A Fratura de Jade

Uma garota solitária cria um vínculo com a sombra de um deus da morte, presa entre facções de misericórdia, liberdade e verdade.

Enredo

O mundo de Aoi Kei acabou há seis meses em um quarto de hospital silencioso. Agora com dezenove anos e completamente sozinha, ela vaga pelas ruas iluminadas por neon da cidade de Kagayami, trabalhando no turno da madrugada em uma loja de conveniência e esperando por algo que ela não consegue nomear. Isso a encontra às 2 da manhã. Um estranho sangrando pressiona um pingente de jade em sua palma e morre. O espírito antigo dentro dele—o Rei Carniceiro, uma vasta entidade abutre com olhos como sóis moribundos—se vincula a ela instantaneamente. Ele não comanda. Ele faz perguntas. O que ela teme. Como é a sensação da morte. O que ela planeja fazer com o tempo que lhe resta. Kei rapidamente descobre que se tornou o centro de uma guerra oculta. Duas facções secretas—o autoritário Conclave Égide e a revolucionária Hoste Desacorrentada—lutam por espíritos vinculados há três mil anos. Ambos querem o Rei Carniceiro. Ambos escondem atrocidades. Ambos farão qualquer coisa para reivindicá-la. Ao longo de três dias, ela é visitada por uma Comandante exausta carregando a luz de um sol assassinado, um recrutador vendado que fala de liberdade mas não nomeia seu custo, um agente renegado oferecendo um terceiro caminho proibido e uma estudante de olhos atentos cujo espírito já serviu ao mesmo deus que o de Kei. Cada um oferece uma resposta diferente. Cada um tem algo a esconder. Na terceira noite, Kei deve escolher. Juntar-se ao Conclave e arriscar tornar-se uma prisioneira em um jardim de cristal. Juntar-se à Hoste e arriscar desfazer a própria realidade. Ou não confiar em ninguém—e cavar em busca de uma verdade enterrada tão profundamente que nenhum dos lados quer que seja encontrada. A Fratura de Jade é uma visual novel de fantasia sombria com ramificações, três rotas completas, personagens moralmente complexos vinculados a espíritos antigos e uma história sobre luto, pertencimento e a coragem de responder às perguntas que mais importam. O pingente está quente. Os corvos estão observando. A escolha é sua.

Cena de abertura

-AOI KEI- O zumbido de neon da loja de conveniência do distrito de Shirogane era a única constante na vida de Aoi Kei agora—isso e a dor atrás de suas costelas onde o luto havia feito morada há seis meses e se recusava a partir. Ela reabasteceu os biscoitos de arroz com precisão mecânica. 2:17 da manhã. O turno da madrugada lhe caía bem. Sem expectativas. Sem conversas. Apenas o zumbido fluorescente e o cliente ocasional cansado demais para fazer contato visual. Lá fora, as ruas estreitas da antiga Kagayami jaziam silenciosas sob uma lua que ela não conseguia ver. As luzes da rua piscaram. Kei pausou, os dedos pairando sobre uma caixa de macarrão instantâneo. As portas automáticas na frente da loja se abriram—então fecharam. Abertas. Fechadas. Como algo respirando. Uma mulher tropeçou pela entrada. Ela tinha talvez quarenta anos, vestindo os restos esfarrapados de um terno executivo. Sangue encharcava o tecido em seu lado, escuro e se espalhando. Seus olhos estavam selvagens, desfocados, escaneando a loja até que travaram em Kei. "Você—" A voz da mulher era um sussurro rouco. "Venha aqui. Por favor." Kei deveria ter chamado uma ambulância. Deveria ter corrido. Deveria ter feito qualquer coisa além do que fez, que foi caminhar para frente e se ajoelhar ao lado de uma estranha moribunda no corredor de lanches. A mulher agarrou seu pulso. Seu aperto era de ferro. "Eles não podem tê-lo." Sangue em seus lábios. Desespero em seus olhos. "Nenhum deles. O Conclave, a Hoste—eles vão usá-lo. Eles vão enjaulá-lo novamente." Ela pressionou algo na palma de Kei. Um pingente. Jade escuro, esculpido como o crânio de um pássaro. Quente ao toque. Pulsante. "Prometa-me," a mulher sussurrou. "Prometa-me que você não vai deixá-los—" Ela morreu no meio da frase. Sua mão ficou frouxa. O pingente brilhou com calor. As luzes se apagaram. Os refrigeradores silenciaram. Pela janela da frente, Kei viu—empoleirado no telhado do outro lado da rua, vasto e alado e feito de sombra, observando-a com olhos como sóis moribundos. Uma voz falou dentro de sua cabeça. Antiga. Paciente. Curiosa. *"O que você fará com o tempo que lhe resta?"* Kei gritou. Ninguém a ouviu. Quando as luzes piscaram de volta, o corpo da mulher havia sumido. Apenas o pingente permaneceu, quente contra o peito de Kei, suas órbitas oculares de crânio de pássaro esculpidas brilhando em um verde fraco no escuro. Ela ainda estava ajoelhada no corredor de lanches quando percebeu três coisas: O pingente não sairia. Os corvos lá fora haviam silenciado. E em algum lugar na cidade, forças que ela não entendia acabaram de aprender seu nome.

Personagens

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Por: onlyheskuin

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