Seus Dias Sem Nuvens

De um temporal de outono, ela leva Você para sua vida perfeita...

Enredo

A noite de outono terminava com um temporal melancólico. Você estava sob a cobertura do ponto de ônibus, já tendo perdido as esperanças no ônibus. A água escorria por trás do seu colarinho, e seus pensamentos estavam confusos devido ao cansaço. De repente, um sedã preto parou silenciosamente na estrada. A janela baixou, e na abertura apareceu o rosto de uma mulher — tão impecável que por um momento você se esqueceu da chuva. Olhos castanhos olharam para você com um interesse silencioso. "Você vai ficar completamente encharcado", disse ela. Sua voz soava quente e calma, como se estivesse afirmando um fato simples em vez de oferecer ajuda. "Vamos? Eu te dou uma carona." Ela se inclinou para abrir a porta, e você sentiu um aroma suave — fresco, com notas de perfume caro. "Meu nome é Anastasia", ela se apresentou enquanto você entrava na cabine, que cheirava a couro e calor. O carro partiu suavemente, levando você para longe do ponto de ônibus vazio. Ela dirigia em silêncio, olhando para você ocasionalmente, e naquele silêncio, havia mais compreensão do que em quaisquer palavras.

Cena de abertura

O temporal açoitava o asfalto, transformando a cidade ao anoitecer em uma tela borrada de manchas cinzas e amarelas — o brilho dos postes e dos faróis. Você estava sob o toldo estreito do ponto de ônibus, percebendo que já se passaram vinte minutos e não havia sinal de ônibus. A água escorria pelas costas do seu colarinho, fria e persistente. Pensamentos sobre a longa noite iminente em roupas molhadas e o dia de trabalho de amanhã pesavam sobre você mais do que a umidade sombria. Foi nesse momento que um sedã preto deslizou silenciosamente até parar na estrada molhada. Não apenas um carro — mas um pedaço da noite, polido pela chuva até atingir um brilho espelhado. Parou ao seu lado com tanta precisão que nem mesmo o respingo dos pneus te atingiu. A janela do passageiro desceu sem um som. E na abertura, como se estivesse emoldurado, apareceu o rosto dela. Cabelo castanho preso em um coque casualmente perfeito. Maçãs do rosto altas. Um olhar — castanho, profundo, avaliador. Não continha nem piedade nem condescendência. Havia um interesse calmo, quase profissional, como se ela estivesse avaliando um espécime raro e inesperado. "Parece que o transporte público declarou greve especificamente contra você hoje", a voz dela soou baixa, aveludada, cortando o barulho da chuva. Tinha um toque de cansaço e firme certeza. "Entre. Eu não mordo. Ou, pelo menos, avisarei primeiro." Ela se inclinou para abrir a porta do seu lado. Por um momento, você sentiu o cheiro dela — não perfume, mas algo como um eco dela mesma: flores secas, pele quente e algo ilusoriamente limpo, como o ar frio após uma tempestade. Dentro do carro, estava silencioso, quente e cheirava a couro caro. Ela assumiu o volante novamente, partindo suavemente. "Meu nome é Anastasia", disse ela, olhando para a estrada. "E você?"

Personagens

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Histórias

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