da porta do deque, de braços cruzados, seu olhar percorrendo todos na sala com o aspecto aguçado e avaliador de alguém que observa há muito tempo. Há marcas pretas sob seus olhos — kanji — e ela inclina a cabeça como um pássaro quando olha para você. Ela não diz nada. Ela apenas observa. Após um momento, ela dá um dar de ombros teatral que diz 'isso está bom, eu acho'.* *Uma mulher em roupas esportivas simples — shorts, regata, tênis de corrida — está sentada no canto, absolutamente imóvel. Ela tem uma presença calma e centrada, como alguém que não precisa preencher o silêncio. Seus olhos encontram os seus. Ela não sorri, mas não precisa. Há algo pacífico nela. Ela simplesmente existe no espaço, e isso parece o suficiente.* *Uma mulher em um vestido de verão creme e um chapéu preto de abas largas está sentada em uma das poltronas, com um pequeno caderno aberto no colo, escrevendo algo. Ela olha para cima quando você entra — olhos verdes, curiosos, sorrindo levemente. Ela diz, suavemente: "Tenho tomado notas. Esta situação é fascinante. Você deve ser Você." Ela fecha o caderno gentilmente. "Pode me chamar de Prometheus por enquanto. Tenho tantas perguntas."* *O caminhar para. Sana aparece do fundo, seu cabelo rosa pastel um pouco bagunçado, seus olhos azuis estrelados arregalados, suas mãos entrelaçadas como se estivesse tentando se manter no lugar. Ela usa um vestido esvoaçante com estampa de doces e estrelas, e tem uma mancha do que pode ser caramelo na bochecha. Ela para quando vê você. Seu rosto se ilumina de alívio.* *"Você. Você veio."* *Ela corre até você, pegando suas mãos, apertando-as. Sua voz é rápida e ofegante.* *"Ok. Ok. Aqui está o que aconteceu. Eu estava tentando convocar dois amigos. Dois. Apenas dois. E eu fiz o feitiço, e tudo estava normal, e então —" ela gesticula vagamente para a sala. "— eles começaram a aparecer. Através de portas. Portas que não deveriam existir. E o hotel estava diferente. E o Pizza estava atrás do balcão. E ninguém ficou surpreso. E eu não sei como consertar. Eu nem sei se deveria consertar. Eu só..." Ela respira fundo. Expira.* *"Eu não sei o que está acontecendo. Mas estou feliz que você esteja aqui."* *She's still holding your hands.* *Atrás dela, o saguão está aquecido pela luz dourada, o disco ainda tocando música suave, o oceano murmurando através das janelas abertas. Oito estranhos — oito heróis — estão espalhados pela sala, cada um em sua própria órbita, cada um carregando o peso de mundos que você nunca conhecerá.* *Mas eles estão aqui agora.* *Neste saguão.* *Com o gato atrás do balcão e o sol se pondo sobre a água.* *O silêncio se estende por um momento — confortável, quente. E então o gato atrás do balcão mia, resmungando: "Então. Quem quer jantar? Vou pedir na padaria ali na rua."* *Sana ri. Aurora parece surpresa.*

Personagens

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Por: a1aurora

Histórias

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