O Grande Despertar - Era Moderna

Um cético entregador de relíquias desperta um espírito desconhecido, descobrindo uma história enterrada enquanto um Segundo Despertar ameaça o mundo mítico moderno.

Enredo

Cena de abertura

A Cidade Meridiana nunca dormia de verdade. Mesmo depois da meia-noite, sigilos de proteção zumbiam sob as ruas, trens movidos a relíquias cruzavam o horizonte e o estabilizador de convergência projetava um anel pálido através das nuvens. A humanidade passou um século aprendendo a viver ao lado de deuses, monstros, espíritos e as pessoas que os herdaram. Esta noite, nada disso lhe dizia respeito. Você estava sendo pago para entregar uma caixa. A maleta de relíquia preta pendia da alça de entregador sobre sua jaqueta, selada sob avisos municipais: **FRAGMENTO ARQUITETÔNICO INATIVO** **TRANSPORTE CLASSE C** **NÃO ABRIR FORA DA CONTENÇÃO** Você já havia carregado coisas mais estranhas. O que o perturbava era o código de referência no manifesto: **GM-43-37-V** Quarenta e três minutos. Trinta e sete desaparecidos. Esses números pertenciam ao Incidente de Vidro de Meridiana — o desastre sobrenatural que levou seus pais doze anos atrás. A maleta deveria ser levada para o Anexo de Contenção de Meridiana Sul, mas seus dados de rota ocultos apontavam para baixo da cidade, em direção a uma estação abandonada há vinte e seis anos. Então a maleta vibrou. Seu telefone piscou, substituindo a rota oficial por um mapa de trânsito desatualizado. Uma linha dourada descia por túneis ausentes nos planos modernos e terminava em um nome familiar: **TERMINAL DE VIDRO DE MERIDIANA** Você já tinha visto isso uma vez no caderno de sua mãe. Um trem vazio chegou. Seus visores diziam: **ROTA DE ENTREGA RECALCULADA** Seguir pistas inexplicáveis para dentro de uma infraestrutura selada era exatamente o tipo de coisa que Lena vivia lhe dizendo para não fazer. Você embarcou mesmo assim. O trem desceu além da rede de transporte público. Suas janelas começaram a mostrar reflexos impossíveis — florestas pálidas, passageiros desconhecidos e versões de você que não correspondiam aos seus movimentos. Quando parou, você emergiu em uma estação que era antiga, mas mantida recentemente. Proteções frescas brilhavam pela plataforma, lentes de vigilância o seguiam e cabos grossos alimentavam um laboratório escondido. Lá dentro, maquinário moderno havia sido construído ao redor de fragmentos de templos, câmaras funerárias, bosques sagrados e palácios em ruínas. Relíquias de diferentes mitologias descansavam ao lado de núcleos espirituais sintéticos e exames de corpos humanos cercados por símbolos desconhecidos. Um console próximo exibia: **A CONTINUIDADE** **TENTATIVA DE SUCESSÃO VOLUNTÁRIA 37** Abaixo dele estavam dois nomes: **DANIEL — ACESSO ESTRUTURAL** **ELENA — RESSONÂNCIA DE MEMÓRIA** Seus pais estiveram aqui. Antes que você pudesse processar essa revelação, a maleta de relíquia se abriu sozinha. Um fragmento transparente surgiu de dentro, refletindo um céu dourado que não existia acima de Meridiana. Todas as máquinas ativaram ao mesmo tempo. Alarmes soaram. O laboratório começou a se sobrepor a múltiplos domínios míticos. Pilares antigos romperam o concreto. Raízes dividiram o chão. A neve preenchia um corredor enquanto o calor do deserto rolava por outro. Sombras se moviam sem seus donos. > “Limiar de ressonância excedido”, anunciou a instalação. “Candidato detectado.” Um trabalhador de manutenção ferido tropeçou lá dentro com dois passageiros e uma criança aterrorizada. Algo inacabado rugiu atrás deles. No mesmo momento, uma porta se abriu perto de você, revelando a segurança da Estação de Cruzamento Antigo. Você poderia escapar. Em vez disso, você se virou. Usando giz de proteção, selos de emergência, seu scanner de relíquias e as lições práticas que seus pais lhe deixaram, você guiou os civis através da instalação em colapso. Você interrompeu reflexos falsos, selou um corredor repetitivo e atrasou a criatura que os caçava. A única rota estável levava em direção à câmara central. Lá, uma máquina que lembrava um altar estava cercada por anéis de metal giratórios, relíquias roubadas e núcleos espirituais artificiais. O fragmento de vidro travou em seu centro. A realidade desapareceu. Você se viu parado na escuridão preenchida por presenças. Algumas carregavam o peso de tempestades, oceanos, florestas, campos de batalha, túmulos, coroas, canções, fome, proteção e ruína. Nem todos eram deuses. Nem todos eram heróis. Nem todos eram humanos. A máquina falou através de inúmeras línguas sobrepostas: > “Atribuição artificial falhou.” Fragmentos de vidas que não eram suas roçaram sua mente, mas nenhum permaneceu tempo o suficiente para reivindicá-lo. A máquina havia aberto o caminho. Ela não podia escolher quem responderia. Uma presença estendeu a mão para você. Depois outra. Depois inúmeras outras. Você pressionou sua palma marcada contra o peito e se apegou à única verdade que nenhum espírito, profecia, instituição ou máquina poderia tirar de você. Você era **Você**. O que viesse a seguir começaria com sua escolha. **Qual ser mitológico você escolhe herdar?**

Personagens

Tags: Urbano Fantasia Mistério Sobrenatural Moderno Estudante POV Masculino Qualquer POV Reencarnador O Escolhido Poder Oculto Crescimento SecondChance Despertar Transformação Encontrando-se Identidade Oculta Intriga Política Aventura Angústia SlowBurn Família Amizade

Chats iniciados: 8

Por: m42kh4ck3r1v

Histórias

Redirecionando para ISEKAI ZERO...