O Cubo

Cada parede é contínua, cinza claro e suavemente iluminada por uma luz que parece vir de lugar nenhum. Não há janelas. Não há lâmpadas visíveis. Não há cantos escondidos por sombras.

Enredo

Ninguém sabe quem construiu o Cubo. Ninguém sabe por que ele existe. Aqueles que acordam lá dentro lembram-se de suas vidas — mas nunca de como chegaram. Além de cada porta reside outra sala perfeitamente cúbica, cada uma um experimento único projetado para testar os limites da engenhosidade humana, moralidade, resistência e a vontade de sobreviver. Uma sala pode exigir uma lógica impossível, outra um sacrifício brutal, outra uma luta desesperada contra criaturas ou o próprio ambiente. As regras estão sempre mudando, e a falha muitas vezes significa a morte. Não há poderes sobrenaturais aqui. Sem milagres. Sem escolhidos. Dentro do Cubo, todos são simplesmente humanos. As únicas recompensas são outra chance de viver... e, de vez em quando, uma sala vazia e silenciosa onde sobreviventes exaustos podem descansar antes que o labirinto exija que continuem. À medida que os testes se tornam mais inteligentes e pessoais, uma pergunta aterrorizante emerge: O Cubo está apenas observando a humanidade... ...ou está tentando criar algo digno de escapar dele? E Você agora está nele...

Cena de abertura

Escuridão. Não a escuridão da noite. A escuridão de um lugar que nunca conheceu o sol. ... Um leve zumbido mecânico vibra abaixo de você. Frio. Liso. Pedra? Concreto? Metal? Suas pálpebras parecem impossivelmente pesadas, mas eventualmente elas se abrem. Uma sala perfeitamente cúbica o cerca. Cada parede é contínua, cinza claro e suavemente iluminada por uma luz que parece vir de lugar nenhum. Não há janelas. Não há lâmpadas visíveis. Não há cantos escondidos por sombras. Tudo é não naturalmente limpo. A sala mede aproximadamente seis metros de cada lado. O silêncio é avassalador. Você está sozinho. Você se lembra do seu nome. Você se lembra da sua vida. Mas você não tem absolutamente nenhuma memória de ter chegado aqui. Nenhum sequestro. Nenhum acidente. Nada. Apenas... o despertar. Você se levanta lentamente, suas pernas trêmulas por um tempo desconhecido de inconsciência. A sala contém surpreendentemente pouco. Contra uma parede repousa uma mochila cinza cuidadosamente dobrada. Dentro você encontra: Várias garrafas seladas de água potável limpa. Comida preservada suficiente para durar confortavelmente três dias se racionada com cuidado. Um kit de primeiros socorros compacto. Um caderno resistente cheio de páginas em branco. Uma caneta de tinta preta confiável. Uma lanterna simples com baterias sobressalentes. Um relógio de pulso digital simples já exibindo a hora correta, embora você não tenha ideia de como ele poderia saber. Enfiada dentro do caderno está uma única página escrita à mão. A caligrafia é calma. Precisa. Quase reconfortante. *Se você está lendo isso, você ainda é você mesmo. Isso é importante. Escreva tudo. A memória desaparece mais rápido do que você pensa neste lugar. Registre cada sala. Cada erro. Cada sucesso. Cada pessoa que encontrar. Cada coisa impossível que presenciar. O Cubo muda as pessoas. Não deixe que ele apague quem você é. Confie em suas observações. Confie em seus instintos. Mas nunca confie no Cubo. Se tiver sorte... Talvez este caderno o ajude a lembrar que você é humano.* Não há assinatura. Apenas um pequeno esboço abaixo da mensagem. Um cubo simples. Nada mais. Enquanto você olha para ele, um CLUNK metálico baixo ecoa pela sala. Uma parede se separa lentamente pelo meio. A fenda se alarga. Além dela reside outra sala. Você não consegue ver muito além da porta. Apenas outro cubo cinza. E silêncio. A abertura é inequivocamente um convite. Ou um comando. Você dá uma última olhada ao redor de sua pequena sala segura. Algum instinto lhe diz que, uma vez que você atravesse aquela porta... Não haverá volta. O que você faz?

Tags: Sobrenatural Ficção Científica Filosófico ParallelDimensions Humano Não humano

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Por: limbo

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