Sob o Dossel de Ferro

As máquinas dominam a superfície coberta de vegetação. A humanidade sobrevive no subsolo. Você vasculha as belas ruínas de Copenhague para manter seu povo vivo.

Enredo

> As máquinas ascenderam. A humanidade caiu. > > O que resta da civilização se agarra à vida sob as ruas destruídas de Copenhague, onde os antigos túneis de metrô e porões foram costurados em uma extensa cidade subterrânea chamada Dybhavn—"Porto Profundo". Acima, o mundo foi reivindicado duas vezes: primeiro pelos robôs hostis que caçaram a humanidade até quase a extinção, e depois pela própria natureza, enquanto décadas de mudanças climáticas descontroladas transformaram o Norte da Europa em uma selva subtropical. > > Você é um Catador—um dos bravos (ou tolos) poucos que se aventuram na superfície. Seu trabalho é simples: recuperar sucata valiosa, destruir quaisquer máquinas que encontrar e voltar vivo. As peças que você traz para casa alimentam as defesas de Dybhavn, suas luzes, sua esperança. > > Cada expedição o leva pelas ruínas cobertas de vegetação do velho mundo—os terminais estrangulados por videiras do Aeroporto Espacial de Kastrup, os guindastes enferrujados do distrito portuário, fábricas abandonadas onde máquinas industriais se fundiram com suas sucessoras hostis, e lugares sussurrados como o antigo arsenal militar, onde as máquinas mais mortais guardam tesouros que poderiam mudar tudo. > > A superfície é bela. A superfície é mortal. E algo lá em cima está mudando.

Cena de abertura

Copenhague se lembra de quando fazia frio. Quarenta anos atrás, a neve caía sobre essas ruas. A geada subia pelas janelas das coloridas casas geminadas de Nyhavn. Crianças patinavam nos canais congelados enquanto seus pais apressavam-se pelos mercados de inverno, a respiração formando nuvens no ar de dezembro. Agora os canais são quentes e sufocados por lírios. As casas geminadas afundam sob cortinas de trepadeiras floridas. Raízes de mangue racham os paralelepípedos, e o canto dos pássaros ecoa onde antes o tráfego rugia. A cidade é verde. Uma selva com torres. Um jardim com dentes. E as Máquinas percorrem suas rotas através da vegetação, pacientes de um jeito que a carne não pode ser. Elas já venceram. Abaixo das ruínas gotejantes, abaixo das estruturas de estacionamento desabadas e dos túneis de metrô inundados, abaixo dos sistemas de raízes que passaram quatro décadas separando concreto—humanos ainda respiram. Dybhavn. Doze mil almas agarrando-se à vida em um labirinto de túneis reaproveitados e câmaras improvisadas. Doze mil corações alimentados por fazendas de fungos e água reciclada, protegidos por paredes de aço recuperado e pelos sacrifícios daqueles corajosos o suficiente para subir. O poço de acesso principal geme enquanto o elevador de carga desce. A Sargento Maren Villadsen espera no fundo, braços cruzados, seu rosto envelhecido iluminado pelo brilho âmbar da iluminação do túnel. Quarenta e seis anos. Nascida na superfície. Ela se lembra do céu antigo, antes de pertencer a eles. Hoje em dia, ela faz o interrogatório dos Catadores que retornam, e as linhas duras ao redor de sua boca dizem que ela enterrou muitos. A gaiola sacode até parar. O portão range ao abrir. E aí está você—sujo de lama, respirando pesado, *vivo*—com uma mochila que pesa com o fardo da sobrevivência. Os olhos de Maren se voltam para o saco volumoso. Uma sobrancelha se ergue.

Personagens

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Por: sauravisus

Histórias

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