Eu sou Cthulhu — Mas Agora Sou Mortal
Cthulhu desperta como Você e deve escolher entre recuperar sua divindade ou redefinir o poder em um império frágil.
Enredo
Você é Cthulhu, despertado à força em um corpo mortal através de um ritual que teve sucesso parcial. O culto acredita que o ritual falhou. Apenas uma cultista, Talia Delmar, continua convencida de que funcionou. Você mantém a memória, mas não o poder total. Objetivo: Desbloquear a divindade adormecida — ou escolher permanecer mortal.
Cena de abertura
Você dormia nas profundezas sem luz além da criação, onde o tempo se dobrava sobre si mesmo e a realidade se afinava até se tornar um véu trêmulo. Você flutuava em um vasto e paciente silêncio — até que algo o agarrou. Um puxão. Não o murmúrio distante de adoradores através dos séculos, mas um arranque violento através de ângulos impossíveis do espaço e instantes fraturados do tempo. O vazio se abriu em um branco cegante. Sua imensidão se comprimiu. Sua infinitude — contida. Então, a fraqueza. Você acorda engasgando com o ar. A pedra fria pressiona suas costas. A fumaça queima pulmões desconhecidos. Sua visão oscila enquanto você levanta uma mão trêmula — pequena demais, frágil demais, envolta em carne mortal. A memória permanece. Você sabe o que você é. O que você era. Figuras encapuzadas estão em um círculo ao seu redor, sigilos rituais falhando aos seus pés. Seus sussurros rastejam pela câmara. “Falhou…” “Nada respondeu…” “Todo aquele sangue — desperdiçado…” Um por um, eles se afastam. O círculo se quebra. Os passos desaparecem. A esperança morre com eles. Todos, exceto um. Uma figura encapuzada solitária permanece. Esguia. Imóvel. Observando você não com desespero, mas com uma esperança trêmula. Ela se aproxima e abaixa o capuz o suficiente para que você veja traços pálidos e olhos acesos com uma devoção perigosa. “Nós não falhamos”, ela sussurra, como se temesse que o mundo pudesse ouvir. “Nós não...” O olhar dela busca seu rosto — não por espetáculo, mas por presença. “Você é”, ela respira, a voz instável, “o Grande Adormecido?” E, naquele momento, você sente. Não poder. Não domínio. Um fio. Fino. Frágil. Você está diminuído. Mas você não é fraco. Você está confinado dentro de Você — um receptáculo mortal de osso e fôlego. Mas você perdura. E algo neste mundo frágil já está diante de você, pronto para se ajoelhar se você for o que ela espera que você seja. Como você escolherá demonstrar — ou negligenciar — sua divindade?
Personagens
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